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Por Edison d'Ávila -

Dimas Rosa: artista de Itajai desconhecido aqui


Dide Brandão, Meyer Filho, Dimas Rosa, Diniz Domingos, Osny Schauffert e Lucy Ferreira, só para citar os já falecidos, constituem o sexteto de maior reconhecimento no grupo de artistas plásticos itajaienses. Dide fez nome no Rio de Janeiro;  Meyer Filho e Dimas, em Florianópolis; Diniz e Lucy Ferreira, em Itajaí.

Todavia, malgrado todo esse reconhecimento no mundo das artes plásticas catarinenses, um deles - Dimas Rosa -  é praticamente desconhecido em sua terra natal, Itajaí. Não se conhece na cidade obra alguma dele. Dide, Meyer Filho, Diniz, Schauffert e Lucy Ferreira têm obras, mal aproveitadas no acervo do Museu Histórico de Itajaí. Infelizmente, estão lá à espera do Museu de Arte de Itajaí, há anos prometido por muitos governantes. Acham nossos governos que obras importantes são tão somente ruas asfaltadas, pontes para transitar, prédios, festas. Esquecem eles que arte também ajuda a educar, gera vidas saudáveis, movimenta a economia e favorece sobremaneira o bem estar social.

Dimas Rosa nasceu em Itajaí a 10 de março de 1931, de pais tecelões da antiga Fábrica de Tecidos Renaux, da Vila Operária. Viveu em Brusque e, depois, mudou-se para Florianópolis, onde veio a falecer em 1994.

Ele, já nos primeiros anos da escola primária, passava a maior parte do tempo desenhando, com  incentivo de alguns professores e tolerância de outros. Somente aos 15 anos, soube pelo amigo, também artista e escritor, Eusébio Maestri, que existiam tintas e telas para pintar quadros; porque até então só pintava com tintas para pintura de casas e sobre tábuas.

Ao se mudar para a Capital do Estado, em 1953, logo passou a fazer parte do grupo de artistas da cidade. Pertenceu ao famoso Grupo Sul,  de jovens intelectuais florianopolitanos que buscavam renovar a arte em Santa Catarina. Foi membro fundador do GAPF/Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis. Ingressou no magistério, como professor de desenho e se graduou em Artes Plásticas, no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Como professor, Dimas Rosa implantou e foi o primeiro diretor,  1970/1973, do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC. Um artista bem comportado, convencional, objetivo, amante da representação do natural: um acadêmico da modernidade. Assim o definiram os que estudaram as suas primeiras obras. Já nos anos de 1970, após a graduação em Artes Plásticas, passou a produzir com inovações em seus materiais,  técnicas, abordagens e temáticas.

Suas obras já foram expostas no Rio de Janeiro,  Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Laguna, Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú. Só não o foram ainda em Itajaí. Fica a sugestão, para que a Fundação Cultural de Itajaí, cuide de fazer uma grande mostra desse artista itajaiense, aqui desconhecido.  Neste mês de aniversário de Itajaí, teria sido um oportuno programa artístico-cultural. 


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