MORADIA

BC é uma das três cidades do país com mais moradores em apês

Censo 2022 mostra quase 80 mil pessoas vivendo em apartamentos na Dubai Brasileira

Dados do IBGE apontam avanço dos apês como moradia em SC nos últimos 12 anos
(fotos João Batista)
Dados do IBGE apontam avanço dos apês como moradia em SC nos últimos 12 anos (fotos João Batista)
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Novos dados divulgados pelo IBGE do Censo 2022 mostram que Balneário Camboriú é um dos três municípios do país em que predomina a proporção de pessoas morando em apartamentos. Com taxa de 57,2%, o que representa 79,4 mil moradores, a cidade só fica atrás de Santos (63,4%) e tem maior proporção do que São Caetano do Sul (50,1%).

Os números fazem parte de uma nova divulgação do IBGE na semana passada, com base na pesquisa do último Censo, sobre as características das moradias brasileiras. Os dados indicam um aumento da participação dos apartamentos como tipo de domicílio em Santa Catarina, embora as casas ainda representem a maior parcela das moradias.

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No caso de Balneário Camboriú, conhecida pelos arranha-céus mais altos do Brasil, a cidade é a única no estado em que os apartamentos predominam como forma de habitação. Dos demais moradores, o IBGE aponta que 41,6% vivem em casas, 0,9% em casas de vila ou em condomínio, 0,2% em casas de cômodos ou cortiços e 0,1% em moradia inacabada ou degradada.

Outros três municípios catarinenses tiveram proporção superior a 30% de moradores em apartamentos: São José (41%), Itapema (38,8%) e Florianópolis (38,6%). No ranking estadual, Itajaí tem a 9ª maior proporção, com 26,54%, o que significa mais de 63 mil moradores de apês.

Na maioria dos municípios do estado, a maior parte da população vive em casas. A proporção passa dos 95% em 172 das 295 cidades catarinenses. Ponte Alta do Norte, Bom Jesus do Oeste e Entre Rios, no interior do estado, lideram a lista dos 48 municípios que praticamente não têm apartamentos, com mais de 99% de casas como moradia.

Avanço dos apartamentos

Conforme o IBGE, as casas são 77,2% dos 2,8 milhões domicílios catarinenses ocupados, mas a proporção caiu quase 9% em relação ao Censo de 2010. Já os apartamentos, que representam 21,8% das moradias, avançaram 8,4% em 12 anos. A participação catarinense na estatística dos apês superou a média nacional, de 14,9%.

O avanço desde o Censo 2010 foi mais do que o dobro de apartamentos. Em 2010, eram 267 mil apartamentos em Santa Catarina, total que chegou a 611.339 em 2022, numa alta de quase 129%. As casas de condomínio também aumentaram a participação, passando de 8 mil para 24 mil, numa variação de quase 200%, a maior entre todos os tipos de moradia no estado.

Os dados para Santa Catarina colocam o estado como o terceiro do país com a maior proporção de pessoas morando em apartamentos. A taxa é de 18,5% de catarinenses (cerca de 1,4 milhão de pessoas) neste tipo de moradia, em índice apenas superado pelo Distrito Federal (28,7%) e Rio de Janeiro (20%).

Entre 2010 e 2022, o número de pessoas morando em apartamentos avançou 112,3% no estado, representando mais de 740 mil moradores, enquanto os moradores de casas cresceram 10,4%, equivalente a 574 mil pessoas a mais.

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O único tipo de moradia que teve queda no número de moradores foi de habitações em casa de cômodos ou cortiço, com 270 pessoas saindo dessa condição.

 

Acesso a serviços públicos

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BC e Itajaí estão entre as 10 cidades de SC com os maiores percentuais de cobertura da rede de distribuição de água

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A pesquisa também analisou o acesso das moradias a serviços básicos como abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo. Em SC, a rede geral de água chega a 83,8% da população, sendo a 11ª proporção do país e acima da média nacional (82,9%). As cidades de Balneário Camboriú (96%) e Itajaí (95%) estão entre as dez do estado com os maiores percentuais de cobertura da rede de distribuição.

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No esgotamento sanitário, o serviço atende de forma adequada 89,2% dos moradores catarinenses, com cobertura de 32% das moradias e uso de fossa séptica ou filtro, com 21% das instalações ligadas à rede e 35% não ligadas à rede. O estado ficou com o 4º melhor percentual do país, acima da média nacional de 75,7%.

Na destinação do lixo, a taxa catarinense também ficou na 4ª colocação no país, com 96,6% dos moradores com acesso à coleta de lixo pelo serviço de limpeza. Em números absolutos, são 7,3 milhões de pessoas com lixo coletado. Entre 60 cidades com cobertura do serviço para mais de 99% da população, Bombinhas foi destaque com o maior percentual no estado: 99,6%.

 

Ranking de moradores em apartamento SC

Balneário Camboriú: 57,22% (79.361 pessoas)

São José: 41,05% (110.606 pessoas)

Itapema: 38,76% (29.337 pessoas)

Florianópolis: 38,64% (205.917 pessoas)

Jaraguá do Sul: 28,08% (51.091 pessoas)

Criciúma: 27,88% (59.156 pessoas)

Palhoça: 27,72% (61.426 pessoas)

Blumenau: 27,52% (98.662 pessoas)

Itajaí: 26,54% (69.699 pessoas)

Chapecó: 25,19% (63.457 pessoas)

 

Participação por tipo de domicílio:

Casa: 77,2% (caiu 8,8%)

Apartamento: 21,8% (subiu 8,4%)

Casa de vila ou em condomínio: 0,9% (subiu 0,5%)

Habitação em cômodos ou cortiço: 0,16% (caiu 0,05%)

Residência degradada ou inacabada: 0,02%

Habitação indígena sem paredes ou maloca: 0

 

 



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