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Convivendo com a imperfeição


Convivendo com a imperfeição
(foto: ilustrativa gerada por ia)

(Esta coluna contém informação e opinião)

A vida não é a que idealizamos. Não temos controle sobre o futuro ou mesmo sobre os acontecimentos. Se alguma coisa sai do lugar, da ordem, da previsão, mergulhamos no monopólio da preocupação.

Há amores que acabam à nossa revelia, há amizades que terminam sem a nossa vontade, há pessoas que desaparecem da nossa frente sem aviso prévio. De uma hora para outra, alguém que amamos adoece e, antecipando-se a qualquer reação de nossa parte, despede-se para sempre. O prosaico “tchau” é um adeus inconsciente, involuntário. É duro aceitar, mas não sabemos qual o nosso destino.

Se nossa existência não vai virar pelo avesso com uma fatalidade ou uma mudança.

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A vida não é a que idealizamos. Não temos controle sobre o futuro ou mesmo sobre os acontecimentos. Se alguma coisa sai do lugar, da ordem, da previsão, mergulhamos no monopólio da preocupação.

Há amores que acabam à nossa revelia, há amizades que terminam sem a nossa vontade, há pessoas que desaparecem da nossa frente sem aviso prévio. De uma hora para outra, alguém que amamos adoece e, antecipando-se a qualquer reação de nossa parte, despede-se para sempre. O prosaico “tchau” é um adeus inconsciente, involuntário. É duro aceitar, mas não sabemos qual o nosso destino.

Se nossa existência não vai virar pelo avesso com uma fatalidade ou uma mudança.

Precisamos lidar com o presente da melhor forma possível. Bens vêm e vão, posses vêm e vão, o que fica é a nossa saúde. Ter saúde é o que importa. O dito popular traz sabedoria. Do resto corremos atrás.

Lembro que, ao substituir o gás de cozinha, sem querer, eu me apoiei com o cotovelo no vidro do fogão e ele se espatifou em pedaços e pedaços microscópicos.

Algo que parecia tão firme e compacto logo se transformou em uma montanha sumária de cacos, de farelos brilhantes.

Não acreditava que o vidro fosse frágil dessa maneira. Nunca acreditamos que somos frágeis até sermos testados pelas adversidades.

Passado o susto, eu quis repor a harmonia perfeita da cozinha, reparar a minha distração. Não admitia não ter mais o que já tive um dia.

A tampa do vidro tornou-se uma estranha prioridade depois que ele quebrou. Antes, nem cogitava que existia.

Comecei, então, uma romaria de telefonemas: liguei para dezenas de lojas de ferragens, vidraçarias e fornecedores à cata de um tampo de fogão. “Não há desse modelo!” e “Não sei quem faz” foram algumas das respostas que me dissuadiram da expedição.

Todos recomendavam trocar de fogão porque não se fabricam tampos de vidro isoladamente. Aquilo mexeu comigo. Mexeu com o meu perfeccionismo.

Mexeu com a minha obsessão de ser igual aos outros, já que não conhecia ninguém com o fogão nu. Fui dormir insatisfeita, raivosa, atentando somente àquilo que faltava, não àquilo que ainda tinha. Somos assim:

Esquecemos o que dá certo, concentrando-nos unicamente no que deu errado.

Na manhã seguinte, minha mãe, muito tranquila, diante da minha sangria desatada de desaforos, apenas me perguntou:

- Para que serve o tampo?

Ela não me deu a resposta, mas me colocou a pensar. Vi que o tampo só servia para estender o pano de prato e pousar a chaleira. Para enfeite. Para arrumar o ambiente.

Para me despedir da jornada doméstica e apagar a luz após lavar a louça do jantar.

Não fazia nenhum sentido tamanha ansiedade. O fogão estava funcionando normalmente. As seis bocas do fogo continuavam sorrindo para mim. Eu permanecia funcionando. Minha família permanecia funcionando. É isso que vale. O fogo dentro de nós.


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