Itajaí

PM e torcedores entram em confronto

Uma baratinha da PM de Navega foi detonada pelo povão revoltado

Um confronto entre torcedores do Corinthians e a polícia Militar de Navegantes transformou a bei­ra-mar dengo-dengo numa praça de guerra na noite de domingo. Uma mulher e uma criança ficaram fe­ridas com balas de borracha dispa­radas por PMs e uma baratinha foi detonada pelo povão. Pra conter a multidão, os fardados usaram ainda bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta. A versão oficial é de que a força foi usada pra conter uma briga que se generalizou entre os torcedores. Mas testemunhas afirmam que a PM abusou da força e do poder.

O bafão rolou por volta das 20h na avenida Prefeito Adolfo Cirino Cabral, na beira-mar de Navegan­tes, perto da esquina com a rua João Sacaven, quando torcedores do Corinthians comemoravam o título ...

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O bafão rolou por volta das 20h na avenida Prefeito Adolfo Cirino Cabral, na beira-mar de Navegan­tes, perto da esquina com a rua João Sacaven, quando torcedores do Corinthians comemoravam o título do campeonato Brasileiro de Futebol. Pelos cálculos da polícia, cerca de mil pessoas tavam por lá.

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O tenente Jean Carlos Caetano, comandante da PM de Navega, disse ao DIARINHO que oito poli­ciais tentaram conter uma briga no meio da multidão e acabaram sen­do hostilizados. “A polícia Militar foi recebida com pedradas e garra­fadas. Um policial se feriu no braço e outro na mão,” afirmou o oficial.

Ainda de acordo com o tenente, uma viatura foi depredada e três homens foram detidos por desaca­to e desobediência.

Apesar do uso da força, garantiu o tenente, ninguém teria se ma­chucado gravemente no confronto. “Usamos gás, bomba de efeito mo­ral e bala de borracha. Não temos conhecimento de ninguém ferido,” lascou.

Vereador diz que ouviu relato de vítimas da PM

A versão da polícia de que não houve feridos é contestada pela vereadora Norma Espíndola, a Norminha (PR). Ela disse ao DIA­RINHO que recebeu várias recla­mações do uso de força excessiva por parte da PM e de que algumas pessoas acabaram machucadas no confronto. “O que a população falou foi que a polícia chegou ati­rando e muitos inocentes levaram tiro de borracha. Não teve briga nem nada, só depois que eles che­garam”, denunciou.

Ontem, Norminha aprovou um requerimento na câmara de Ve­readores para que o comando da PM dengo-dengo se explique ofi­cialmente, o que ela espera que aconteça na sessão de quinta-fei­ra. “Vamos pedir uma explicação, o porquê, qual foi o motivo da violência”, diz a vereadora. Hoje pela manhã o comandante da PM deverá receber a intimação da câ­mara.

Garota que levou tiro no pé diz que polícia já chegou arrepiando

A.L.S.C. 26 anos, comemorava com o marido a vitória do Corin­gão quando levou um tirombaço de borracha no pé. “Na hora eu não senti nada, depois que eu vi, tava sangrando”, lembrou.

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Ela garantiu que não teve briga nenhuma pros policiais aparta­rem, como afirmou o chefão da PM. A. contou que viu a viatura passar e depois três policiais abor­daram um rapaz com uma bandei­ra e o teriam agredido. “Tinha um moço pulando com uma bandeira e uma policial bateu com o casse­tete nele, não sei se ele disse algu­ma coisa, mas aí vi eles jogarem spray de pimenta”, relatou. De­pois disso, chegaram mais farda­dos e o pessoal começou a correr com medo, disse ainda a moça.

Mesmo tentando fugir da confu­são, A. acabou levando um tirom­baço de borracha no pé esquerdo, que provocou mó ferida. “Pegou de raspão e agora está pior. Vou ver se fraturou alguma coisa por­que não tô conseguindo pisar no chão”, comentou.

Assim que conseguiu sair do meio do conflito, A. disse que seu mari­do conversou com um policial mais tranquilo, pedindo uma explicação. O fardado teria dito um “sinto mui­to” e orientou que a moça fosse leva­da para o hospital.

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