Mobilidade

Projetos de novas rodovias estaduais na faixa do litoral são abandonados

Propostas foram anunciadas no governo anterior e previam estradas paralelas às BR 470 e 101

Governo Jorginho diz que a prioridade é a recuperação de rodovias estaduais  
(foto: João Batista)
Governo Jorginho diz que a prioridade é a recuperação de rodovias estaduais (foto: João Batista)
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As propostas para construção de uma rodovia paralela à BR 470, ligando Itajaí a Rio do Sul, e do Corredor Litorâneo Norte, que ligaria Joinville a Biguaçu pra desafogar a BR 101, foram engavetados pelo governo Jorginho Mello (PL).

Em visita à Amfri, o governador comentou que a prioridade é a recuperação das estradas estaduais.

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Em visita à Amfri, o governador comentou que a prioridade é a recuperação das estradas estaduais.

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Os projetos das novas rodovias estaduais foram anunciados no ano passado pelo então governador Carlos Moisés (Podemos), com o lançamento de editais pra contratar os estudos de viabilidade das obras. A estrada paralela à 470 seria alternativa pra melhorar a mobilidade nas regiões da Amfri e do Alto Vale do Itajaí, absorvendo parte do fluxo que hoje se concentra na 470.

O traçado entre Itajaí e Rio do Sul, somando 105 quilômetros, teria trechos passando por Indaial, Blumenau, Gaspar e Ilhota, aproveitando partes de rodovias estaduais existentes. Os estudos indicariam se a ligação com a BR 101 seria pela Antônio Heil (SC-486) ou pela Jorge Lacerda (SC-412). O edital foi lançado em março de 2022 e chegou a ter empresa licitada por R$ 780 mil, mas empacou, sem nenhum trabalho iniciado.

Cerca de R$ 200 mil destinados para os estudos neste ano foram cancelados após a troca da gestão estadual. O projeto do Corredor Litorâneo, em paralelo ao trecho norte da BR 101, também travou. A proposta anunciada em junho de 2022 estava em fase mais avançada, com licitação dos projetos executivos da nova rodovia. A retomada vai depender de reavaliação do governo Jorginho. 

A rodovia paralela à BR 101 teria 145 quilômetros, ligando Joinville a Biguaçu pelo interior das cidades do litoral. A obra tinha custo estimado em R$ 6 bilhões pelo estado. Na região da Amfri, o corredor passaria por Luiz Alves, Ilhota, Navegantes, Gaspar e Brusque, aproveitando o traçado existente da SC 108.

 

 

30 estradas em condições precárias

“As estradas estaduais estão numa calamidade”, disse o governador Jorginho (foto:  Eduardo Valente/SECOM)
“As estradas estaduais estão numa calamidade”, disse o governador Jorginho (foto:  Eduardo Valente/SECOM)

 

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Em visita à Amfri na semana passada, quando teve conversas com os prefeitos e anunciou obras e investimentos pra região, o governador Jorginho destacou a prioridade em melhorar as condições das atuais rodovias estaduais. Ele citou um estudo da Fiesc, que apontou 30 estradas em condições precárias.

“As estradas estaduais estão numa calamidade. Estradas inauguradas em dezembro do ano passado estão numa buraqueira. Foi malfeito”, disse.

Jorginho também criticou o governo Carlos Moisés por usar recursos estaduais em rodovias federais, sendo R$ 300 milhões para a BR 470, enquanto as estradas estaduais foram esquecidas.

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“O governador anterior fez um ato que eu não faria, colocar R$ 465 milhões nas estradas federais. E nós perdemos o dinheiro, porque o governo federal não aceita até agora descontar da dívida [do estado]”, comentou.

Jorginho disse que segue “esperneando” pra obter o ressarcimento, além de cobrar a conclusão das obras federais, como a duplicação da BR 470.

 

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Herança de conta de R$ 5 bilhões

Dnit apresenta na quarta-feira plano de ações nas estradas em SC

Dnit apresenta na quarta-feira plano de ações nas estradas em SC

 

Da gestão anterior, o governador relatou ainda ter herdado uma “conta impagável”. Segundo dados do governo, nos últimos quatro meses de 2022, a gestão de Carlos Moisés firmou R$ 1,3 bilhão em convênios, sendo R$ 8 milhões pagos só em contratos de supervisão. Do total de ordens de serviço, apenas 15% tiveram obras iniciadas.

O secretário estadual de Infraestrutura, Ricardo Grando, disse na visita à Amfri que assumiu a pasta com R$ 3,3 bilhões em obras em estoque, sendo 30% com contratos assinados mas sem máquinas na pista. Junto com convênios municipais e transferências especiais, incluindo projetos do Plano 1000, a secretaria está com R$ 5 bilhões em obras pra gerenciar.

“Esse é um grande desafio, mas certamente o estado de Santa Catarina não vai se curvar a essas dificuldades”, comentou o secretário. Na ocasião, ele anunciou as obras das alças de acesso da Antônio Heil com a BR 101, em Itajaí, que terão R$ 80 milhões de investimentos do estado e devem começar no segundo semestre.

Nos primeiros meses da nova gestão, o governo informou que a secretaria teve foco na avaliação de obras já iniciadas, pra que ganhassem mais ritmo. Em 100 dias, a pasta disse que aplicou R$ 80 milhões em melhorias de rodovias e contratou R$ 1 bilhão pra recuperação da malha rodoviária catarinense. 

 

BRs 470 e 101

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai apresentar nesta quarta-feira, em reunião na Fiesc, o plano de ações do Ministério dos Transportes para Santa Catarina. A apresentação será feita pelo superintendente regional do Dnit, Alysson Rodrigo de Andrade.

A reunião faz parte do movimento do setor empresarial que cobra melhorias rodoviárias e nos acessos portuários pra resolver os gargalos de transporte e logística no estado. Na BR 470, é cobrada a finalização do lote 1 (80% concluído) e 2 (90% concluído), entre Navegantes e Gaspar, e o avanço dos lotes 3 e 4, de Blumenau a Indaial, com menos de 50% executados.

Também esse mês, no dia 19, a concessionária Arteris Litoral Sul, responsável pelo trecho norte da BR 101, vai apresentar à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as obras emergenciais pra destravar a rodovia, especialmente entre Itapema e Navegantes. Novas pontes e marginais estão nas propostas.

 



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