FIM DA LINHA
Assassina do personal Guilherme é presa em Campo Mourão
Juliana Ferraz foi reconhecida e capturada pela polícia no Paraná
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A acusada de matar o personal trainer Guilherme Montani, de 34 anos, foi presa em Campo Mourão, no Paraná. A prisão foi confirmada pela Delegacia de Homicídios de Itajaí. Juliana Ferraz, de 31 anos, tinha contra si uma ordem de prisão temporária decretada pela Justiça de Itajaí e foi reconhecida na rua, sendo capturada pela polícia.
A Delegacia de Homicídios instaurou inquérito policial e, diante dos indícios, pediu e a Justiça autorizou a prisão da investigada, que fugiu logo após o crime. Após diligências e cooperação entre forças policiais de outros estados, Juliana foi localizada na noite de domingo e presa já no início da madrugada desta segunda por policiais militares em Campo Mourão. Ela foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
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A investigação segue em andamento, com conclusão prevista para os próximos dias, segundo o delegado Roney Péricles. A motivação do crime foi pelo fato de Juliana não aceitar o fim do relacionamento com Guilherme.
Guilherme foi morto com cerca de 15 tiros de pistola nove milímetros no dia 18 de novembro do ano passado, por volta das 20h, na saída do trabalho, na academia Smart Fit, em frente à praça dos Correios, no centro de Itajaí.
Segundo a investigação, Juliana, ex-mulher da vítima, disparou contra ele principalmente no peito e na cabeça. Os tiros foram ouvidos por moradores e também no quartel da Polícia Militar de Itajaí, que fica a cerca de dois quarteirões do local do crime.
Ainda conforme a apuração, Juliana usou uma peruca como disfarce e abandonou o acessório em frente ao banco Santander, atrás de um vaso, na rua 15 de Novembro. Depois, entrou em um carro, possivelmente de aplicativo.
A peruca foi recolhida pela Polícia Científica e passou por perícia. Guilherme tinha acabado de sair do trabalho e caminhava em direção à moto quando foi surpreendido. O ataque foi a cerca de 50 metros da academia.
A noiva de Guilherme, Anna Júlia, estava nas proximidades. Ela tinha ido buscar o carro e seguiu para abastecer quando o assassinato aconteceu. Pouco depois, ouviu os disparos, voltou ao local e encontrou o noivo morto.
O casal vivia um momento de felicidade. Eles tinham marcado o casamento na igreja horas antes do crime e haviam retornado recentemente de uma viagem a Fernando de Noronha.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
