Direito na mão
Por Renata Brandão Canella - renata@brandaocanella.adv.br
Renata Brandão Canella é advogada previdenciarista , graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre e Especialista pela UEL, Especialista em Direito do Trabalho pela AMATRA, palestrante, expert em planejamento e cálculos previdenciário e Presidente da Associação Brasileira dos Advogados Previdenciários (ABAP)
O tempo certo de pedir aposentadoria existe e faz diferença para o resto da vida
Existe um momento ideal para pedir aposentadoria. Não é adivinhação e não é sorte. É técnica. Quando o segurado pede tarde demais, perde anos de recebimento. Quando pede cedo demais, perde valor. Entre uma decisão e outra existe um intervalo importante que define quanto a pessoa vai receber e por quantos anos. Esse intervalo é o tempo certo, e a maioria não sabe identificá-lo.
O INSS concede aposentadoria com base no que está no CNIS, nos vínculos, nos salários e nas regras da época. Só que o CNIS costuma ter falhas. Atrasos, salários menores que o real, vínculos não incluídos e períodos não reconhecidos afetam o cálculo e o tempo. Trabalhos informais, períodos rurais, tempo especial, contribuição em atraso e vínculos antigos precisam ser analisados antes do pedido. Se forem regularizados no momento certo, aumentam o valor. Se forem deixados para depois, podem ser perdidos.
Outro ponto que define o momento ideal é a saúde. Muitas pessoas convivem com dores crônicas, limitações e sequelas que já poderiam colocá-las nas regras da aposentadoria da pessoa com deficiência. Não precisam estar incapacitadas. Basta que exista redução funcional. Isso reduz o tempo necessário e adianta o benefício.
Quando o segurado pede aposentadoria sem planejamento, aceita o que vier. Quando pede com estratégia, conquista o que é de direito. A diferença entre um pedido comum e um pedido planejado é o impacto financeiro para o resto da vida.
É esse trabalho técnico que define futuro, tranquilidade e segurança.
