Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 17/01/2026 09:50
Esse poema fala sobre ansiedade.
Não da ansiedade explosiva, visível, que pede ajuda em voz alta. Mas daquela que acompanha em silêncio. Que não impede o movimento, apenas o torna mais pesado.
A imagem da onda veio porque ela insiste. Não pergunta se pode vir. Ela vem de novo, e de novo, e de novo. Assim como os pensamentos. Assim como a sensação de que algo se acumula por dentro.
Caminhar na areia é um gesto simples, mas exige mais do corpo. Cada passo afunda um pouco. Nada impede seguir, mas tudo custa mais esforço. A ansiedade funciona exatamente assim.
O poema registra esse acúmulo:
⸻
Onda traz onda —
somam-se meus passos na areia.
⸻
Não há solução no texto.
Não há superação declarada.
Há convivência.
A onda segue vindo.
O corpo segue andando.
E a ansiedade caminha junto — às vezes mais presente, às vezes apenas percebida.
Esse poema curto não quer explicar a ansiedade.
Ele quer mostrá-la em movimento.
📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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