Itajaí

Traficante que cumpria pena em liberdade leva sete tiros na frente de casa

"A gente, que é mãe, é sempre a última a saber das coisas erradas", desabafa a dona de casa, que foi quem socorreu o filho. Rapaz sobreviveu ao fuzilamento

Juliano da Silva, 33 anos, agradeceu aos céus por ter acordado na manhã de ontem. Tudo porque, durante a madrugada, foi alvo de sete tiros. O ataque rolou praticamente na frente da sua casa, no Matadouro, em Itajaí. A polícia chegou rápido ao local, mas não conseguiu localizar o autor dos tirombaços, que fugiu em uma cabrita. Juliano foi levado em estado grave pro hospital, mas já não corre mais risco de morte. O rapaz tava cumprindo pena em liberdade e, pra polícia, o atentado tem a ver com o mundo do tráfico.

A polícia Militar de Itajaí foi avisada do tiroteio por um dos moradores da rua Luiz Panca, que fica no loteamento Nossa Senhora das Graças, o Matadouro. Foi lá que os PMs encontraram Juliano, estirado ...

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A polícia Militar de Itajaí foi avisada do tiroteio por um dos moradores da rua Luiz Panca, que fica no loteamento Nossa Senhora das Graças, o Matadouro. Foi lá que os PMs encontraram Juliano, estirado sobre uma calçada e em meio a uma poça de sangue. Ele tinha marcas de bala no peito, na barriga e nos braços. Quatro dos sete tiros atingiram o peito, um acertou a barriga e dois os braços. Apesar de bastante ferido, ele tava consciente ao lado da mãe, a dona de casa Ivana Raquel da Silva, 53 anos, que foi quem o socorreu primeiro.

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Os PMs vasculharam as redondezas atrás do pistoleiro, mas o cara fugiu sem deixar rastros. A única informação, repassada à polícia por moradores da rua Luiz Panca, foi de que o pilantra teria conseguido fugir em uma motoca vermelha, possivelmente uma Honda CG Titan.

Juliano passou por uma cirurgia pra retirada das balas e seu estado clínico era estável e sem gravidade já no início da manhã de ontem, de acordo com o boletim médico divulgado pela assessoria de imprensa do hospital Marieta Konder Bornhausen.

Dona de casa foi a primeira a socorrer o filho

A primeira coisa que que dona Ivana fez ao chegar em casa, no meio da manhã de ontem, foi tomar uma xícara de café pra poder botar as ideias em ordem. Do hospital onde o filho estava internado, trazia incertezas que a deixavam ainda mais angustiada. “Ele foi operado, mas ainda não se sabe como vai sair do hospital. Mesmo que saia, a gente fica nervosa porque não sabe o que vai ser depois disso”, desabafou, nervosa e agitada, ao DIARINHO.

Dona Ivana dormia quando tudo aconteceu. Juliano, conta a mãe, conversava com um amigo em frente à casa da família. “Eu disse: ‘filho, vamo dormir’. E ele disse: ‘Mãe, vou ficar mais um pouco conversando e já vou,” lembra a coitada, que mais tarde acordou assustada ao ouvir os disparos. “Abri a janela, e ele já estava no chão, cheio de sangue, pedindo ajuda. Dizia que estava calor e pedia para que eu o abanasse”, lembrou a dona de casa.

A mãe de Juliano diz que ele é usuário e dependente de crack desde os 15 anos. Afirma que o filho ficou preso por quatro anos. Pra ela, as broncas de Juliano eram apenas por uso de drogas. Desde que foi solto, há pouco mais de um ano, o rapaz, que tem uma filhinha de 12 anos, tentava se acertar na vida, garante dona Ivana. Mas os sete disparos reacenderam o sinal de alerta pra dona de casa. “A gente, que é mãe, é sempre a última a saber das coisas erradas. Agora, é botar nas mãos de Deus, que ele sabe o que é melhor para a gente”, desabafou.



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