JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Poderoso
A figura não é chegada a badalações. Discreto, mantém restrito círculo de amizade, mas personalidades importantes da política catarinense, como o ex-governador e atual senador Luiz Henrique da Silveira, e do meio empresarial, costumam visitá-lo. Seu maior predicado, de acordo com os linguarudos, é fácil de reconhecer pela fama de ser PHD em lobby, com passagem pela famosa Odebrecht.
Poderoso 2
Pois atualmente a figura ocupa um, também discreto, cargo de administrador da Compur (Companhia de Urbanização de Balneário Camboriú), mas começa a ser respeitado como o principal homem do governo do burgomestre, Edson Periquito (PMDB). Debulham, inclusive, que ele dá as ordens.
Poderoso 3
As línguas afrouxadas atribuem a Niênio Gontijo o lobby para o baita empréstimo de 23 milhões de reais para o elevado da Barra. Ele também seria o responsável pela obra da ponte do Barranco. No entanto, em torno dessas duas obras, começam a surgir buxixos que vão contra os interesses de outro grupo empresarial.
Poderoso 4
Os linguarudos de plantão afirmam que o projeto inicial da passarela foi orçado em R$ 9 milhões, mas após uma suposta maquiagem pulou pra R$ 14 milhões, chegando ao total de R$ 23 milhões. Da mesma forma, atribuem a Gontijo algumas mudanças na concepção da ponte, como a diminuição dos vãos, etc e tal.
Poderoso 5
Com ligação forte com a cidade dos príncipes, Joinville, e familiar como o bigodudo LHS, Gontijo teria obtido uma grande vitória ao conseguir que metessem o pé na bunda do Ney Clivatti da superintendência da Emasa, colocando em seu lugar um conterrâneo chegado, o Régua, que passou a comandar a milionária autarquia.
Poderoso 6
Logo, logo a Maravilha do Atlântico deve ficar sabendo de outra medida que merece a atenção de todos: mudança da atual empresa contratada pelo Emasa, pela Engepasa Ambiental, por coincidência, também com sede na terra das bailarinas, Joinville. E há quem arrisque dizer que tem o dedão do poderoso. Hummmm...
Lu endoidou
O Jucemar Teixeira, mais conhecido como Lu do Pedroni (PSDB), endoidou, já que no fim de semana fez uma costela de fogo de chão, e sem serem convidados apareceram alguns pré-candidatos a vereador. Como o Elói Camilo da Costa (PMDB), Susi Bellini (PP) e Artur de Jesus (PMDB). E, pra piorar, segundo o Lu, tavam na caruda pedinchando voto. Ele pirou na costela quando bizolhou a coisa. Eitcha!
Pau vermelhinho comendo
Na última reunião do diretório do PT peixeiro, o assunto coligações mexeu com corações e mentes. O presidente Davi Coelho propôs uma data para que o debate se faça, e os ânimos se exaltaram. O problema é que as tendências mais ideológicas, a DS Democracia Socialista - e a EPS Esquerda Popular e Socialista - são contra a coligação com o PSDB e demais partidos considerados de direita.
Defende o acasalamento
Já a tendência de cunho mais progressista, CNB (Construindo um Novo Brasil) é favorável. Com o argumento de que é necessário coligar para chegar (ou voltar...) ao poder. A decisão deve ficar para o grupo dos independentes, que são aqueles que não dão bola pra nenhuma tendência. Por enquanto, entre trancos e barrancos, vão seguindo com uma baita rachadura de ponta a ponta.
Jesus não quer!
A evidência ficou demonstrada no final de reunião dos vermelhinhos, na qual o ex-vereador Manoel Jesus da Conceição, o Maneca do PT, e o seu cumpanheiro de sigla, o blogueiro Rômulo Mafra, se estranharam. Maneca não imagina um palanque com o PSDB e DEM. Já Mafra, defende com unhas, dentes e bandeirinha. Sendo sim ou não, o caldeirão vai ferver de qualquer jeito. Uiiii, que quente!
Sem candidato
Se o PT sinalizar positivamente para uma coligação, que é defendida pelo vereador e pré-candidato a prefeito Nikolas Reis, racha com os que num querem. Caso contrário, também se divide, pois pode ficar sem um candidato a prefeito, já que Nikolas não vai aceitar participar de uma campanha, sem chance de chegar lá. Ou, no mínimo, ter uma votação mais expressiva. É florida!
