inédito em itajaí

Figueira será transferida para a praça dos Correios

Árvore nativa, com décadas de vida, fica em terreno comprado por construtora

Processo de transplantio é previsto entre 20 de maio a 20 de outubro (Foto: João Batista)
Processo de transplantio é previsto entre 20 de maio a 20 de outubro (Foto: João Batista)
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O projeto executivo pra o transplantio da figueira que está em um terreno da rua XV de Novembro, no centro de Itajaí, será finalizado até essa sexta-feira. A proposta é replantar a árvore na praça do antigo prédio dos Correios, conforme previu o técnico agrícola e especialista em gestão ambiental, Heli Schlickmann, da empresa responsável pelo projeto.

O processo será encaminhado ao instituto Itajaí Sustentável (Inis), formalizando o pedido pra remoção, transporte e replantio da árvore. Depois disso, a empresa vai aguardar o parecer do órgão ambiental.

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O projeto já inclui o cronograma pra execução de todas as etapas do trabalho. Segundo Heli, o documento prevê que o serviço se estenda de 20 de maio a 20 de outubro, somando cinco meses entre a preparação e o replantio da árvore.

A espécie da figueira foi identificada a princípio como sendo Ficus organensis. Pelo projeto, apenas a árvore maior deve ser transplantada. A árvore menor foi avaliada com problemas de sanidade e tem raízes embaixo do prédio vizinho. As duas figueiras são de espécie nativa, cujo corte depende de autorização do órgão ambiental.

De acordo com Heli, há chance acima de 65% de a figueira sobreviver no novo local de plantio. Os primeiros meses do processo de transplante envolvem a preparação da planta para a remoção. A figueira passa por técnicas de fortalecimento, envolvendo solo, adubação, luminosidade, sistema de poda, escoramento e tempo de resposta às intervenções, até ficar pronta pra ser transportada.

A ideia de levar a árvore para praça dos Correios também era defendida pelos vizinhos, que queriam salvar as figueiras do corte.

A praça dos Correios fica entre as ruas Gil Stein Ferreira e a travessa Edmundo Heusi. A árvore deve ficar no lado da praça que dá para a rua Dagoberto Nogueira. No entorno já há mudas de outras árvores nativas plantadas, com pau-brasil, ipê branco, jerivá e garapuvu.

A distância da praça até o terreno onde estão as árvores fica em torno de 250 metros. O projeto de transplante prevê um esquema especial de trânsito para o transporte.  As figueiras estão em um terreno em frente ao edifício Boulevard, na rua XV de Novembro, numa área onde funcionava um estacionamento. No local está prevista a construção de um empreendimento da construtora Clarus.

Processo de replantio da árvore nativa é bancado por construtora

O dono da construtora Clarus, Bruno de Andrade Pereira, disse que há um acordo verbal com o Inis e a secretaria de Urbanismo pra levar a figueira para a praça dos Correios. “Nos próximos dias entraremos com o pedido de LAP junto ao Inis formalizando isto”, informa.

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Ele prevê começar os trabalhos de preparação em maio, seguindo o cronograma do projeto, pra que o transplantio seja possível no segundo semestre. “A espécie foi definida pelos especialistas como sendo uma figueira nativa, então nossa responsabilidade com o transplantio é ainda maior”, observa.

Bruno comenta que o planejamento e orçamento para execução dos serviços estão bem encaminhados. “Agora tentaremos junto a Celesc definir o melhor trajeto para que possamos podar a árvore somente o suficiente o transporte”, disse.

Com a experiência de outros trabalhos semelhantes, o construtor estima que a operação inteira deve custar em torno de R$ 50 mil.  Apesar da chance de 65% de sobrevivência da árvore, ele avalia que todo o esforço vale a pena.

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“Vale a pena, não só pela manutenção da vida daquele exemplar, mas também pelo exemplo da importância da preservação do meio ambiente e do crescimento sustentável que podemos estar passando para as gerações futuras”, destaca Bruno.



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