O resultado mantém o aeroporto como o segundo mais movimentado fora das capitais no Brasil, atrás apenas de Campinas. Em 2025, foram 25,4 mil pousos e decolagens, com uma média de 28 operações por dia. O terminal trabalha com cinco rotas, entre Congonhas (SP), Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Campinas (SP) e Confins (MG), a mais recente linha, anunciada em dezembro.
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O desempenho do aeroporto está entre os maiores do sul do país, consolidando o terminal como uma das principais portas de entrada aéreas da região, com função estratégica para o Vale do Itajaí e o litoral norte catarinense. O gerente do aeroporto, Wilson Rocha, analisa que os números refletem o desenvolvimento turístico e econômico das cidades da região.
Ele destaca a alta nos últimos três anos. “Isso mostra que nós estamos atendendo plenamente a vocação da região, que é principalmente o polo econômico e o polo turístico. A gente percebe claramente que, na forma como estamos atuando, a infraestrutura que estamos disponibilizando às empresas aéreas e para os passageiros, vem ao encontro de atender essa demanda”, comenta.
Sobre o resultado em 2025, Wilson detalha que tem a ver com a demanda regional, com o aeroporto servindo tanto para viagens de lazer quanto de negócios. “Esses dois setores, o turístico e o econômico, acabam atraindo as pessoas pra cá”, frisa. “Outro aspecto importante é que o aeroporto possui infraestrutura que dá apoio às empresas aéreas pra fazerem seus voos aqui”, completa.
Para o gerente, a média de operações diárias e a alta taxa de ocupação dos aviões demonstra a sustentabilidade das operações, mantém o aeroporto atrativo e estimula novas rotas. “No ano passado, as empresa aéreas atingiram 83% [de taxa de ocupação]. Isso quer dizer que, a cada 100 assentos ofertados no mercado, foram vendidos 83. Esse é um número excelente que faz com que a operação para as empresas aéreas seja rentável”, analisa.
Os meses de maior movimentação se concentram em julho, por causa das férias escolares; em outubro, com estímulo das festas como a Oktoberfest; e entre dezembro e janeiro, pela temporada de verão. Nesses períodos, o volume passa da média de 180 mil pra 230 mil passageiros ao mês. “A contrapartida é que as empresas aéreas também oferecem voos extras para esses períodos”, informa Wilson.
Estreia voo cargueiro
O primeiro voo cargueiro internacional da história do aeroporto de Navegantes marcou uma nova fase para o terminal em 2025, abrindo um novo eixo logístico pra atender a indústria, o comércio e a agroindústria catarinense. A linha estreou em novembro, com um Boeing 767-300 BCF, da Latam Cargo, o maior avião já recebido pelo aeroporto.
O voo vem de Miami, nos Estados Unidos, para em Campinas (SP) e termina o roteiro em Navegantes, com frequência semanal. O diretor do aeroporto adianta que a empresa que opera a linha, a Bringer Air Cargo, tem planos de ampliar a frequência neste ano. A expectativa leva em conta o potencial do serviço. Dados da indústria aponta que 85% dos importadores de Santa Catarina estão, em média, num raio de 90 quilômetros do aeroporto.
As cargas internacionais que estão chegando por Navegantes antes entravam no Brasil por aeroportos de São Paulo e tinham parte do trajeto rodoviário até Santa Catarina. “Essa carga não precisa mais ter esse custo logístico a mais vindo de São Paulo. O próprio importador traz essa carga pra cá e ganha uma eficiência maior em todo o processo e, com certeza, um custo menor”, destaca Wilson.
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Para receber a operação, o aeroporto fez adequações na infraestrutura nos últimos dois anos, com investimentos de mais de R$ 2 milhões, além de obter a homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para atender o cargueiro gigante. Com as melhorias e a primeira operadora de carga atuando, o aeroporto espera atrair outras empresas e ofertar outras rotas cargueiras.
Novo terminal em licenciamento
Para 2026, o aeroporto tem o projeto de construção do novo terminal de passageiros, um dos principais investimentos previstos na concessão. Atualmente, a concessionária está com os estudos ambientais (EIA/Rima) da obra aguardando a análise do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para o licenciamento.
A previsão é que a análise seja concluída até o final do semestre. Com a aprovação e liberação das licenças, as obras poderão ser iniciadas, mas a empresa não estimou prazo pra isso. O projeto prevê um terminal totalmente novo, em outra área, considerando que não há espaço físico na atual estrutura pra expansão.
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O foco é aumentar a capacidade e a qualidade de atendimento aos passageiros, além de novas opções de lojas, serviços e estrutura pra embarque. O tamanho do novo terminal ainda será definido no projeto final.