“Existirmos, a que será que se destina?” No início, em todas as condições sociais de início de sua existência, você não expressa nenhum desejo, a não ser os instintivos. Você nem decide seu próprio nome. Não somos predestinados! Seremos resultado! “O que você vai ser quando crescer?” é a expressão mais clara da ignorância sobre seu futuro. Seu mundo estará relativamente aberto às oportunidades e situações nas quais você se insere ou está inserido.
Há algo de extraordinário na sua vida: escolher entre caminhos, decidir ante as possibilidades. A liberdade é algo extraordinário: decidir o que você quer, organizar [em pensamento] o mundo ao seu redor como uma grande aventura. Você se torna um herói de si mesmo. O livre-arbítrio se mostra a você num espelho, em cujo reflexo está você num trono a reinar suas preferências. Eu quero ser escritor, engenheiro, médico, professor, bombeiro, motorista... Eu vou trabalhar no serviço público, em setores da astrofísica, engenharia mecânica, produção rural... A vida lhe parecerá mais facilitada se você se colocar uma missão. A liberdade lhe trará a sensação de poder supremo e posição de autonomia; lhe permitirá a imposição de autenticidade, de distinção com os outros, até mesmo de superioridade. Você surgirá num castelo, rei de sua própria vida, ordenador de si, detentor das suas próprias regras. Começa a trajetória do herói!
Na Filosofia Existencialista, você está condenado a escolher. Não há como não fazer isso. Não escolher é uma escolha, uma decisão. O problema da escolha são as consequências que lhes são integrantes. Você é o único responsável pelas suas escolhas e pelas consequências de suas escolhas, ainda que isso carregue efeitos sobre os outros. Muitos de seus desejos, alavancas de suas escolhas, não serão cumpridos, muitas coisas darão errado. E a responsabilidade é integralmente sua. Você terá que lidar com os resultados de suas escolhas: inescapável! Quando escolhe, você cria a si mesmo. E essa criatura é de sua responsabilidade, você é de sua responsabilidade! Sua liberdade terá, como pena, a responsabilidade.
É certo que seu corpo e as características que ele carrega, ou as condições sociais e políticas de existência nas quais você se encontra [gênero, preferências sexuais, cor, altura, peso ...
Há algo de extraordinário na sua vida: escolher entre caminhos, decidir ante as possibilidades. A liberdade é algo extraordinário: decidir o que você quer, organizar [em pensamento] o mundo ao seu redor como uma grande aventura. Você se torna um herói de si mesmo. O livre-arbítrio se mostra a você num espelho, em cujo reflexo está você num trono a reinar suas preferências. Eu quero ser escritor, engenheiro, médico, professor, bombeiro, motorista... Eu vou trabalhar no serviço público, em setores da astrofísica, engenharia mecânica, produção rural... A vida lhe parecerá mais facilitada se você se colocar uma missão. A liberdade lhe trará a sensação de poder supremo e posição de autonomia; lhe permitirá a imposição de autenticidade, de distinção com os outros, até mesmo de superioridade. Você surgirá num castelo, rei de sua própria vida, ordenador de si, detentor das suas próprias regras. Começa a trajetória do herói!
Na Filosofia Existencialista, você está condenado a escolher. Não há como não fazer isso. Não escolher é uma escolha, uma decisão. O problema da escolha são as consequências que lhes são integrantes. Você é o único responsável pelas suas escolhas e pelas consequências de suas escolhas, ainda que isso carregue efeitos sobre os outros. Muitos de seus desejos, alavancas de suas escolhas, não serão cumpridos, muitas coisas darão errado. E a responsabilidade é integralmente sua. Você terá que lidar com os resultados de suas escolhas: inescapável! Quando escolhe, você cria a si mesmo. E essa criatura é de sua responsabilidade, você é de sua responsabilidade! Sua liberdade terá, como pena, a responsabilidade.
É certo que seu corpo e as características que ele carrega, ou as condições sociais e políticas de existência nas quais você se encontra [gênero, preferências sexuais, cor, altura, peso, idade...], seu passado como trajetória e as marcas que se fixam em você como imagem e identidade, tudo pesa sobre sua liberdade. Ser livre não é uma escolha, é uma condição. Não é possível você se abstrair de sua situação. Isso porque liberdade é parte das relações sociais. Embora você possa decidir diante das escolhas possíveis, isso é feito em uma situação social, política e cultural e diante dos outros. Os outros decidirão o que pensam de você na medida em que colhem seus destroços e benfeitorias caídos no caminho da sua viagem de vida, de escolhas e de suas responsabilidades. Se algum vizinho lhe disser: “Coloque sua cabeça no lugar!”, eis aí uma das marcas de sua identidade.
Eis porque suas decisões políticas sobre os destinos políticos do país, estado e município no qual você vive, são tão importantes. Embora seu voto seja misturado a milhares de outros votos, suas escolhas políticas não diminuem a responsabilidade de suas escolhas. Seu voto tem consequências para todos os outros. É algo definido em foro pessoal, individual, envolvido em situação de múltiplas influências políticas, sociais, culturais. Seu voto é para todos os outros, para todas as outras pessoas, e não para um candidato. O candidato escolhido será apenas símbolo de seu voto, enquanto as pessoas ao seu redor serão as consequências de seu voto! Por exemplo: seu voto tem a ver com a educação das crianças que você conhece e convive. Você acha isso pouco?
Mestre em Sociologia Política