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Os líderes nos faltam


Os líderes nos faltam

O Brasil é um país de terceiro mundo, marcado por “turbulências” em sua história. Colônia Portuguesa na América durante 322 anos, foi “descoberto” em 1500 com definição de limites registrado no Tratado de Tordesilhas assinado em 1494 entre Portugal e Castela [Espanha]. A independência surgira sem povo, em ato aristocrático, por entre espirros gripais de pai [Dom João VI] e filho [Dom Pedro I]. Último país americano a abolir oficialmente a escravidão [1888], entre sobressaltos de golpes políticos, revoltas civis, carrega consigo a imaturidade da democracia, o desprestígio da política como arena de representação de interesses e solução de problemas coletivos e a ausência de apego à cidadania.

Nos anos 90, depois de uma década perdida entre planos econômicos, cortes de zeros na moeda, corrupção do estilo “rouba, mas faz”, inflação inimaginável, “Diretas Já”, Rock in Rio, Liberdade sem rumo, Constituição de estoque Parlamentarista, Presidente não empossado morto, Sarney como renovação, Collor como aventura.... ufa! Depois de muitos solavancos, alcançamos estabilidade econômica [Plano Real] e política [Lei de Responsabilidade Fiscal e Reeleição como suspiros de Política de Estado].

A primeira escala de conquistas de valores foi fortificante e tônica. O Brasileiro [subclasse colonial nascida do Pau Brasil e não da sociedade política] cresceu em orgulho, cabeça erguida, passos firmes, criou o futuro promissor, investiu na esperança. A segunda escala foi de Política de Inclusão, e fora necessário que o PT o fizesse. Neste período o desenvolvimento e as políticas atraíram mais consumidores, as faculdades mais estudantes, os investimentos mais financiamentos... Passamos a discutir as formas de vida e os direitos individuais como nunca se fizera, as questões de gênero, de preconceito, de meio ambiente... Degustamos sabores de futuro e nos deliciamos em esperanças.

O terceiro estágio não ocorreu. A prudência exigia que o próximo governo fosse de Liberalismo Econômico e Político, com desenvoltura do mercado. Por aproximação, assim foi feita a história ...

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Nos anos 90, depois de uma década perdida entre planos econômicos, cortes de zeros na moeda, corrupção do estilo “rouba, mas faz”, inflação inimaginável, “Diretas Já”, Rock in Rio, Liberdade sem rumo, Constituição de estoque Parlamentarista, Presidente não empossado morto, Sarney como renovação, Collor como aventura.... ufa! Depois de muitos solavancos, alcançamos estabilidade econômica [Plano Real] e política [Lei de Responsabilidade Fiscal e Reeleição como suspiros de Política de Estado].

A primeira escala de conquistas de valores foi fortificante e tônica. O Brasileiro [subclasse colonial nascida do Pau Brasil e não da sociedade política] cresceu em orgulho, cabeça erguida, passos firmes, criou o futuro promissor, investiu na esperança. A segunda escala foi de Política de Inclusão, e fora necessário que o PT o fizesse. Neste período o desenvolvimento e as políticas atraíram mais consumidores, as faculdades mais estudantes, os investimentos mais financiamentos... Passamos a discutir as formas de vida e os direitos individuais como nunca se fizera, as questões de gênero, de preconceito, de meio ambiente... Degustamos sabores de futuro e nos deliciamos em esperanças.

O terceiro estágio não ocorreu. A prudência exigia que o próximo governo fosse de Liberalismo Econômico e Político, com desenvoltura do mercado. Por aproximação, assim foi feita a história da Política na Europa e em países que seguiram tal cadência. No brasil por seguir outros rumos, a maionese desandou, os pés se atrapalharam, as mãos inseguras, o corpo em sofreguidão. Hoje, a estabilidade política precisa ser defendida [outrora só vivida], a estabilidade econômica com soluços, os líderes políticos sumiram. Em troca temos o período de revolta eleitoral e revanchismos políticos que nos fazem tropeçar em angústias e aflições.

É preciso rever as marcas deixadas, as trilhas no caminho, os pés calejados; aprender com a História. Os líderes políticos não chegaram porque orbitam em torno do revanchismo, incitam a revolta e tropicam no poder. Eleitos se tornam Senhores Feudais porque, como patrimonialistas, ao viverem o exercício do poder esquecem-se do que é público, dos preceitos morais [valores de convivência] e éticos [as regras do correto]. Os governos, nas mais variadas estruturas do poder executivo, são caracterizados por este período de transição política ainda malfeita [desde 2011, Dilma Rousseff] e nunca acabada.

Um líder político não entra na “guerra nonsense” de revolta e revanche, sem planos de futuro, com receitas de moralismos juvenis; de fazer a guerra para falar em paz; de armar as pessoas e considerá-las inocentes pelos tiros dados. Os principais valores políticos atuais são Planejamento e Organização. Os líderes nos faltam!

Sérgio S. Januário

Mestre em Sociologia Política


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