Itajaí

A impossível convivência

Ontem não se falava em outra coisa. Em toda roda de conversa o assunto era sempre o mesmo: a baixaria dos paranaenses e cariocas na “Arena” de Joinville. E sempre que dá briga em jogo de futebol (ou antes, ou depois) a conversa volta e em geral anda em círculos. Porque não leva a lugar nenhum.

Ninguém está disposto a aplicar as fórmulas que outros países utilizaram para domar ou tirar dos estádios hooligans e bárbaros desse tipo. Exige investimento e exige, sobretudo, inteligência.

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Ninguém está disposto a aplicar as fórmulas que outros países utilizaram para domar ou tirar dos estádios hooligans e bárbaros desse tipo. Exige investimento e exige, sobretudo, inteligência.

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Ouvi pipocar, aqui e ali, um argumento simplista: “num evento com tanta gente é a PM que tem que fazer o policiamento, eles é que têm nourráu e os equipamentos”.

Ora, isso não tem cabimento. A gente não tem policial que chega para as suas tarefas principais (garantir a nossa segurança e do nosso patrimônio) e ainda temos que emprestar esse contingente escasso para que alguém possa ganhar dinheiro sem se preocupar com todos os aspectos do espetáculo que promove? Ora, façam-me o favor!

A responsabilidade dos promotores de espetáculos pela segurança de seus clientes é integral. Seja num pequeno teatro de 200 lugares, seja numa casa de shows para dois mil ou num estádio, com 60 mil. Meteu-se a promover esse tipo de coisa, tem que ter estrutura para tal.

Eu não autorizo nenhum governo a desviar os policiais que eu preciso para patrulhar minha rua e meu bairro, e aos quais pago com meus impostos, para consertar ou evitar as cagadas dos picaretas esportivos ou dos cartolas espertalhões. Nananinanão! Virem-se!

* * *

Tive que jurar para os meus botões e zíperes que me controlaria e não faria nenhuma piadinha de humor negro (e, dependendo do ponto de vista, de mau gosto), sobre esse vôo da FAB para a África do Sul. Embarcaram ontem no mesmo avião, para sobrevoar o Atlântico Sul, todos os presidentes e ex-presidentes (vivos, claro). Durante as nove horas em que deve ter durado a viagem (a chegada estava prevista para 21h e eu escrevi isto às 19h), os cinco colegas provavelmente conversaram bastante, comeram salgadinhos, bebericaram água de côco e riram um pouco dos apertos que cada um passou. Afinal, ninguém é de ferro.

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Feitas as honras ao falecido Mandiba, a comitiva volta, talvez ainda hoje à noite, talvez amanhã. E, novamente, mais um par de horas de agradável convívio no espaço confinado do aeroLula. Ah, quem pudesse ouvir o que disseram uns para os outros (e uns dos outros) esses rapazes e essa menina...

* * *

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A Universidade Federal do ABC foi criada no governo Lula e começou a funcionar em 2005. É natural, portanto, que se dependure no saco ex-presidencial, porque deve a ele sua existência. A forma que os doutores da UFABC encontraram para demonstrar a gratidão por seus empreguinhos, foi transformar Lula em doutor na universidade que ele criou. E até aí nada demais. O problema está no texto que colocaram num banner, no local da solenidade. Leiam com atenção, na foto acima. Não sei se Lula disse essa frase da forma como está escrita ali. Mas o fato é que uma universidade que se gaba de só ter professores doutores (com PHd), não poderia deixar passar um absurdo desses, em local de tamanha visibilidade. Se eu fosse o Lula, devolveria o título, com um bilhetinho: “Arrumem essa p**** e depois a gente conversa!”

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