Colunas


A reinvenção das “Camboriús”


A reinvenção das “Camboriús”
(foto: DIVULGAÇÃO PREFEITURA CAMBORIÚ)

Leonel Pavan, prefeito eleito de Camboriú

Passados 60 anos da separação da “cidade filha” Balneário Camboriú da “cidade mãe” Camboriú, via emancipação, quis o destino histórico, mas o também planejado desejo de reinvenção política, que os dois municípios possam ser novamente reconectados por meio de uma também histórica e inédita eleição que alçou pai e filha ao comando respectivo da gestão administrativa destas comunidades, a partir de 2025. A  segunda etapa deste processo começa agora e será mostrar que a queda do muro entre as duas cidades deverá ir para além do simbolismo de uma vitória eleitoral conjunta e se constituir, de fato, em novos rumos de desenvolvimento e de aumento da qualidade de vida para seus moradores. 

A história mostra nestas últimas décadas que Camboriú veio perdendo seu potencial produtivo e estrutural nas suas vocações econômicas originárias, o setor agrícola e também na exploração das jazidas de granito e pedra calcárea, ficando para trás a fase da Capital do Café Sombreado e Capital do Mármore. Na contrapartida, nestes últimos anos, houve a valorização imobiliária e o surgimento do turismo rural e religioso, retomando certo crescimento populacional e econômico, mas sem a devida infraestrutura adequada provocando o aumento dos problemas sociais, sem falar na piora do saneamento básico. É um potencial que precisa ser reorganizado a partir de um planejamento sério, organizado e profissional, incluindo a valorização das atuais empresas e atração de novas, sobretudo, industriais.

De outra parte, Balneário Camboriu não conheceu a estagnação; ao contrário, nas últimas décadas experimentou acelerado desenvolvimento com a valorização da indústria da construção civil ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

Passados 60 anos da separação da “cidade filha” Balneário Camboriú da “cidade mãe” Camboriú, via emancipação, quis o destino histórico, mas o também planejado desejo de reinvenção política, que os dois municípios possam ser novamente reconectados por meio de uma também histórica e inédita eleição que alçou pai e filha ao comando respectivo da gestão administrativa destas comunidades, a partir de 2025. A  segunda etapa deste processo começa agora e será mostrar que a queda do muro entre as duas cidades deverá ir para além do simbolismo de uma vitória eleitoral conjunta e se constituir, de fato, em novos rumos de desenvolvimento e de aumento da qualidade de vida para seus moradores. 

A história mostra nestas últimas décadas que Camboriú veio perdendo seu potencial produtivo e estrutural nas suas vocações econômicas originárias, o setor agrícola e também na exploração das jazidas de granito e pedra calcárea, ficando para trás a fase da Capital do Café Sombreado e Capital do Mármore. Na contrapartida, nestes últimos anos, houve a valorização imobiliária e o surgimento do turismo rural e religioso, retomando certo crescimento populacional e econômico, mas sem a devida infraestrutura adequada provocando o aumento dos problemas sociais, sem falar na piora do saneamento básico. É um potencial que precisa ser reorganizado a partir de um planejamento sério, organizado e profissional, incluindo a valorização das atuais empresas e atração de novas, sobretudo, industriais.

De outra parte, Balneário Camboriu não conheceu a estagnação; ao contrário, nas últimas décadas experimentou acelerado desenvolvimento com a valorização da indústria da construção civil, do desenvolvimento e da modernização do turismo, mas sem esquecer a conciliação com o investimento no social, característica essa que teve a  contribuição de nossas três gestões administrativas, incluindo aí o pioneirismo da política de parcerias público-privadas no âmbito municipal. Esse equilíbrio entre a modernidade e o social, o governar para as pessoas, no entanto, acabou sendo interrompido nestes últimos anos e a maior prova disso foi o recado dado nas urnas pela maioria da população, desejando que o processo seja retomado. Assim como o eleitor de Camboriú deu seu aval para as propostas de mudanças e de um novo tempo na gestão pública.

Essa reconexão pública, política e de parceria de gestão administrativa entre as duas cidades certamente será o grande desafio prático daqui para a frente, mas estamos preparados, animados e ansiosos para seu efetivo início com base no profissionalismo e unindo forças em torno das vocações históricas e das principais demandas das duas comunidades. Saúde, educação, turismo sustentável, mobilidade urbana, serviço social e estímulo à novas matrizes industriais e econômicas estarão entre as prioridades, sem esquecer as questões urgentes como obras para garantia do abastecimento de água potável e a melhoria nos índices de saneamento básico, sobretudo a adequada coleta e tratamento de esgotos, entre outras. Para obter resultados diferentes, precisamos fazer coisas diferentes. Coragem e vontade de trabalhar neste sentido não nos faltarão. 


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

usuario

Mario Ventura

12/11/2024 19:23

Mas é muita esperteza dessa família, pois sabiam que o pior problema de Balneário Camboriú é a água, sempre escassa na temporada de verão e sempre mais suja e difícil de tratar, já em Camboriú tem água de sobra, podem fazer como em Itapema, que mesmo sem um rio grande como o Rio Camboriú, enfrenta muito menos problrmas com água, pois capta direto dos ribeirões dos morros, coisa que não existem em Balneário. Parabén para eles, se fizerem tudo da forma corrata, é lógico.

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Você é do time cardápio impresso ou digital?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

SETE ANOS

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP

PROJETO BARRADO

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP

Militares apontam grupos armados e pressão migratória como riscos para o Brasil

Venezuela

Militares apontam grupos armados e pressão migratória como riscos para o Brasil

Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Venezuela

Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Como crise ambiental fez governos e empresas sentarem no banco dos réus

Justiça climática

Como crise ambiental fez governos e empresas sentarem no banco dos réus



Colunistas

Ju Pavan e as irmãs Tedesco

Jackie Rosa

Ju Pavan e as irmãs Tedesco

Dia das Bruxas nas escolas é liberada

Charge do Dia

Dia das Bruxas nas escolas é liberada

Capela no verde

Clique diário

Capela no verde

Proibir cotas é retroceder: o equívoco jurídico e social da nova lei catarinense

Casos e ocasos

Proibir cotas é retroceder: o equívoco jurídico e social da nova lei catarinense

Mundo Corporativo

Empresas frias e sem emoções não fidelizam clientes




Blogs

Jesus não curte críticas

Blog do JC

Jesus não curte críticas

Arquitetura do Silêncio

VersoLuz

Arquitetura do Silêncio

Barco Brasil é o campeão da quarta perna da Volta ao Mundo Globe40 entre os Sharp

A bordo do esporte

Barco Brasil é o campeão da quarta perna da Volta ao Mundo Globe40 entre os Sharp

Imunidade em foco: por que o verdadeiro problema não é o vírus, mas o organismo enfraquecido

Espaço Saúde

Imunidade em foco: por que o verdadeiro problema não é o vírus, mas o organismo enfraquecido



Podcasts

Obra volta a colocar moradores em risco no Gravatá

Obra volta a colocar moradores em risco no Gravatá

Publicado 30/01/2026 19:13





Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.