Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são referentes ao ano de 2023. A pesquisa analisou o desempenho econômico dos 5570 municípios brasileiros.
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No ranking nacional, Joinville aparece como a 28ª maior economia do Brasil, com um PIB de R$ 49,8 bilhões. Logo em seguida está Itajaí, na 29ª posição, com R$ 48,2 bilhões. Florianópolis ocupa o 43º lugar, com R$ 31,2 bilhões. Blumenau (63º) e Chapecó (96º) também aparecem entre as 100 maiores economias do país.
Em Santa Catarina, os 12 municípios que concentraram quase 50% da economia estadual em 2023 foram: Joinville (9,7%), Itajaí (9,4%), Florianópolis (6,1%), Blumenau (4,8%), Chapecó (3,4%), São José (3,03%), Jaraguá do Sul (3,02%), Criciúma (2,4%), Brusque (2,2%), Palhoça (2%), Araquari (1,9%) e Balneário Camboriú (1,8%).
O secretário de Estado do Planejamento, Fabrício Oliveira, destacou o desempenho de Santa Catarina. “Isso é um reflexo direto de políticas públicas consistentes do atual governo de Santa Catarina. Um governo que adota ações integradas, fortalece a competitividade dos municípios, estimula a inovação e gera oportunidades para a população”, afirmou. “Tomemos como exemplo Florianópolis, que em 2022 ocupava o 50º posto na economia nacional e subiu para o 43º lugar em 2023”, completou.
Protagonismo catarinense
Ao analisar a evolução da participação no PIB entre 2002 e 2023, a Secretaria de Planejamento (Seplan) aponta que Itajaí, Araquari, Navegantes, Palhoça e Chapecó foram os municípios que mais ganharam participação. Juntos, eles representavam 8,49% do PIB catarinense no início da série e chegaram a 18,3% em 2023.
Em relação ao PIB per capita em 2023, Araquari lidera o ranking com R$ 218.625,97. Itajaí aparece em segundo, com R$ 182.522,93, seguida por Piratuba, com R$ 165.309,60. Os 10 municípios com maiores PIBs per capita somaram 13,9% do PIB estadual. No recorte de crescimento do PIB per capita entre 2002 e 2023, Araquari também teve o maior avanço, seguido por Capão Alto, São Bonifácio e Bom Jardim da Serra.
Itajaí vai voltar ao topo, diz prefeito
O prefeito de Itajaí, Robison Coelho (PL), reforça que os dados econômicos que tiraram o município do topo são referentes a 2023, período em que o porto enfrentou paralisações. O cenário deve mudar nos próximos dois anos. “Vamos retomar a liderança com o trabalho que estamos fazendo, fomentando o comércio exterior. Reduzimos a carga tributária do setor: o ISS passou de 5% para 3% nas operações de comércio exterior. Já sentimos os reflexos dessa medida. Há muito tempo não havia uma redução de impostos como essa na cidade”, diz.
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Segundo ele, a medida impulsionará as atividades econômicas e financeiras. “Também reduzimos impostos para o setor financeiro. Com o início do Distrito de Inovação, previsto para o segundo semestre do ano que vem, e a chegada de novas empresas, além do crescimento da construção naval, devemos recuperar o primeiro lugar no PIB”, completa.
O prefeito cita ainda os investimentos em logística, infraestrutura e a atração de novos segmentos econômicos como peças-chave para a recuperação. “O setor naval promete crescer muito no ano que vem, o setor pesqueiro também. Recebemos uma boa notícia sobre a liberação de mais barcos para a pesca da tainha. Temos trabalhado junto ao Sindipi pra fortalecer o setor”, diz.
Robison destaca que a luta do setor de comércio exterior por uma carga tributária menor é antiga e, agora, deve resultar na atração de empresas. “Itajaí deve recuperar o primeiro lugar no PIB e melhorar ainda mais sua posição no cenário nacional pelo que movimentou de ICMS; este ano foi quase um bi. Crescemos acima da média, isso é um sinal claro de que a gente retoma a primeira posição”, finalizou.
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