BARULHEIRA SEM FIM

MP cobra medidas pra frear casos de poluição sonora em BC

Foram mais de quatro mil ocorrências em menos de um ano

Medidas preveem atualização de normas, estudos técnicos e reforço na fiscalização (Foto: Arquivo/Divulgação)
Medidas preveem atualização de normas, estudos técnicos e reforço na fiscalização (Foto: Arquivo/Divulgação)
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O problema da poluição sonora em Balneário Camboriú, com mais de quatro mil ocorrências em menos de um ano, fez o Ministério Público recomendar ao município uma série de medidas legislativas e administrativas pra combater a barulheira e frear o aumento de casos. A prefeitura acatou a recomendação.

Levantamento da 5ª Promotoria de Justiça, com informações das polícias Civil e Militar, secretaria de Segurança e BC Trânsito, entre outros órgãos, apontou que as ocorrências explodiram entre 2022 e 2025. Só entre outubro de 2024 e maio de 2025, em menos de um ano, foram 4085 casos de poluição sonora, com 115 boletins registrados. O total é quase igual ao do período entre outubro de 2022 e outubro de 2023, quando foram 4397 casos, acompanhados de 100 boletins de ocorrência.

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O promotor José de Jesus Wagner, idealizador do programa “Silêncio é saúde”, lançado em BC e em Itajaí no ano passado, alerta que, apesar dos avanços obtidos com a intensificação da fiscalização e com a entrega de sonômetros adquiridos por meio de acordos promovidos pelo Ministério Público com infratores ambientais, o crescimento urbano desordenado, a verticalização e a atividade turística intensa geram um cenário incompatível com o direito ao silêncio, à saúde e à qualidade de vida.

O promotor analisa que o problema preocupa não apenas pela barulheira, mas pela falta de legislação municipal com normas atuais. Ele apontou que plano diretor vigente, de 2006, está defasado, comprometendo a articulação com outras políticas públicas, como a lei de uso e ocupação do solo e processos de licenciamento.

O MP pediu estudos técnicos de zoneamento acústico, inclusão de normas no plano diretor que atrelem o uso do solo aos limites máximos de barulho, e a elaboração de uma lei sobre poluição sonora, com regras de horários, punições e fiscalização.

Também foi recomendada a revisão dos códigos de Posturas e Sanitário, e normas de licenciamento ambiental. O município deveria capacitar e melhorar a estrutura de fiscalização.

À promotoria, a procuradoria-geral de BC informou que já acatou a recomendação pra cumprir as medidas.  Desde julho de 2024, BC tem o programa “Silêncio é saúde” contra a barulheira. As ações incluem barreiras de trânsito, fiscalização em comércios, baladas e veículos barulhentos. Pelo programa, houve a compra de sonômetros (medidores de ruído) para fiscalização e abertura de mais de 20 ações judiciais e 15 inquéritos policiais.



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