BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Caixa vende Praia de Taquarinhas por R$ 31,51 milhões

Leilão online teve quatros propostas; maior lance foi de empresa de BC

Ideia de parque ambiental na área não vingou (Foto: Arquivo/João Batista)
Ideia de parque ambiental na área não vingou (Foto: Arquivo/João Batista)

A última praia intocada de Balneário Camboriú, a praia de Taquarinhas, foi vendida pela Caixa Econômica Federal pela “bagatela” de R$ 31,5 milhões, em leilão com venda online. A licitação para a área de quase 597 mil metros quadrados tinha valor mínimo de R$ 30 milhões. A disputa teve quatro interessados. O lance vencedor foi da empresa Biopark Gestão Sustentável, de R$ 31,5 milhões.

O leilão foi aberto em 31 de outubro e recebeu lances até o dia 1º de novembro. A classificação final foi publicada no dia 4 de novembro. A Caixa não respondeu até o momento sobre os próximos passos pra concretização da venda. A primeira tentativa de vender a área foi em 2019. Na época, o leilão tinha lance mínimo de R$ 231 milhões e foi suspenso pela Caixa antes da realização.

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A Biopark é de Balneário Camboriú e tem como administrador o empresário Marcos Gracher, fundador das academias Wave. Segundo dados da Receita Federal, a Biopark foi fundada dias antes do leilão, em 29 de outubro, e tem jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental como atividade principal. Parques de diversão e parques temáticos são atividades secundárias.

Ainda não há informações sobre o projeto da empresa para a área. Os seis lotes do terreno ficam dentro da Área de Preservação Ambiental (Apa) Costa Brava, tendo restrições para construções. A legislação prevê atividades humanas no local, desde que os projetos estejam ligados à sustentabilidade e preservação ambiental. No edital da Caixa, havia alerta sobre as restrições ambientais do terreno.

O leilão da Caixa foi na contramão de propostas do município e do estado pra cessão da área pra implantação de um parque ambiental. O vereador André Meirinho (Progressistas) sugeriu o uso de “naming rights” pela Caixa, pra viabilizar a criação do parque pelo município.

Na Assembleia Legislativa de SC, o deputado Ivan Naatz (PL) tem projeto que prevê transformar a praia num parque estadual, voltado pra estudos, pesquisas, educação ambiental e turismo ecológico. A proposta também dependeria da doação da área pela Caixa ao estado.

 

Construtora queria resort que nunca saiu

Os seis lotes do terreno foram dados à Caixa pela Thaquarinhas Investimentos e Participações, empresa do grupo Thá, de Curitiba (PR), como garantia de um empréstimo de R$ 88 milhões com o banco. A empresa tinha projeto de construir um resort na praia, mas a obra foi barrada pela justiça federal por ser em área de preservação.

Com a dívida do empréstimo, a Caixa tomou os imóveis e vinha tentando vender a área nos últimos anos. Em 2019, houve duas tentativas de leilão, o primeiro com lance mínimo de R$ 231 milhões e o segundo de R$ 87 milhões, que não atraíram interessados. Em paralelo, rolaram diversas tratativas para doação do imóvel pra implantação do parque, mas não houve avanços.

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Comentários:

juarez rezende araujo

10/11/2024 20:16

A caixa na mão de um testa de ferro do Lira...Taquarinhas pode ter sido vitima de uma negociata...

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