A Secretaria da Saúde de Itajaí explicou, em nota, detalhes do atendimento à esteticista Danielle Cerutti Renault, 32 anos, que denunciou negligência no acompanhamento do seu caso na UPA do Centro Integrado de Saúde (CIS), na semana passada. A esteticista com suspeita de fraturas após uma queda em casa, disse que sofreu uma parada cardíaca no transporte entre o CIS e o hospital Marieta, além de ter sido transferida sem o prontuário completo. A secretaria da Saúde alega que os exames não indicaram fratura e que não houve negligência.
Continua depois da publicidade
Danielle explicou ao DIARINHO em reportagem publicada na última terça-feira, que sofreu um quadro de hipoglicemia em casa, no bairro Espinheirinhos, tendo caído e sofrido fraturas na costela e na ...
Danielle explicou ao DIARINHO em reportagem publicada na última terça-feira, que sofreu um quadro de hipoglicemia em casa, no bairro Espinheirinhos, tendo caído e sofrido fraturas na costela e na cervical na segunda feira da semana passada.
Continua depois da publicidade
Com fortes dores, buscou atendimento na UPA, onde teriam sido feitos exames de raios-x nas costelas. Ela recebeu medicamentos como cetoprofeno, tramadol, dramim, dexametasona e morfina, que não aliviaram a dor.
Durante o atendimento, Danielle disse que foi movimentada de forma brusca por um enfermeiro, o que teria piorado seu quadro. Somente no fim da tarde, após a troca de plantão, uma nova equipe de enfermagem teria identificado a fratura na cervical. A esteticista foi então encaminhada ao hospital Marieta para fazer uma tomografia, mas a transferência foi em condições inadequadas: sem maca apropriada, sem colar cervical e sem prontuário médico completo.
Continua depois da publicidade
“No trajeto, devido à dor e à dose alta de morfina aplicada rapidamente na veia, sofri uma parada cardiorrespiratória. A médica não acompanhou a transferência e, pasmem, o único documento enviado foi uma folha em branco com a palavra ‘tomografia’. Como estava inconsciente, dei entrada como paciente desconhecida. Só sabiam meu nome porque o motorista da ambulância é bombeiro e estudou comigo. Fui levada à sala vermelha e reanimada até retomar a consciência”, relatou.
Por falta de prontuário, Danielle foi confundida com outra paciente e submetida a uma tomografia de crânio, que não apontou alterações. Somente depois, um enfermeiro percebeu o erro e solicitou o exame correto na cervical e tórax. Ela recebeu mais três doses de morfina e dramim. Mesmo em situação instável, recebeu alta na madrugada. Um enfermeiro ligou para o marido dela buscá-la.
Sem fraturas
A Secretaria de Saúde de Itajaí esclareceu que a paciente recebeu atendimento no CIS, onde exames iniciais não indicaram fratura na coluna cervical. “Para maior segurança, foi mantida sob observação neurológica e transferida ao Hospital Marieta Konder Bornhausen para tomografia mais detalhada, que também não identificou fraturas”, diz a nota.
“No hospital, novos exames confirmaram a ausência de lesões, resultando na liberação da paciente. No dia seguinte, um segundo ortopedista revisou os exames e manteve o diagnóstico de ausência de fratura”, diz a secretaria, completando: “As alegações sobre fratura ou parada cardiorrespiratória não se sustentam nos exames realizados. A Secretaria reforça seu compromisso com a transparência e a qualidade no atendimento, ressaltando a importância da verificação das informações antes de sua divulgação”.