Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 22/01/2026 10:22
No caminho das minhas criações poéticas e dos meus estudos, vão surgindo pequenos poemas. Eles aparecem quase sem aviso, como pensamentos que pedem forma curta para não se perderem.
Em um desses dias, enquanto escrevia poemas breves, minha mente foi para a natureza. Pensei nos ciclos naturais, no nascer, no crescer e no tombar. Pensei também nas intervenções humanas, no avanço constante, nas marcas que deixamos. Tudo isso carrega poesia — mas também tensão, conflito, vida e morte acontecendo ao mesmo tempo.
A natureza é complexa.
E, apesar de tudo, resiste.
Esse pensamento me levou a uma imagem simples: uma árvore caída. Não como símbolo romântico, mas como constatação. Mesmo tombada, ainda há verde. Ainda há seiva. Ainda há tentativa.
Desse devaneio nasceu o poema:
Árvore tombada —
a vida verde
não se rende.
O que me interessa nesse verso não é o tom de denúncia nem de lamento. É a resistência silenciosa. A vida que insiste mesmo quando o corpo cede. Mesmo quando algo parece ter chegado ao fim.
A árvore tombada não é derrota imediata.
É pausa.
É transformação.
Às vezes, é recomeço em outro formato.
Esse poema curto fala sobre isso: sobre a força que permanece, sobre a vida que não se entrega facilmente, sobre a natureza que continua mesmo quando tudo ao redor tenta interrompê-la.
📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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