A draga tem 75,5 metros de comprimento por 14 de largura, opera por meio de sucção de sedimentos e tem capacidade para armazenar 2771 metros cúbicos de material. A embarcação geralmente trabalha na Europa e no norte da África e veio para o Brasil de Cabo Verde, com viagem no porto de Mindelo, em 5 de janeiro. Em Itajaí, ela passará por trâmites de importação e liberação para início da obra em Piçarras.
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A empresa vencedora da licitação, DTA Engenharia, com resultado homologado desde setembro, já trabalha nas atividades iniciais de montagem e soldagem da tubulação no canteiro de obras instalado nas proximidades da Praia da Barra. O engordamento contempla um trecho aproximado de dois quilômetros de extensão, entre o molhe da avenida Getúlio Vargas e o molhe da barra do rio Piçarras.
Serão projetados 379.166,76 m³ de areia ao longo da orla, com investimentos de mais de R$ 40 milhões, pelo Fundo Municipal de Manutenção da Praia. Esse é o quarto alargamento em Piçarras. Os anteriores foram em 1998, 2008 e 2012. A obra vai ampliar a faixa de areia em mais de 30 metros. A jazida com a areia para a obra fica numa área a 10,5 quilômetros da praia central, perto da Ponta da Vigia, em Penha.
A obra tem prazo de 70 dias pra execução. Segundo a prefeitura de Piçarras, além do caráter ambiental de proteção da orla contra o avanço do mar e os efeitos da erosão costeira, especialmente durante ressacas, o projeto trará benefícios para a infraestrutura da orla e pro turismo no município, tornando a praia ainda mais atrativa para moradores e visitantes.
Com a chegada da draga, os tubos serão distribuídos para a formação do duto principal subaquático, responsável por transportar a areia da jazida até a praia. O sedimento possui as mesmas características da areia existente - exigência para obtenção da licença ambiental - e será retirado de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, próximo à Ponta da Vigia, no município de Penha.
Operação
A draga Amazone vai trabalhar com cerca de 6000 m³ de areia por dia, com operações repetidas quatro vezes ao dia. Cerca de 60 profissionais atuarão diretamente na obra, entre técnicos de soldagem, meio ambiente, segurança, operadores de máquinas e auxiliares, além do uso de diversos equipamentos para espalhar a areia na praia.
A obra terá início na parte sul da orla, na altura do Molhe da Barra, avançando em direção ao norte, até o molhe da avenida Getúlio Vargas. Os trabalhos serão em trechos de 300 metros, com tapumes e sinalização adequada para garantir a segurança da população.
O alargamento foi contratado por R$ 38,2 milhões, mais R$ 3,5 milhões para o plano ambiental, que prevê estudos e acompanhamento ambiental da obra. Ao todo são 12 programas de monitoramento, entre prevenção à erosão, qualidade da água, comunicação social e gerenciamento de resíduos.