Três variedades de frutas desenvolvidas em Santa Catarina estão conquistando os consumidores europeus. As maçãs Luiza, Venice e Isadora, conhecidas por serem superdoces, suculentas e crocantes, se destacam pela ótima adaptação ao clima. As frutas desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) já geraram mais de R$ 3 milhões em royalties para o estado.
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O cultivo das mudas é testado na França por meio de uma cooperação com a empresa International Fruit Obtention. O sucesso da produção levou a uma parceria com o Grupo Rivoira, da Itália ...
O cultivo das mudas é testado na França por meio de uma cooperação com a empresa International Fruit Obtention. O sucesso da produção levou a uma parceria com o Grupo Rivoira, da Itália, o que permitiu a comercialização das três variedades sob a única marca Samboá.
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Atualmente, 200 hectares de pomares são cultivados na Itália, com planos de expandir para 4 mil hectares em oito anos, incluindo novas parcerias na Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Austrália e Estados Unidos. A expansão permitirá uma produção anual de quase 200 mil toneladas.
As macieiras desenvolvidas pela Epagri são mais sustentáveis, pois necessitam de menos agrotóxicos e são mais resistentes a doenças e pragas. Essas variedades também permitem uma colheita escalonada, melhorando a qualidade das frutas ao longo do ano.
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No Brasil poucos conhecem...
Apesar da fama das maçãs super doces, a concorrência com as maçãs Fuji e Gala tem dificultado a aceitação das variedades catarinenses no Brasil. A Epagri espera que o sucesso internacional abra caminho para que o setor produtivo nacional adote essas novas opções. Enquanto isso, os royalties gerados são reinvestidos em pesquisas para fortalecer a produção no país.