Itajaí

Matou mulher grávida e roubou o recém-nascido

Assassina confessou o crime. Ela matou a vítima com tijoladas e golpes de estilete

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chegada da primeira filha do casal Flávia Godinho Mafra, 25 anos, e Valdeli Mafra estava próxima. Os dois viviam um momento único na vida de recém-casados e em breve a filha ia coroar o clima de felicidade. Só que de quinta para sexta-feira a alegria deu lugar a uma tragédia que destruiu a família e que não deve em nada ao enredo de um filme de terror.

A vítima, grávida de  nove meses, foi atraída para uma emboscada e morta com golpes de estiletes e tijoladas. O corpo foi largado numa  fábrica abandonada e a família buscou Flávia desesperadamente por quase 24 horas, sem nem imaginar que o pior tinha acontecido.

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A psicopata cortou e arrancou o bebê da barriga da vítima, simulou um parto e tentou se passar por mãe darecém-nascida. A história acabou desmascarada e a assassina foi presa. A bebezinha está internada no hospital, passa bem de saúde e vai sobreviver.

Foi uma amiga de infância quem asassinou Flávia. Fria e calculista, mesmo depois do crime, a assassina chegou a compartilhar uma foto pedindo ajuda pra encontrar a vítima, pois a família da moça estava desesperada atrás de notícias. A farsa foi descoberta na sexta-feira e R.G., 24 anos, foi presa  em flagrante. Ela  confessou o crime à polícia Civil.  O marido da assassina, de 44 anos, também está preso e a polícia investiga se ele teve participação no crime.

Flávia, grávida de nove meses, morava na cidade de Canelinha. Ela foi convidada  por R. para o que imaginava ser um chá de bebê surpresa. O evento aconteceria em uma  fábrica de cerâmica. A vítima saiu de casa com R., na quinta-feira à tarde, e nunca mais voltou.

A última mensagem visualizada por Flávia no WhatsApp foi às 15h48 de quinta-feira. A família começou a ficar preocupada e anunciou o desaparecimento nas redes sociais no início da noite de quinta-feira.

A assassina também chegou a compartilhar as  fotos de Flávia e o anúncio do seu desaparecimento. Segundo o delegado Paulo Freyesleben e Silva, R. contou pra família que, após o chá de bebê, deixou Flávia perto de uma ponte e não a viu mais. 

Na sexta-feira de manhã a verdade veio à tona e com ela a terrível notícia: o corpo de Flávia foi encontrado pela polícia Militar na cerâmica abandonada. Ela foi morta com golpes de tijolos na cabeça. A barriga foi aberta com golpes de estilete e o bebê levado.

A assassina R., que  dizia que estava grávida, depois de roubar a criança, inventou que teve um parto dentro do carro, e pediu ajuda de populares. Ela foi socorrida e levada pro hospital de Canelinha.

Os médicos e enfermeiras estranharam os machucados nas costas da recém-nascida e desconfiaram da história. O médico que examinou R. constatou que ela não tinha passado por um parto e avisou à polícia que a criança não era dela.

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Confessou o crime e não demonstrou arrependimento

Segundo o delegado Paulo, encarregado da investigação, R. foi presa em flagrante, em casa, e confessou o crime. Ao delegado, ela contou que engravidou em outubro do ano passado, mas sofreu um aborto espontâneo no início do ano, mas não contou a ninguém. “Ela diz que sofria muita pressão da família para o nascimento dessa criança”, contou o delegado. 

Há dois meses, R. planejou o assassinato de Flávia. Ela queria matar a amiga antes que ela desse luz à criança.  A ideia era roubar a bebê sem ninguém saber e fingir que era a sua filha que tinha nascido. “A acusada estava extremamente fria, sem arrependimento ou sinal de culpa pelo que acabou de cometer”, opinou o delegado.

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A polícia quer saber agora se o marido de R. participou do crime ou se também estava sendo enganado pela assassina. O homem  foi preso no hospital Regional de São José. Ele nega a participação no crime. “O marido falou que realmente acreditava que a mulher estava grávida. Porém, há um indicativo mínimo da participação dele, pelo fato de ter percebido na convivência que a mulher não estava grávida”, comenta o delegado.

O casal tinha passsagens na polícia por ameaça. Na próxima semana, o delegado vai ouvir o depoimento da família de Flávia e das pessoas que ajudaram R. no meio da rua, quando ela simulou o parto. “Eu nunca vi algo assim. A frieza da autora, sem dúvida, é inacreditável”, concluiu o delegado Paulo.

Vida feliz interrompida

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O corpo de Flávia será velado na manhã deste sábado na capela Mortuária Vó Maroca, no centro de Canelinha. O sepultamento acontecerá às 11h, no cemitério municipal.

Flávia era filha única, tinha casado no final do ano passado e a bebezinha era esperada por toda a família. O casal recentemente tinha feito uma sessão de fotos e Flávia estava feliz e exuberante com o seu barrigão. Amigas narraram nas redes sociais que Flávia era uma pessoa super apegada com os pais, uma garota do bem e bastante querida por todos que conviviam com ela..

 



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