Ilegal

Justiça dá prazo pra prefeitura de Penha explicar muro de pedras na orla de Armação

Construção de muro na praia do Manguinho está suspensa desde outubro

Entre questionamentos, justiça quer saber por que projeto foi tocado sem aval da União (Foto: Arquivo/Leitor)
Entre questionamentos, justiça quer saber por que projeto foi tocado sem aval da União (Foto: Arquivo/Leitor)

O rolo com uma obra irregular da prefeitura de Penha na faixa de areia e em área de restinga da praia do Manguinho, na Armação, ganhou um novo capítulo na justiça federal. A juíza Yasmin Duarte, da 3ª Vara Federal de Itajaí, deu prazo de 30 dias pro município prestar esclarecimentos. O prazo vence em 17 de fevereiro de 2025 e recai também sobre a União, que deve explicar a situação atual do projeto junto ao governo federal.

As obras na orla da Armação estão barradas desde outubro pela justiça, após os moradores denunciarem irregularidades na intervenção, que avançou sobre a faixa de areia e invadiu área de ...

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As obras na orla da Armação estão barradas desde outubro pela justiça, após os moradores denunciarem irregularidades na intervenção, que avançou sobre a faixa de areia e invadiu área de marinha sem autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A prefeitura alegou que a construção do muro tinha ciência da SPU e seria pra revitalização da antiga rua Itacolomi, em projeto que supostamente dispensaria licenciamento ambiental.

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No despacho da juíza, dado no final de novembro, ela pede esclarecimentos, e a devida comprovação, de quatro pontos. Entre eles, o motivo de a obra ter sido iniciada sem autorização da União, se a obra seria ou não um prolongamento do projeto do Parque Linear e o motivo de a obra ser considerada uma revitalização e não um enrocamento ou pavimentação, o que exigiria estudos ambientais.

Um último ponto questiona a razão de o Instituto de Meio Ambiente de Penha (Imap) ter desconsiderado na liberação da obra que na área havia vegetação de restinga, em confronto com o Plano Gestor Integrado da Orla (Projeto Orla), elaborado pelo próprio município. Entre as regras, o plano proíbe construções em áreas da União, ao menos que sejam licenciadas e aprovadas pelo comitê gestor do Projeto Orla.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também foi intimada a se manifestar no caso. O órgão deve informar como está o processo sobre a obra na praia do Manguinho e qual a situação atual do Projeto Orla. O acordo entre o Ministério Público Federal (MPF), prefeitura e a AGU ainda estaria esperando aprovação.

Na última manifestação da União à justiça, a AGU informou que a denúncia de irregularidade das obras em cima da praia estava sendo apurada pela SPU. Além da intimação pra mais explicações, a juíza também aceitou o pedido da associação de Moradores da Praia da Armação pra entrar no processo como parte interessada. Antes, a entidade estava por meio de liminar, na decisão que paralisou as obras.

A prefeitura de Penha ainda não respondeu se deve vai se manifestar à justiça ainda neste ano ou se vai deixar o rolo pra próxima gestão municipal a partir de 2025.



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