Agosto Lilás 

Justiça de Penha libera 191 medidas protetivas para mulheres ameaçadas em um ano

Comarca estreou em agosto de 2022 com foco nos direitos das mulheres 

Juíza Aline Vasty Ferrandim / Foto Victor Miranda / Divulgação
Juíza Aline Vasty Ferrandim / Foto Victor Miranda / Divulgação
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Um total de 191 mulheres tiveram deferidos pedidos de medidas protetivas contra companheiros agressores durante o primeiro ano de atuação da comarca de Penha, que celebra seu primeiro aniversário neste mês de agosto. A informação é da juíza Aline Vasty Ferrandim, titular da 2ª Vara da Comarca desde o último dia 24 julho, e primeira magistrada da história de Penha.

A juíza frisa que a autorização das medidas protetivas é uma das ações que demonstram a priorização aos processos que envolvem mulheres desde os primeiros dias da nova comarca, e também no âmbito do Agosto Lilás, mês de combate à violência doméstica previsto pela Lei Maria da Penha, e da campanha “Justiça Pela Paz em Casa”, do Poder Judiciário.

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Segundo a juíza, era necessário esse foco, somado a outras ações consistentes para a proteção das mulheres – como a implantação da Casa de Referência da Mulher, instalada na área do próprio fórum, por autorização da magistrada.

A Casa de Referência é uma unidade do Coletivo Mulheres do Brasil em Ação (CMBA), um movimento social de abrangência regional e de reconhecido trabalho protetivo voltado às mulheres. Nessa casa, além das mulheres penhenses que eventualmente estejam ameaçadas, são acolhidas também mulheres de cidades vizinhas, como Balneário Piçarras, Barra Velha e Navegantes.

Na unidade, acontecem as orientações jurídicas, acolhimento com profissionais da saúde e da psicologia e até mesmo curso de defesa pessoal para mulheres. “Atuo na parte processual, mas nosso trabalho também visa conscientizar as mulheres sobre o que é a violência doméstica, e como buscar auxílio”, disse a magistrada ao DIARINHO.

“Muitas vezes, a mulher não se sente confortável para ir a uma delegacia para expor seu caso. Aqui na Casa de Referência, junto ao fórum, temos esse espaço. E mostramos que existe um mundo além da violência”, completou.

A juíza ainda aponta que o cenário de Penha – de quase 200 mulheres em busca da medida protetiva –, embora “difícil”, está dentro da realidade nacional, em que uma mulher sofre violência a cada 14 minutos no país.  

 

Novas promotoras

Um consistente exemplo dessa parceria entre Fórum e o CMBA foi o evento ocorrido nesta quarta-feira em que 11 novas promotoras legais populares (PLPs) de Penha, Barra Velha e Balneário Piçarras se formaram como ativistas de enfrentamento à violência doméstica – é segunda turma formada pelo CMBA em Penha.

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“O curso também se deve à semana da campanha ‘Justiça Pela Paz em Casa’, promovida em todas as comarcas do estado”, relaciona Regina da Silva, idealizadora do CMBA e ativista regional de enfrentamento à violência doméstica.  

“A promotoras legais populares são mulheres que aprendem direitos fundamentais e cidadania, e depois de formadas, multiplicam seus conhecimentos e auxiliam outras mulheres”, detalha ela ao DIARINHO.

Mulheres interessadas em apoio ou integrar-se ao ativismo do CMBA em Penha podem procurar a Casa de Referência da Mulher, anexa ao fórum da Comarca, ou ligar para (47) 3224-4681.

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