Imagens divulgadas pela Delegacia de Homicídios de Itajaí mostram o local onde o corpo da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi enterrado, pelo que indicam as investigações, pelo próprio pai. A jovem estava desaparecida desde 30 de novembro do ano passado, quando sumiu do bairro Fazenda, em Itajaí.
O corpo foi encontrado nesta sexta-feira em uma área de mata do município de Caraá, no interior do Rio Grande do Sul, perto da casa do pai, A.B., de 53 anos, que é apontado como o sequestrador e ...
O corpo foi encontrado nesta sexta-feira em uma área de mata do município de Caraá, no interior do Rio Grande do Sul, perto da casa do pai, A.B., de 53 anos, que é apontado como o sequestrador e assassino da própria filha.
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O crime seria uma vingança, já que A. foi condenado a 16 anos de prisão por ter estuprado Isabela quando ela era criança. O caso veio à tona há três anos, e a condenação saiu duas semanas antes de ela desaparecer. No dia do sumiço, o pai foi visto em Itajaí. A Polícia Civil informou que dará mais detalhes do caso em coletiva marcada para segunda-feira, às 11h, na sede da 4ª Delegacia Regional de Polícia de Itajaí.
O pai estava preso desde 19 de dezembro, quando foi preso em Maracaju (MS), depois de uma ordem judicial. Ele só foi trazido para Itajaí nesta quinta-feira e já está no presídio da cidade. Após a indicação do local onde o corpo estava, a polícia voltou ao Rio Grande do Sul e iniciou as buscas perto da casa, até encontrar o corpo de Isabela. “Foi acionado o Instituto Geral de Perícias para os procedimentos necessários, inclusive para realizar os exames que vão confirmar a identidade da vítima”, explicou o delegado Roney Pericles.
Isabela era aluna do Terceirão do colégio Salesiano e deveria ter se formado com a turma em dezembro do ano passado. Antes de desaparecer, ela chegou a fazer as provas do Enem e uma foto em frente ao colégio Victor Meirelles. Funcionários, professores e colegas do Salesiano divulgaram o caso várias vezes, na esperança de que ela fosse encontrada com vida.
Isabela também foi aluna do colégio São José, onde os seus pais chegaram a trabalhar. Até o momento, não há informações sobre o velório e o sepultamento.
A confirmação da morte comoveu a cidade. “Meus sentimentos à família! Que o culpado pague. Não é justo, ela era só uma menina com a vida pela frente”, escreveu um internauta. “Se os filhos não têm segurança junto dos pais, vão ter segurança onde?”, comentou outra pessoa.