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Rosan da Rocha é catarinense, manezinho, deísta, advogado, professor e promotor de Justiça aposentado. Sem preconceitos, é amante da natureza e segue aprendendo e conhecendo melhor o ser humano

Brasil: 2026 começa com avanços sociais, desafios econômicos e eleições no horizonte


Brasil: 2026 começa com avanços sociais, desafios econômicos e eleições no horizonte

O ano de 2026 começa com boas notícias para o Brasil, especialmente no campo da justiça social — elemento vital para a riqueza de uma nação. Mais do que um luxo, a justiça social é base essencial da prosperidade e da estabilidade, pois representa a busca pelo equilíbrio integral da sociedade.

O país saiu do Mapa da Fome, condição à qual jamais deveria ter sido submetido. O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou e, como consequência direta, houve redução do desemprego.

Em 2025, a desigualdade social também apresentou queda, atingindo os menores níveis da série histórica. Essa melhora é atribuída a uma combinação de fatores: mercado de trabalho mais aquecido, fortalecimento dos programas de assistência social e aumento real da renda dos 40% mais pobres da população — crescimento percentual superior ao verificado entre os mais ricos.

A renda média mensal do trabalhador brasileiro alcançou o maior patamar em mais de uma década. Paralelamente, o governo federal ampliou os investimentos em programas de bem-estar social, como o Bolsa ...

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O país saiu do Mapa da Fome, condição à qual jamais deveria ter sido submetido. O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou e, como consequência direta, houve redução do desemprego.

Em 2025, a desigualdade social também apresentou queda, atingindo os menores níveis da série histórica. Essa melhora é atribuída a uma combinação de fatores: mercado de trabalho mais aquecido, fortalecimento dos programas de assistência social e aumento real da renda dos 40% mais pobres da população — crescimento percentual superior ao verificado entre os mais ricos.

A renda média mensal do trabalhador brasileiro alcançou o maior patamar em mais de uma década. Paralelamente, o governo federal ampliou os investimentos em programas de bem-estar social, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Outro destaque foi o lançamento do Plano Safra 2025/2026, com foco em justiça social. O programa oferece crédito rural com juros mais baixos e prazos mais longos, financiando o agronegócio em todas as suas etapas — custeio, investimento e comercialização. A iniciativa beneficia agricultores de pequeno, médio e grande porte, cooperativas e setores como pesca e aquicultura, com o objetivo de impulsionar a produção, a inovação e a sustentabilidade no campo.

A desigualdade de renda recuou em relação aos picos anteriores, com uma redução acumulada próxima de 18% no longo prazo, enquanto a inflação anual de 2025 caiu para 4,32%.

No campo econômico, o país apresentou desaceleração do crescimento, embora o PIB tenha continuado a avançar, ainda que abaixo do esperado. O Brasil só não cresceu mais, segundo analistas, em razão da manutenção de juros elevados pelo Banco Central.

Apesar de desafios como o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos e os impactos da gripe aviária, o superávit comercial brasileiro mostrou resiliência. O país registrou aumento significativo nas exportações e importações, atingindo recordes históricos, com destaque para o agronegócio e a indústria de transformação, que impulsionaram saldos positivos expressivos.

A democracia brasileira permanece segura, sustentada por instituições independentes, fortes e bem definidas, apesar dos constantes ataques de alguns congressistas ao Supremo Tribunal Federal. A Corte seguirá como um dos centros do debate político nacional em 2026, sobretudo em razão das investigações e ações que envolvem parlamentares com pretensões eleitorais.

As eleições serão, sem dúvida, o tema dominante do ano. O atual presidente deverá tentar a reeleição, buscando cumprir um quarto mandato. Com o país vivendo um período de consolidação democrática, relativa tranquilidade econômica e avanços significativos na justiça social, a extrema direita perdeu força em discursos alarmistas, como a ideia de que o Brasil se tornaria uma “Venezuela” — narrativa explorada na eleição anterior e que influenciou parcela do eleitorado desinformado.

Restam à extrema direita os votos remanescentes do bolsonarismo. Não por acaso, um dos filhos do ex-presidente já foi lançado como pré-candidato à Presidência. Ainda assim, esse capital político pode não ser suficiente para garantir uma vitória. A ausência de consenso em torno de um único nome e a fragmentação do campo conservador podem, inclusive, levar a uma derrota já no primeiro turno. Resta aguardar os próximos capítulos.

Que 2026 seja um ano de saúde, paz, fé, amor e boas gargalhadas para todos.


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