caso mariane

Pastor foi demitido um mês antes do crime

Jota foi afastado da coordenação de centro de recuperação e da função de pastor

Pastor coordenava centro de recuperação no bairro Paciência desde 2014 (Foto: Divulgação)
Pastor coordenava centro de recuperação no bairro Paciência desde 2014 (Foto: Divulgação)
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Preso pelo assassinato da mulher, Mariane Quele Carmo dos Santos, de 35 anos, o pastor Joedison Souza dos Santos, o Jota, 40, foi demitido da coordenação do centro de Recuperação Vale Ebenezer no dia 19 de março, quase um mês antes do crime. A instituição no bairro Paciência, em Itajaí, é ligada ao centro Evangelístico Integrado (CEI).

Jota estava à frente do centro de recuperação desde 2014. Após a demissão, ele também teria sido afastado da função de pastor da igreja. No dia do falso desaparecimento de Mariane relatado por ele mesmo, Jota mandou um áudio para o líder da igreja, pastor Fernando Francelino, fingindo preocupação com o paradeiro da esposa. (ouça nos podcasts/ no www.diarinho.net)

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Na mensagem, o marido relata a busca de imagens de câmeras de monitoramento que poderiam ter flagrado a passagem do carro de aplicativo que teria sequestrado Mariane.

O pastor Francelino disse ao DIARINHO que Jota foi demitido por não se adequar mais aos protocolos da casa de recuperação. “Foi um desgaste causado pelo tempo, pois ele trabalhou por sete anos na casa. Mas no último ano o desempenho ficou muito aquém do necessário para o cargo que ocupava”, disse Francelino ao DIARINHO.

O delegado Sérgio de Souza, da DIC de Itajaí, responsável pela investigação do crime, frisa que a saída do pastor da igreja não tem relação com o assassinato.

“Algumas pessoas levantaram correlação da demissão com o caso de asssassinato, o que não tem nenhum cabimento, como a polícia já informou,” completou Fernando Francelino.

Conforme o líder da igreja, Mariane veio da Bahia e vivia com Jota há cerca de 10 anos em Itajaí. Ela também congregava no CEI.

Mariane foi morta com 27 facadas. A morte foi planejada pelo marido, que contou com a ajuda da amante e de dois parentes dela para executar o crime. Dos quatro envolvidos, três foram presos pela polícia: Jota, a amante dele e o genro dela.

O quarto acusado é um sobrinho da amante do pastor, menor de idade, que fugiu para o estado de Pernambuco e ainda não foi encontrado.

Segundo a investigação, as imagens das câmeras de vigilância mostram Mariane pegando carona após o trabalho em 9 de abril, num Corsa dirigido pela vizinha, amante do marido.

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O genro e o sobrinho da motorista estavam no banco de trás e atacaram a vítima pelas costas. O corpo dela foi jogado no rio e apareceu boiando no dia seguinte.

O plano de Jota era simular que a mulher teria sumido ao entrar num carro de aplicativo. Ele foi preso na quinta-feira na casa de outro pastor, no bairro Cordeiros. A polícia não divulgou o nome do pastor que estava abrigando Jota. Ele não foi alvo do inquérito por não ter envolvimento no crime.



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