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Itajaí

Povão faz rifa pra comprar lápide

Giovani teve uma vida sofrida até os 12 anos, quando foi adotado por uma família dengo-dengo; a vida terminou aos 18, numa batida

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Giovani Mateus Felisberto conquistou toda a comunidade do Escalvados, em Navega, durante os seis anos em que morou lá. Na volta dum jogo de futebol, na estrada Geral do bairro, o menino morreu, aos 18 anos, quando o carro em que tava de carona beijou um poste, no último dia 23 de outubro. A perda chocou grande parte da comunidade que, unida, organizou uma rifa pra arrecadar recursos pra fazer a lápide em memória do amigo. O bilhete custa 2 pilas e o sorteio de seis brindes acontecerá no dia 29 de janeiro de 2012.


Os bilhetes da rifa se espalharam pela cidade e chegaram até Itajaí. Dentro do ônibus, no boteco e na mercearia. Não foi difícil pra reportagem do DIARINHO encontrar amigos de Giovani ainda angustiados ...

 

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Os bilhetes da rifa se espalharam pela cidade e chegaram até Itajaí. Dentro do ônibus, no boteco e na mercearia. Não foi difícil pra reportagem do DIARINHO encontrar amigos de Giovani ainda angustiados com a morte dele. Com simplicidade, as pessoas se esforçam pra que o nome do bom moço seja sempre lembrado como exemplo de esforço e disciplina. “Um pessoal que estudou com ele me procurou pra fazer a homenagem, uma lápide bonita”, conta o pai adotivo Manuel Gustavo dos Santos, 53. O rapaz foi adotado quando tinha 12 anos, mas seu Maneca o tinha como filho legítimo. Ele conta que o garoto era uma bênção no lar e transmitia alegria por onde passava, conquistando a todos.

“Ele sempre deu ouvidos aos conselhos dos mais velhos. Tudo o que nós orientávamos ele seguia. A comunidade ajudou muito a educá-lo, ele se dava bem com todos”, revela Victor Hards Júnior, 56, assistente de educação da escola municipal São José, onde Giovani completou o ensino fundamental. Victor ainda o define como educado, estudioso e trabalhador.

A amiga do rapaz, Gabriela da Silva, 16, não tem palavras para expressar a falta que Giovani faz. Pra amenizar a dor, a menina estilizou uma camiseta com a foto do jovem e 68 pessoas compareceram na missa de sétimo dia com a estampa. “Ele era uma pessoa extremamente boa. Desde o primeiro dia ele já fez falta”, lamenta.

Onde comprar

Várias pessoas do Escalvados pegaram bloquinhos de rifa pra vender, mas quem quiser ajudar e concorrer a uma bicicleta seminova, um porta-retrato eletrônico, um ventilador, um ferro elétrico, uma panela de pressão e um edredom, pode dar um pulo na oficina do seu Maneca, que fica estrada geral de Escalvados, próximo à igreja católica, ou na escola São José, que fica na mesma rua.

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O acidente

O futebol era sagrado no fim de semana. Giovani não jogava uma pelada nem molhava o bico com cerveja, mas aproveitava a ocasião pra encontrar os amigos. No entanto, na noite do dia 23 do mês passado, o jovem voltou pra casa de carona com um amigo chapado de cana. O carro só parou ao bater no poste da mesma rua onde morava. Giovani teve traumatismo craniano e morreu na hora. O motora, que não teve o nome divulgado, era maior de idade, mas não tinha carteira, e ainda tá internado em estado grave.

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Vida dura

Órfão, Giovani foi criado num ambiente hostil e desestruturado, sem pai e com a mãe alcoólatra, em Itajaí, no bairro Fazenda. Quando o guri tinha 12 anos, o latoeiro Manuel Gustavo dos Santos, 53, soube por uma amiga, hoje mulher dele, do sofrimento do menino.

A mãe de Giovani topou dar a guarda do filho pra Manuel e morreu da cachaça cinco meses depois de assinar o papéli. “No mesmo dia ele já começou a me chamar de pai”, lembra Maneca. O menino passou a morar em Escalvados com a nova família em 2005 e lá mesmo morreu, aos 18 anos. Seu Maneca tinha prometido realizar um dos sonhos de Giovani neste fim de ano: comprar uma motoca pro guri ir trabalhar. “Esse sonho dele eu não pude realizar. É difícil pra gente”, lamenta.




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