Show de Bola
Por Coluna do Jânio Flavio - janioflavio@terra.com.br
Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)
Mais uma decepção
O Marcílio Dias voltou a decepcionar seu torcedor no Gigantão das Avenidas ao empatar em 1 a 1 com Carlos Renaux diante de quase 3,5 mil pessoas na noite de segunda-feira. Em mais uma atuação pífia dentro de casa, o Marinheiro deixou escapar uma vitória fundamental sofrendo um gol mesmo com um jogador a mais. E pior, faltando apenas três minutos para acabar a partida.
O técnico Emerson Cris voltou a errar nas escolhas táticas e nas substituições. Começou a partida no 3-5-2, esquema que já havia se mostrado ineficiente contra o Joinville, especialmente no setor defensivo. Diferentemente do que fez em Joinville, quando corrigiu o erro durante a partida colocando Reginaldo no lugar de Marcelo Sousa, desta vez o treinador desmontou o sistema de maneira confusa, comprometendo dois setores do time com uma única alteração.
Ao retirar um zagueiro e improvisar um jovem lateral, João Victor, como um terceiro zagueiro pela direita, expôs um atleta sem experiência na elite do futebol estadual, deixando Victor Guilherme mais à frente, como se fosse um ponta-direita. A falta de leitura de jogo ficou ainda mais evidente quando o adversário explorou exatamente esse lado fragilizado, ajustando sua equipe e levando vantagem com as entradas de Tinoco e Cássio.
Com a entrada de Kaíque Maciel no lugar de Victor Guilherme no segundo tempo, o resultado foi um Marcílio ainda mais desorganizado, sem padrão tático, alternando esquemas sem qualquer consistência. Ainda assim, pela falta de capacidade técnica do adversário, o Marinheiro foi sustentando o resultado sem sofrer grandes perigos. Com a expulsão de Gerson, do Carlos Renaux, o cenário ficou ainda mais favorável, mas o Marcílio se mostrou muito incompetente para administrar o resultado.
O castigo veio aos 48 minutos, quando João Victor perdeu uma bola na bandeirinha de escanteio do campo de ataque ao invés de deixá-la sair pela lateral, e o Carlos Renaux teve liberdade para armar um contra-ataque, sem nenhum jogador rubro-anil se aproximar de Tinoco, que chutou e contou com o desvio em Claudinho para botar justiça no placar.
Apesar da liderança no quadrangular pelo saldo de gols, o clima já é de desespero entre os torcedores. Jogar em casa virou motivo de temor, mesmo com apoio da torcida. O clube precisa, urgentemente, de uma reflexão interna. Alguém precisa “dar um soco na mesa”, organizar a equipe e devolver ao Marcílio Dias o rumo perdido, especialmente antes do confronto decisivo contra o Figueirense na sexta-feira.
