Itajaí

Dois homens mortos e uma mulher ferida

Atiradores chegaram numa motoca e fizeram o serviço do mal. Bebezinho de três meses escapou de morrer. Ele caiu no chão na hora dos balaços

Uma execução levada a cabo on­tem à tarde, no bairro Cidade Nova, em Itajaí, deixou como saldo dois homens mortos e uma mulher fe­rida. Lucas Edeni Lessa, o Luqui­nhas, 21 anos, e Luciano de Lima, o Leão, 31, foram as vítimas de uma dupla de pistoleiros. No comecinho da noite, a polícia Civil prendeu, no morro do loteamento Nossa Se­nhora das Graças, o Matadouro, no bairro Ressacada, Lucas Gomes, o Bido, que assumiu ser um dos atira­dores. Um bebê de três meses, que tava no meio da chuva de balas, so­freu uma queda e precisou ser leva­do ao hospital.

A muvuca na frente da meia-água da rua Olavo Murilo Seara, perto do Caic do Cidade Nova, se formou perto das 15h, depois que dois atiradores apareceram e pela janela meteram bala pra cima de quem ...

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A muvuca na frente da meia-água da rua Olavo Murilo Seara, perto do Caic do Cidade Nova, se formou perto das 15h, depois que dois atiradores apareceram e pela janela meteram bala pra cima de quem tava lá dentro. Um pedreiro que levantava o muro da casa vizi­nha viu o ataque e contou ao DIA­RINHO que os pistoleiros deixaram a moto na beira da rua e caminha­ram até a casa. Leão, Luquinha, sua mulher (de nome não divul­gado) e a sogra Marisandra Rodri­gues, 43, que segurava um bebê de três meses, foram surpreendidos quando conversam numa salinha.

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Leão morreu crivado com 13 ti­ros que atingiram a cabeça, peito, braços e pernas. Luquinha levou quatro tirombaços (três no peito e um no queixo). Marissandra rece­beu um balaço no braço e outro na perna. Ela e o bebê, que caiu no piso da casa, foram socorridos pelo bombeiros, levados para o hospital e passam bem.

Um irmão de Luquinhas, que pe­diu pra não ser identificado, acre­dita que o assassinato tenha a ver com o tráfico. “Não tenho certeza, mas isso aí pode ser richa de ponto de drogas”, arrisca.

A equipe do delegado Osnei Val­dir de Oliveira, da divisão de Inves­tigações Criminais (DIC), prendeu Bido no comecinho da noite. O outro pistoleiro também teria sido identificado, mas seu nome não foi revelado.

Pro delegado, a suspeita do ir­mão de Luquinhas tá correta: a execução tem a ver com a disputa de ponto de tráfico. Leão, afirma o delegado, comandava várias bocas no Matadouro e um desses pontos teria sido tomado por um dos as­sassinos. “Houve desentendimento deles ali, porque esse Bido come­çou a atuar no ponto de Leão”, conta o dotô. Os dois traficas te­riam discutido e Leão ameaçou Bido de morte, que não esperou o concorrente cumprir a promessa. Na casa onde o crime aconteceu, a polícia apreendeu uma pistola 9 milímetros.

Pedreiro quase morreu

O pedreiro que trabalhava na construção do muro da casa vizinha por pouco não foi morto pelos ban­didos. Os rapazes teriam confundi­do o local e chegaram apontando a arma pra ele. O trabalhador só escapou de ver São Pedro antes do tempo porque um dos assassinos se mancou a tempo de que ele não era o alvo. “Não é esse aí”, teria gritado o pistoleiro.



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