SEGUE O MISTÉRIO
Delegacia de Homicídios assume o caso Isabela Borck
Adolescente está desaparecida de Itajaí há 40 dias; principal suspeito é o pai, que está preso há quase um mês
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A Delegacia de Homicídios de Itajaí assumiu a investigação do desaparecimento da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, que foi vista pela última vez em 30 de novembro. O principal suspeito é o pai dela, preso no dia 17 de dezembro, mas que até agora não foi trazido a Itajaí para prestar depoimento e apontar o paradeiro da filha.
O delegado Roney Péricles, que assumiu o caso nesta semana, informou que pretende buscar pessoalmente o homem em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e trazê-lo nos próximos dias para Itajaí. “Estamos ajustando os aspectos burocráticos e providenciando novas diligências, mas ainda não temos novidades sobre o paradeiro dela”, explicou.
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A expectativa da polícia é que o depoimento do pai traga pistas sobre onde está Isabela. Na época da prisão, a Polícia Civil já considerava remotas as chances de Isabela ser encontrada com vida. Por isso, o caso passou da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Itajaí (Dpcami) para a Delegacia de Homicídios.
A mãe da jovem, Madalena Miranda, criticou a demora nas investigações, agravada pelo recesso de fim de ano, e tem feito apelos por respostas. Ela divulgou um vídeo nas redes sociais cobrando providências: “O principal suspeito está preso, porém ainda não foi transferido para Itajaí para ser interrogado. Então está tudo parado e eu venho aqui pedir, fazer esse apelo: por favor, não esqueçam da Isabela. Eu creio que ela está em algum lugar e que Deus está cuidando dela”.
“Eu peço que a polícia faça alguma coisa. Não esqueçam que minha filha ainda está desaparecida, que ela precisa voltar para casa. Eu não tive Natal, não tive fim de ano. É uma dor que não tem fim. Por isso, por favor, que a polícia não desista”, disse ainda no vídeo.
Isabela desapareceu no dia 29 de novembro. Ela morava com a mãe e o irmão mais velho no bairro Fazenda. Desde então, não há notícias sobre seu paradeiro.
Menos de duas semanas antes do sumiço, o pai havia sido condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por estupros cometidos contra a filha quando ela era criança. Os abusos só vieram à tona em 2023, após relatos feitos por Isabela em sessões com psicólogos. A jovem tinha medida protetiva contra ele.
A mãe acredita que a filha foi sequestrada pelo pai por vingança. A Dpcami iniciou as investigações e descobriu que o homem esteve em Itajaí no mesmo dia do desaparecimento da adolescente. A prisão foi autorizada após contradições no depoimento dele. O suspeito foi localizado fora do endereço onde vivia, em Caraá (RS), e preso em Maracaju (MS). Mesmo diante do cenário, a mãe segue mantendo a esperança de reencontrar a filha.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
