AMOR INCONDICIONAL

Há 17 anos, Pituxa é um dos pilares do casal Wagner e Luci

Cachorrinha foi adotada e mudou a história da família com seu amor e companheirismo

Família reunida: Wagner, Luci, Pituxa e Davi, com a 
ajuda da obra do designer Marco Guerreiro Chaves (FOTO: JOCA BAGGIO)
Família reunida: Wagner, Luci, Pituxa e Davi, com a ajuda da obra do designer Marco Guerreiro Chaves (FOTO: JOCA BAGGIO)
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Quem conhece a história de Pituxa, a cachorrinha yorkshire de Wagner Lúcio e Luci Silva Santos, não tem dúvida: os pets têm uma
missão entre nós.

Pituxa entrou na vida do casal em 2005, quando Wagner assumiu uma assessoria parlamentar em Brasília e achou por bem dar a bebê de quatro patas à esposa Luci, para que ela a fizesse companhia. Foi amor à primeira vista. “Wagner chegou com ela no colo ainda com os esparadrapos nas orelhas. Nossa relação de amor começou”, lembra Luci. Mas Wagner queria que a entrada de Pituxa na família fosse surpresa e para isso precisou montar toda uma logística, inclusive envolvendo um amigo, porque era Luci quem controlava as contas bancárias da família.

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A primeira das suas muitas missões Pituxa cumpriu plenamente: os dias de Luci jamais foram os mesmos, pois a doguinha grudou nela desde o primeiro dia e as duas viraram unha e carne. Pituxa chegou a ganhar uma bolsa para sair de moto com Luci, que, muito mais do que tutora, assumiu com maestria o papel de “mãe de filha de quatro patas”. Inclusive, pouco tempo depois ela parou de usar a moto com a preocupação de que pudesse cair e machucar a cachorra.
No entanto, três anos depois Luci engravidou, a barriga começou a crescer e Pituxa sentiu que perdia a exclusividade na vida da família. “Ela sentiu ciúmes, afinal a família era apenas nós três. Porém, conseguimos fazer com que ela entendesse que jamais seria preterida”, lembra Wagner. Nasceu Davi, ela estranhou um pouco de início, mas logo se integrou e passou também a zelar pelo bebê.
Os anos foram passando e  Davi também sentiu ciúmes da doguinha. Mas Pituxa tirou de letra e os dois tornaram-se grandes companheiros. O que ninguém poderia imaginar era que o garoto partiria precocemente e de forma repentina, com menos de 10  anos de idade.

O mundo do casal, e também o de Pituxa, vieram abaixo. A cachorra parou de se alimentar, não se hidratava e adoeceu ao ponto de Wagner e Luci pensarem que a perderiam. O que Pituxa conseguiu foi mostrar que ela não poderia se entregar, porque eles estavam ali, precisando dela mais do que nunca.
“Ela nos deu forças para continuar vivendo, porque nos mostrou que sua vida continuava em nossas mãos. Pituxa se recuperou plenamente e acabamos os três ainda mais unidos que antes. Inclusive sua presença foi crucial para que nos recuperássemos da partida do Davi”, narra Luci. 
Só que com o avançar da idade a saúde de Pituxa não é mais a mesma. Ela está com 17 anos e seis meses e várias das comorbidades que acompanham a velhice. Infelizmente isso não é privilégio só dos humanos. Ela já perdeu a visão, é cardiopata e tem uma série de outros problemas que vêm com a idade. Hoje a rotina de Luci é determinada pelo estado de saúde da doguinha, assim como a vida social do casal.
Luci sabe que não terá a companhia de Pituxa por muito mais  tempo e diz estar já se preparando  diariamente para mais essa perda. Se isso é verdade, somente o tempo dirá. O que está definindo  é o destino final de Pituxa: suas cinzas serão guardadas junto com  as de Davi, no memorial montado para o garoto. E esse reencontro  ninguém poderá privar aos dois grandes companheiros.

 



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