Itajaí

Moradores da Brava berram contra fechamento

Povão carca que rua será tomada por pombalzinho chiquetoso. Construtora nega envolvimento, e prefa diz que vai fazer praça no local

Os moradores da praia Brava, em Itajaí, decidiram soltar o gogó contra o fechamento de parte da avenida José Medeiros Vieira, a Beira Mar. Neste domingo, o pessoal promete organizar um protesto ao longo da via e recolher assinaturas para tentar levar o caso à dona Justa. “Nós vamos perder um pedaço da rua para esse projeto do Mirage”, desabafa o eletrotécnico Marcos Rosalez, 55.

A exemplo da maioria dos vizinhos, Marcos não tem dúvidas de que o fechamento do trecho sul da avenida Beira-mar está relacionado com as obras do condomínio Mirage. “A prefeitura fechou porque aquele ...

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A exemplo da maioria dos vizinhos, Marcos não tem dúvidas de que o fechamento do trecho sul da avenida Beira-mar está relacionado com as obras do condomínio Mirage. “A prefeitura fechou porque aquele espaço já pertence ao empreendimento. Nós perdemos toda aquela rua para um edifício”, protesta o cara, que vai encabeçar a manifestação de domingo.

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Marcos lembra que a avenida está fechada há, pelo menos, dois anos. Desde então, a prefa tocou as obras de calçamento da avenida José Medeiros Vieira e deixou o trecho, de cerca de 150 metros de extensão, no esquecimento. “A acessibilidade naquele canto deixou de existir. Virou uma área morta do bairro”, acrescenta o eletrotécnico.

A mobilização do finde vai tentar convencer a dona Justa de que a área precisa ser recuperada pela prefa. Mais do que isso, os moradores querem minimizar os impactos da especulação imobiliária na Brava. “A gente já sabe que é difícil salvar a praia Brava desse crescimento. Mas o que a gente quer é, pelo menos, tentar resgatar nossa rola marítima”, diz.

O eletrotécnico ainda não definiu um horário para a manifestação de domingo, mas prevê que o berreiro role depois do almoço. “A gente ainda está vendo. Mas vamos ficar em frente ao motel Vis à Vis, na rodovia Osvaldo Reis, e caminhar até a praia”, confirma. Durante o berreiro serão colhidas assinaturas, que serão encaminhadas ao ministério Público

O professor de Educação Física, Pablito Marcondes, 49, não mora na Brava, mas achou um absurdo a rua estar fechada. “Provavelmente, é por causa da empresa. Se alguém diz que não, está ocultando a verdade”, opina.

O empresário Jorge Ledesma, 26, proprietário de um bistrô na praia dos Amores, acha que o fechamento deixou aquela parte da avenida mais perigosa para o povão. “É um local sem iluminação e sem guarda. À noite, fica perigoso caminhar por ali”, avalia.

Abobrão garante que fechamento não rolou por causa do Mirage

Paulo Praun Cunha Neto, secretário de Urbanismo de Itajaí, garante que o fechamento não tem ligação com o empreendimento Mirage. Ele diz que o bloqueio rolou há cerca de três anos, por conta de uma série de denúncias de moradores locais. “Recebemos muitas reclamações de que havia gente indo pra lá fazer baderna e escutar som alto. Por isso, decidimos fechar”, explica.

O secretário acrescenta que o trecho vai receber uma praça pública, conforme projeto aprovado em 2007 pela câmara de Vereadores. Contudo, ele não sabe dizer quando a obra será feita. “A praça ainda tem algumas definições a serem feitas. A gente não pode dizer quando vai sair”, esquivou-se.

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Praun carca que se o berreiro de domingo é contra a instalação do condomínio Mirage, o pessoal perderá tempo reclamando. “Se eles vão fazer manifestação por isso, é por falta de informação”, detona.

Empresa diz não ter nada a ver

Nelson Queiroz, gerente-comercial do grupo Brava Beach, também tratou de isentar a empresa da culpa pelo fechamento da rua. Ele fez questão de dizer que a mexida na avenida principal da praia Brava não tem o dedo do condomínio Mirage. “O que a prefeitura decidir fazer com a rua, para nós, é indiferente. Não existe absolutamente nada a ver com o empreendimento”, jura Nelson. Ele garante que o projeto do edifício não inclui o fechamento de ruas. “Há um equívoco das pessoas, ao imaginar que seja uma atividade da empresa”, afirma.

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