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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Verdades...


Verdades...

Este colunista e esta coluna representam um dos espaços mais democráticos da imprensa. A minha filosofia é de que você sempre terá o direito de dizer que estou errado, mesmo que eu acredite estar certo. Todo mundo sabe onde fica a choupana do escriba, com as portas abertas em plena calçada. Então só não se manifesta quem não deseja. Acho engraçado afirmarem “que todo mundo escreve a coluna do JC”. Apesar de ter um fundo de verdade. Afinal, só o Altíssimo, o todo poderoso, tem o poder da onipresença e pode estar em todos os intervalos de tempo e espaço. Necessito de contatos, fontes. Como todos os profissionais da imprensa, aliás. Fontes que devem ser preservadas, nem que seja torturado por três ninjas, costumo brincar. Com isso, estou há longos 16 anos informando, contando sobre os bastidores, opinando sobre o zum-zum da política e o cotidiano da região. O que me leva a agradecer as fontes e os leitores. Os que me leem ao longo desses anos concordando, discordando, analisando, refletindo, opinando. Amando e odiando essas linhas. Isso tudo tem um custo, um peso, uma responsabilidade muito grande. O mais importante de tudo é saber que não sou e nunca serei o dono da verdade, mas vou persegui-la sempre. Fico com a frase: “Posso não concordar com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la” (Voltaire).

Esclarecimentos

O vereador barbudinho, Thiago Morastoni (PMDB), através de nota - leia no Blog do JC, no www.diarinho.com.br/blogdojc -, se manifestou sobre o rumoroso caso da lancha: “Hoje uso o espaço da coluna para esclarecer a vocês a verdade sobre denúncias errôneas que estão recaindo sobre mim devido a informações infundadas aqui lançadas. Chega a ser engraçado que estejam dando mídia a uma decisão judicial de meses atrás e de foro absolutamente particular”.

Lancha

Thiago diz que comprou a lancha por R$ 70 mil e prestou serviços como procurador ao antigo proprietário da embarcação ao custo de R$ 22,4 mil. E: “Depois disso, ele entrou em contato comigo perguntando se eu poderia fazer o pagamento em dinheiro. Por ser alemão, ele dizia que não tinha conta bancária no Brasil. Como ele me devia os honorários da prestação de serviço na locação, nós combinamos um aditivo no contrato de compra e venda da embarcação. Foi alterado então o valor para R$ 47,6 mil e a forma de pagamento”.

Complicou

O vereador afirma que fez o pagamento de quase R$ 50 mil em espécie e que o alemão que vendeu a embarcação não devolveu o cheque: “Foi então que tudo começou a se complicar. Fui enrolado de diversas formas para que ele não devolvesse o cheque até que recebi uma execução. Tentei contato com ele sem sucesso e rapidamente contestei, com documentos e contratos, tudo ao Judiciário. Para minha surpresa, o alemão entrou com incidência de falsidade no termo aditivo, que havia sido reconhecido por ele”.

Não falsificou

Thiago conta ainda que: “Conforme comprovado em perícia, a assinatura dele no aditivo e o selo do cartório haviam sido copiados digitalmente. Em momento algum recorri da decisão que aponta falsificações no termo aditivo que firmamos. Pelo contrário, confio na perícia e entendo que o documento pode sim ter sido adulterado. Porém, também em nenhum momento a Justiça me coloca como autor da falsificação”.

Política

O barbudinho ressalta, também, que o alemão não veio a público falar: “Um detalhe importante é que a outra parte no processo também não veio a público tentar me denegrir em momento algum. Isso foi feito neste espaço e só posso ver tais publicações como uma manobra com fins políticos. O tipo de política suja que nunca fiz e não farei”.

Demorou

Além disso, Thiago responde aos leitores que lascam que ele demorou pra se pronunciar na coluna: “Para aqueles que dirão que demorei a me posicionar nesta coluna, devo lembrar que é dever da imprensa buscar a verdade e ouvir todos os lados. Somente fui procurado pela reportagem do DIARINHO (não pelo colunista JC) e prontamente respondi. Nunca em toda a minha vida passei por uma situação desse tipo e não desejo a ninguém. Mas o importante é que tenho a consciência em paz e tranquila”.

Inacreditável

Deve entrar hoje na piramidal casa do povo um pedido de urgência do governo para repassar R$ 1,5 milhão para a Itajaí Participações SA. O assunto foi pauta de uma reunião com vereadores da base na manhã de ontem, na prefa, onde o governo pressionou pela aprovação.

Espirrar de grana

A oposição, claro, não foi convidada para o plá. Em fevereiro as excelências excelentíssimas já tinham aprovado o repasse de R$ 400 mil para a empresa pública e, recentemente, a prefeitura fechou um contrato de R$ 740 mil com a firma.

É de chorar

Para elaborar um estudo impiçado sobre modernização do sistema de iluminação pública a empresa receberá a bagatela de R$ 740 mil dos cofres do povo. O que espanta é que a firma tem apenas três funcionários que, juntos, recebem R$ 51 mil todo santo mês.


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