Diz aí, Juliana!

“O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas”

Juliana Pavan | Prefeita de Balneário Camboriú

“Eu não mando na cidade. Eu fui eleita para administrar, eu fui eleita para entregar resultado” (Foto: Fran Marcon)
“Eu não mando na cidade. Eu fui eleita para administrar, eu fui eleita para entregar resultado” (Foto: Fran Marcon)
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Há um ano no comando de Balneário Camboriú, a prefeita Juliana Pavan (PSD) esteve no programa "Diz aí!" e comentou sobre os avanços, dificuldades e o que esperar da cidade para o próximo ano. A conversa foi com jornalista Fran Marcon e o colunista JC. Confira trechos da entrevista.

 

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Qual obra a senhora considera mais importante já feita até agora?

Juliana: Com toda certeza, acredito que as obras estruturantes; a parte interna do governo, onde nós encontramos uma estrutura administrativa bagunçada, com situações que estavam sendo empurradas para debaixo do tapete nos últimos anos e que precisavam realmente de uma atenção. Dentre elas o próprio Plano Diretor, que eu acredito que tenha sido o grande avanço de 2025, aprovar já no primeiro ano de governo, sem emenda nenhuma. A cidade está numa evolução muito grande, há quase 20 anos o Plano Diretor estava atrasado e nós conseguimos consolidar isso ainda no primeiro ano de gestão. [O que a senhora gostaria de ter feito, mas ainda não conseguiu?] Iniciar a obra do CIEP Rodesindo Pavan. Com toda certeza eu já gostaria de ter iniciado no primeiro ano de gestão, mas nós precisávamos adequar as questões estruturantes do governo. Nós conseguimos avançar no CIEP, onde lançamos a licitação do projeto executivo. [Tem data para conclusão?] Em março devemos licitar a obra. [Quais obras a senhora conseguiu fazer em parceria com Itajaí e Camboriú?] Um grande avanço foi o Parque Inundável, onde nós conseguimos adequar o recurso do governo federal, em trabalho conjunto com a Emasa, a secretaria de Planejamento de Camboriú e a Amfri. Isso é histórico e vai impactar na segurança hídrica das “Camboriús”. Tivemos reunião com o prefeito de Camboriú para readequar vias, ampliar acessos e investimentos que vão impactar a região.

 

“Quando fizeram o alargamento da faixa de areia, com todo respeito, não foram inteligentes o suficiente para compreender que não é só alargar a faixa de areia, você precisava fazer a obra por debaixo da terra”

 

A senhora conseguiu estadualizar o hospital Ruth Cardoso, mas há inúmeras queixas de funcionários e usuários. Muita gente diz que a senhora estadualizou uma questão primordial da cidade, que é a saúde pública. Como responde às críticas?

Juliana: Algumas pessoas, uma pessoa pontual que inclusive tem uma coluna no DIARINHO e sempre acaba criticando, e é um discurso vazio dessa pessoa que tem que estudar muito a importância do que é competência do estado e do que é competência do município, mas se ele quiser eu posso ensinar ele. A estadualização do Ruth Cardoso é, sim, um grande avanço. O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende [a região] num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas. Quando assumimos, havia dois caminhos: ou estadualizar ou privatizar. Qual foi o caminho que nós escolhemos? Estadualizar. Nós tínhamos quase 800 ACT's e um TAC com o Ministério Público. Eu fui bater na porta do governador e ele compreendeu a sensibilidade da estadualização. Eu escutei muito: Ah, ela está resolvendo isso porque não deu conta. Espera aí, e os outros prefeitos também não deram conta? Todos os ex-secretários demonstraram que não tiveram competência nenhuma de gestão para conduzir a gestão interna no hospital. [É um problema do governo do estado, não mais um problema do município?] Não é que é um problema, eu não posso virar as costas. Tenho acompanhado. [Mas há atrasos nos pagamentos dos funcionários?] Tem algumas questões para serem resolvidas e obviamente que nós estamos cobrando daqueles que têm a competência, a gestão, para que sejam efetivados o mais rápido possível.

 

“A cidade está numa evolução muito grande, há quase 20 anos o Plano Diretor estava atrasado e nós conseguimos consolidar isso ainda no primeiro ano de gestão”

 

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BC registrou na última semana de dezembro alagamentos, devido a muita chuva em pouco tempo. Tem como resolver esse problema?

Juliana: Nessas últimas chuvas, a vazão foi muito rápida. Estive no bairro Ariribá e determinamos ampliação da drenagem. Me desculpem os prefeitos que passaram antes de mim ali, mas acho que ninguém teve a compreensão que você precisa aumentar a vazão. Quando fizeram o alargamento da faixa de areia, com todo respeito, não foram inteligentes o suficiente para compreender que não é só alargar a faixa de areia, você precisava fazer a obra por debaixo da terra. Eu não vou dizer que vai acabar com os alagamentos. Eu não sou irresponsável. O que nós precisamos é mitigar esses problemas. [Como a senhora avalia a mudança de sentido da avenida do Estado Dalmo Vieira? A avenida das Gaivotas já foi aceita?] Nós tivemos um problema grande no início com relação à mudança do fluxo de veículo. Muitas pessoas criticaram, outras usaram como um ato politiqueiro, mas aquela obra é extremamente importante para você aumentar a vazão e melhorar a nossa mobilidade. É uma obra que estava encaminhada já pelo ex-prefeito, ficaram oito anos para fazer, não me lembro quantos metros de obra. Nós conseguimos avançar, licitamos a parte de iluminação das calçadas, concluímos aquela obra e agora já estamos com a fase da licitação concluída do terceiro trecho da Martin Luther. Antes as pessoas ficavam paradas na avenida, hoje você tem um fluxo.

 

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“Em março devemos licitar a obra do CIEP”

 

Por que a senhora proibiu o nudismo no Pinho? Não era mais fácil policiar e fiscalizar?

Juliana: Foi feita a fiscalização e a intensificação do trabalho das forças de segurança nos últimos anos, e, infelizmente, algumas pessoas acabaram extrapolando de forma criminosa. Quero fazer justiça também ao governo passado, eu estava como vereadora e eu acompanhava, era feita a fiscalização lá, era feito o trabalho das forças de segurança e mesmo assim os acontecimentos estavam ali expostos. Nós tomamos essa atitude, até porque com a aprovação do plano diretor em 2025, acaba anulando a prática do naturismo, porque não consta no plano diretor que foi aprovado. Eu, pra firmar essa decisão, apresentei um decreto proibindo. [Tem risco da praia do Pinho ser tomada por arranha-céus?] Eu não sei se vai ter, porque até agora a gente não tem nenhuma projeção, até porque tem a própria Apa que consolida a proteção daquela região. Nós estamos atentos. Nesse momento não tem nada. 

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“O réveillon de Balneário Camboriú foi considerado o mais seguro do Brasil”

 

BC teve desfile de Natal e 15 minutos de fogos no réveillon. Essas atrações conseguirem atrair o número desejado de visitantes?

Juliana: Nós temos um grande produto que foi instituído no nosso primeiro ano de governo. Um ato corajoso, responsável, com responsabilidade orçamentária e que era um pedido de setor comercial. Tanto é que não tem questionamento nenhum da parte jurídica. Não fomos no achismo. O nosso comércio é forte, se prepara o ano inteiro para esse período e deixar o Natal somente na semana do Natal, isso é irresponsabilidade. Eu não apresentei um Natal que teve problema jurídico, que teve problema de estrutura ou que foi meia boca. Balneário Camboriú apresentou um produto à altura da cidade. Apresentamos um produto que ficou do dia 15 de novembro ao dia 27 de dezembro. [O réveillon atingiu o público que a prefeitura esperava?] Com toda certeza. Eu não saí na praia contando quantas pessoas tinham... O que eu levo em consideração é que nós tivemos um réveillon seguro. Um dos eventos mais seguros do Brasil foi em Balneário Camboriú. Isso quem fala é a própria PM. O comandante-geral da PM veio a BC durante a madrugada, o coronel Emerson, parabenizando e finalizando a operação réveillon do estado em BC. Ele chancelou: o réveillon de BC foi considerado o mais seguro do Brasil.

 

“Eu não mando na cidade. Eu fui eleita para administrar, eu fui eleita para entregar resultado”

 

Como está a questão de uma empresa ter concessão e outra não para operar os patinetes?

Juliana: Tem o azul e o verde. O da Jet nunca teve regular em BC. Eu até acho estranho a imprensa não ter falado na época do ex-prefeito, que ele concedeu para a empresa e nunca teve regular. Tanto é que, em fevereiro do ano passado, nós fomos provocados pelo Ministério Público a abrir um credenciamento para que outras empresas pudessem participar. Porque é estranho: uma única empresa, no governo passado, participar sozinha e as outras empresas? Fica esse ponto de interrogação. Nós abrimos um credenciamento para que outras empresas pudessem participar. Esse credenciamento ficou pronto no final do ano passado, outras empresas participaram, enfim, a Jet, se eu não me engano, apresentou a documentação e estava errada. Estavam acostumados que podiam ficar de qualquer jeito, só que eles precisam entender que tem regra na cidade. Se eu quiser, hoje eu posso mandar recolher todos da Jet. Eu não faço isso porque eu incentivo a micromobilidade e tem muita gente que utiliza para trabalhar e para poder curtir. [BC tem cultura de uma cidade sem lei? Porque a senhora reforça: agora tem lei, tem quem manda...] Eu não mando na cidade. Eu fui eleita para administrar, eu fui eleita para entregar resultado. A cidade nunca teve dono. A cidade não tem dono e nós precisamos deixar muito claro que a cidade tem regra, tem lei e elas precisam ser seguidas.

 

“A cidade nunca teve dono. A cidade não tem dono e nós precisamos deixar muito claro que a cidade tem regra, tem lei e elas precisam ser seguidas”

 

A senhora fará mudanças no primeiro escalão?

Juliana: Farei nos próximos dias. Vamos ter mudança no comando do BC Trânsito. Ainda não tem o nome de quem vai assumir, mas o Beto Castilho deixa o BC Trânsito. Tenho a secretaria de Articulação, que eu vou apresentar nos próximos dias o nome. Temos a secretaria da Educação, que nós temos um novo nome. [Existe possibilidade de o Dão ser o seu chefe de gabinete e o Índio seguir na Educação?] Como? O Dão é uma pessoa muito qualificada. Não tinha pensado nisso, mas o Índio é uma pessoa extremamente dedicada à casa civil. Ele já falou que quer continuar como chefe de gabinete, onde, obviamente, ele não continua na secretaria da Educação. [O Beto vai para onde?] Não continua no governo. Ele iria para uma outra pasta, mas conversamos e o Beto Castilho acaba não assumindo nenhuma outra secretaria. [Algum vereador pode vir pro governo?] Pode. Não sei te dizer quem porque eu já conversei com dois.

 

“O deputado Carlos Humberto, independente do partido em que ele estiver, é o meu candidato a deputado estadual”

 

Carlos Humberto deve migrar para o PSD? Ele é o seu candidato?

Juliana: Não estou pedindo voto, mas o deputado Carlos Humberto, independente do partido em que ele estiver, é o meu candidato a deputado estadual. Primeiro pela fidelidade que ele teve conosco no ano da eleição, onde mesmo dentro do PL ele acabou expondo e pedindo voto, enfim, nos apoiando. Ele é um dos deputados que mais trouxe emendas, cerca de R$ 10 milhões de emendas vieram para BC. [E candidato a federal?] Deputado federal nós temos o deputado Júlio Garcia, que é uma grande liderança do meu partido. Eu sempre falo que a condução, a liderança do deputado Júlio Garcia, com toda certeza, é o direcionamento que nós vamos estar agora em 2026. Outros nomes também, como deputada Paulinha. [Sua candidata ao senado é a Carol de Toni?] Exatamente. Isso já deixei muito claro. A Carol de Toni é uma mulher aguerrida, uma mulher que faz um grande trabalho, que eu admiro. Eu estive com ela esses dias inclusive e falo publicamente: ela é uma das minhas candidatas ao Senado Federal, independentemente do partido em que ela esteja.

Como a senhora observa a corrida eleitoral? O PSD sai sozinho ou coligado com o PL?

Juliana: Essa é uma condução que o partido vem dando com muito diálogo, de uma forma muito responsável. Onde o meu partido estiver, eu estarei junto, obviamente. Sou fiel e sou leal ao meu partido. Nós temos um pré-candidato ao governo do estado que é o João Rodrigues, meu amigo. Ele, a esposa dele, a Fabi, que esteve aqui na campanha me ajudando. Se o partido compreender que nós teremos uma candidatura única, uma candidatura do PSD, obviamente que nós estaremos lá pegando na mão e apoiando o prefeito João Rodrigues, que é o candidato a governador do estado. [A senhora gostaria que o PSD estivesse junto com o PL?] Eu gostaria que o PSD ganhasse as eleições ao governo do estado, com toda certeza, na executiva.



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