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“Mães Paralelas”


“Mães Paralelas”
Filme de Almodovar de 2021, o longa original da Netflix fala sobre maternidade, feminismo e politica (foto: divulgação)

Um dos nomes mais notórios do cinema espanhol das últimas décadas, Pedro Almodóvar é roteirista, produtor e diretor premiado que possui uma carreira consolidada no mercado audiovisual do mundo, além de um estilo bastante próprio. Seus filmes são facilmente reconhecidos por essa linguagem única, que utilizam de temáticas e cores próprias, assim como longas parcerias com atores. Ao desenvolver uma assinatura tão característica, muitas vezes, o cineasta pode cair em uma espécie de “autoplágio”, o que acabou afastando alguns das produções de Almodóvar. Porém, no filme “Mães Paralelas”, que desenvolveu para Netflix em 2021, o cineasta entrelaça a liberdade criativa com suas marcas de fazer cinema.

O longa é estrelado pelas atrizes espanholas Penélope Cruz, com quem já trabalhou em produções anteriores, e Milena Smit. Vivem duas personagens que, apesar de muito diferentes, tanto em questão de personalidade quanto do momento da vida em que estão, possuem suas histórias entrelaçadas no quarto da maternidade, quando ambas estão indo dar a luz a seus filhos - não planejados e dos quais irão cuidar sozinhas. Enquanto o papel de Penélope retrata uma mulher de 40 anos com uma carreira consolidada de fotógrafa, Milena interpreta uma jovem menor de idade que engravidou depois de ser vítima de uma agressão sexual - e nem o apoio de seus pais possui.

Assim, o filme aborda a relação entre as duas mães solo e suas maternidades. Porém, se engana quem pensa que esse é o único ponto com o qual o filme pretende dialogar. Isso porque, o pano de fundo, Almodóvar discute sobre a força feminina e o passado ditatorial da Espanha, uma vez que a personagem de Cruz luta pela realização de escavações no antigo vilarejo de seus antepassados, que foram mortos por participarem de um movimento oposto à Falange Espanhola, organização política fascista fundada nos anos 1930. Com uma narrativa não linear, “Mães Paralelas” brinca com contrastes e explora ricos microuniversos presentes nas entrelinhas da narrativa central.


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