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Casos e ocasos

Casos e ocasos

Rosan da Rocha é catarinense, manezinho, deísta, advogado, professor e promotor de Justiça aposentado. Sem preconceitos, é amante da natureza e segue aprendendo e conhecendo melhor o ser humano

Rua da amargura


Rua da amargura
(foto: Arquivo João Batista)

Anda, vira, mexe vem sempre a mesma reclamação, seja em redes sociais, grupos de WhatsApp ou através de políticos: “Não aguentamos mais tantos moradores de rua”.

E estes, os políticos, que são as pessoas que têm em mãos as ferramentas adequadas para amenizar essa situação, que é muito mais prejudicial pra quem vive nas ruas do que para quem está dentro de sua bela e confortável casa, enganam os eleitores, colocando a culpa na Justiça.

As pessoas em situação de rua (nomenclatura correta) na esmagadora maioria assim vivem por algum problema social, familiar ou de saúde mental. Essas pessoas precisam de acolhimento, através de um bom tratamento psiquiátrico e psicológico, casa e emprego digno, em vez de serem afugentados, escorraçados como vimos muitos prefeitos fazerem. E, se desejarem continuar vivendo nas ruas, a escolha é deles e o espaço é público. Se cometerem algum delito, devem responder como qualquer um engravatado que vive em apartamento de luxo de frente pro mar. Ademais, não são eles que aumentam a criminalidade, que roubam, destroem patrimônio público ou traficam drogas ilícitas. Tais delitos são em regra cometidos por “playboys” que utilizam motos e carros, alguns até de luxo.

Se você não aguenta olhar para uma pessoa em situação de rua, se condoer com a situação, tentar ajudá-la seja com uma esmola, roupa ou comida, você deve estar bem mais doente do que ele, pois falta-lhe amor.

Porque estar vivendo na rua, ao relento, em perigo constante, inclusive de morrerem queimados por algum delinquente selvagem, ou apanhar da polícia sem saber o porquê, é um medo constante e não foi esse lugar que sonharam para viver. Alguma situação os colocou lá onde estão, e com total razão, encontram-se imensamente amargurados.


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