Matérias | Entrevistão


Thiago Morastoni

"Nós tivemos 21 candidatos em Itajaí. Eu fui o que chegou mais perto, faltando 3 mil votos. Todos os outros faltaram acima de 20 mil votos”

Vereador licenciado

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]




Itajaí teve 21 candidatos a deputado estadual nas eleições de 2 de outubro. Entre eles o vereador licenciado Thiago Morastoni (Podemos), filho do prefeito Volnei Morastoni (MDB). Em números absolutos, Thiago foi o segundo mais votado da cidade, com 19.914 votos, atrás somente do também vereador Osmar Teixeira, que conquistou 24.512 votos. No entanto, Thiago foi o candidato de Itajaí mais próximo de se eleger, faltando somente 3139 votos para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Thiago é hoje o segundo suplente do Podemos. Para falar sobre os bastidores do que os números não mostram, a jornalista Franciele Marcon entrevistou Thiago Morastoni. Thiago reforçou a necessidade de os candidatos da cidade se unirem, escolherem pessoas com condições de chegar lá na corrida eleitoral e com isso garantir a representatividade a nível estadual nos próximos pleitos. Ele ainda revelou que, durante a campanha eleitoral, seu carro particular foi rastreado e que o crime está sendo investigado pela polícia e pela Justiça. Falou sobre as condições de saúde de seu pai, afastado da prefeitura municipal. Adiantou que voltará à Secretaria de Desenvolvimento Econômico na próxima semana. A entrevista completa em áudio, vídeo e texto você confere no portal DIARINHO.net e nas redes sociais. As imagens são de Fabrício Pitella.

 

 

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DIARINHO – Nenhum candidato a deputado estadual de Itajaí se elegeu. Apesar de não ter sido o mais bem votado, pois Osmar Teixeira teve mais votos que o senhor, a sua candidatura foi a mais próxima de chegar lá. Faltaram cerca de 3 mil votos. Como o senhor analisa o resultado das urnas?

Thiago – Eu me sinto, obviamente, triste por um lado, mas feliz por outro. Feliz, primeiro, porque eu tenho a sensação de dever cumprido. A mensagem que eu queria levar à cidade eu consegui levar, da importância de Itajaí ter um deputado estadual, do quanto isso reflete numa cidade que está crescendo tanto, se desenvolvendo tanto. É a cidade principal de uma região que se desenvolve da mesma maneira. Você pega, por exemplo, Lages, com um colégio eleitoral 30, quase 40% menor do que Itajaí, e elegeu três deputados da cidade. Como é que Itajaí, uma cidade que é a maior economia do estado de Santa Catarina, uma das cidades mais importantes do país, acaba tendo essa baixa representatividade? Isso sem tirar, de maneira nenhuma, o mérito da eleição do Jorge Goetten, que eu fiquei muito feliz, que é um deputado federal nosso. Mas que fez 10 mil votos em Itajaí e buscou 159 mil votos fora da cidade. A deputada Ana Campagnolo, que tem uma ligação com a nossa cidade, mas que fez aqui 15 mil votos e teve que buscar a eleição fora da cidade. Eu entendo, acima de tudo, que a cidade precisa entender onde ela quer chegar. A representatividade política é algo fundamental. Números absolutos não significam nada na eleição. Você veja que teve um deputado que foi eleito com 12 mil votos. A escolha partidária e a escolha de um caminho onde existe viabilidade eleitoral faz parte do processo de inteligência política para se chegar ao resultado. Isso é algo que eu entendo que Itajaí vem pecando, como cidade, organização de cidade. [Mas falta o quê? União dos partidos? Menos candidatos?] Menos candidatos, somente candidatos com viabilidade, com condições de disputa. Tu tens condições de disputar? Entra no campo. Agora, não tem condições de disputa, só atrapalha o processo de eleger pessoas da cidade. Essas candidaturas não têm razão de existir, elas só fazem papel partidário. Eu entendo que a nossa sociedade organizada, através das associações, tem um papel muito importante nisso. Não é fazer uma campanha de ‘vote em candidatos de Itajaí’ faltando 10 dias para a eleição. Tem que ser um processo que começa meses antes da eleição. Quem são os candidatos que têm condições de chegar? Ah, é o A, o B e o C. Então vamos conversar com A, com B e com C. Você pega um exemplo do Patriota: lançou cinco candidatos a deputado estadual em Itajaí. Todos eles somados não chegaram a 2 mil votos. Sequer ajudou o próprio partido, porque o partido não atingiu o coeficiente eleitoral. Do que valeram essas candidaturas para a cidade? E para si? O mais votado fez 860 votos. O menos votado, 151. Somente desse partido, estou dizendo. A soma deles não chegou a 2 mil votos. O que isso daqui significa? São votos de itajaienses que foram jogados no lixo. Não serviu para nada. E às vezes isso inviabiliza a eleição de um deputado local que tenha verdadeiramente condições, porque a população não entende essa matemática. A população entende, e é natural que entenda assim, que todo jogador que está dentro do campo tem chance de ganhar o campeonato. Esses 2 mil votos fazem falta, sem dúvida, àqueles que têm condições de eleição. [Pode dar algum exemplo de um candidato que teve bons votos, mas ficou distante da sua meta?] Vou te dar um exemplo muito claro. O candidato que recebeu a melhor votação em Itajaí, o vereador Osmar. Ele fez 20.213 votos em Itajaí, 24.512 no total. Mas faltaram exatamente 70.190 votos para se eleger. Ou seja, esses votos todos que foram feitos por ele não serviram para a cidade. Não serviram ao partido, que não atingiu o coeficiente eleitoral. Foram votos que simplesmente foram dados a alguém, números absolutos, que nós falávamos, mas que não elegeram, não criaram a condição de eleição, porque estava concorrendo num partido que não fez absolutamente nada. Quer dizer, ele foi o único candidato, praticamente, do partido. A soma de todos os outros não chegou a 4 mil votos. Todos os outros candidatos do partido dele, somados, não chegaram a 4 mil votos. Está aí um exemplo claro de uma candidatura que não tinha qualquer condição de eleição, porque teria que fazer 100 mil votos, a soma de todos os candidatos do partido, para eleger um único deputado. Era sabido isso. Tu tens uma dimensão... Eu mesmo fiz isso, fiz muita conta. Porque eu era do MDB. Na última eleição eu concorri pelo MDB e fui o oitavo suplente tendo feito quase 22 mil votos e tendo tido, naquela eleição, deputados eleitos com 14, com 16, com 21 mil votos. Com votações abaixo da minha. Eu fui o oitavo suplente do MDB. Eu disse: tenho que fazer uma mudança partidária que crie condições de viabilidade eleitoral. Estudei nominatas, estudei possibilidades para poder fazer a escolha assertiva e fiz. Tanto que faltaram apenas 3139 votos. Fui quem chegou mais perto da eleição. [Há uma crítica de que os partidos acabam lançando muitos nomes por conta do fundo eleitoral, fundo partidário, isso realmente influencia?] Com certeza! Teve gente que fez menos votos do que dinheiro que botou na conta e pagou a mulher, pagou o assessor, pagou um monte de pessoas próximas de si com dinheiro público, dinheiro de fundo eleitoral. Fazendo uma mixaria de votos, qual é a justificativa para essas candidaturas? Nenhuma!

 


Agora, qual é a razão de se colocar um rastreador no meu carro particular? Será que tem fundamento político ou é um ato preparatório para um assalto?”

 

DIARINHO – O senhor era o candidato do governo municipal e por isso muita gente encara que o senhor foi o maior derrotado, politicamente, no pleito. Como o senhor encara essa crítica? Vai desistir da carreira política?

Thiago – Não, muito pelo contrário. Eu saio ainda mais motivado. Fui o que chegou mais perto de todos. Por apenas 3139 votos eu não fui eleito deputado. Já recebi informação que ano que vem eu devo assumir por três meses. E assim no ano seguinte. Ou seja, eu sou suplente de deputado. Diferente de todos os outros, eu tenho condições de assumir dentro dos próximos meses. Fui candidato do governo, é relativo isso. Pelo fato de eu ser filho do prefeito, não. Eu carrego o nome, o sobrenome do meu pai. Meu pai, infelizmente, durante a própria campanha, não pôde estar presente. Ele está cuidando da saúde, vinha numa fase delicada. Ou seja, será que o governo abraçou de verdade a candidatura? Algumas pessoas, sim. Eu entendo que não existiu derrota, muito pelo contrário. Agora, a cidade não elegeu ninguém. Eu não entendo quem é que sai vitorioso. A vereadora Ana Carolina [PSDB] fez pouca coisa a mais em Itajaí, mas menos do que eu no cômputo geral. Ela fez 18.325 votos no total. Para ela faltaram 21.472 votos para se eleger. E ela diminuiu de 32 mil votos da última eleição para 18 mil votos agora. Quem é que foi o derrotado? O partido dela elegeu dois deputados. Ela está lá atrás na suplência. Nós tivemos, por exemplo, o vereador Otto, que fez 6891 votos no total. Para ele, faltaram 37.775 votos para a eleição. O vereador Maurílio fez 7891 votos. Para ele faltaram 20.288 votos. Ou seja, todos os outros candidatos fizeram menos votos do que o que faltou para se elegerem. Eu fiz 19.914 votos. Me faltaram 3139 votos. Eu me sinto absolutamente mais motivado, exatamente porque chegou perto. Meu objetivo, muito pelo contrário, não é parar, é botar lenha na caldeira e seguir com ainda mais força agora.

DIARINHO – Os eleitos da região, como Gotten, Ana Campagnolo e Carlos Humberto, afirmam que vão representar Itajaí, mas a votação deles não foi majoritariamente na cidade e o compromisso deles pode ser maior com outras cidades. Por que Itajaí não consegue eleger representantes autênticos?


Thiago – Eu acho que, primeiro de tudo, eu fico muito feliz que a gente tenha o Jorge Goetten, a Ana Campagnolo e o Carlos Humberto que, de alguma maneira, representam sim a nossa cidade, a nossa região. A nossa região, como um todo, é a maior em número de eleitores no estado de Santa Catarina e a com o menor número de representantes. Além de Itajaí, é um questionamento que a região tem que fazer sobre qual é o caminho que a gente está adotando de representatividade política. Ainda bem que nós temos eles e mais a deputada Paulinha [Podemos], de Bombinhas, que foi reeleita. Senão a região ficaria extremamente mal representada, ou baixamente representada. Agora, Itajaí é um excesso de candidaturas... Nós tivemos 21 candidatos em Itajaí. Com condições de eleição, cinco - e cinco difíceis. Veja que eu fui o que chegou mais perto, faltando 3 mil votos, e todos os outros faltaram acima de 20 mil votos. O Osmar estava num partido totalmente errado, sem condição nenhuma de eleição, embora tenha feito uma excelente votação que merece ser elogiada e observada. A política é mais do que isso. Você tem que entender os partidos, entender as composições. Porque não são números absolutos. Em números absolutos, por exemplo, eu fui o quinquagésimo terceiro mais votado do estado de Santa Catarina, geral. Do primeiro ao último. Fui o quinquagésimo terceiro. Abaixo de mim teve votações de pessoas importantes. Pessoas de referência e de estrutura política forte, que foram prefeitos, e com votações que foram abaixo. Então o que eu digo, números absolutos não significam absolutamente nada. Infelizmente nós tivemos candidaturas totalmente sem sentido em Itajaí. Com todo respeito a elas, a candidatura é legítima. Agora, a gente tem que entender qual é o papel dela. E faltou eu te dar uma informação que eu acho que é importante. Eu fiz votos em 189 cidades de Santa Catarina.

 

Teve gente que fez menos votos do que dinheiro que botou na conta e pagou a mulher, pagou o assessor, pagou um monte de pessoas próximas de si com dinheiro público, dinheiro de fundo eleitoral”

 


DIARINHO – Uma investigação policial apura uma denúncia feita pelo senhor sobre um equipamento de rastreamento que foi colocado ilegalmente no seu veículo particular durante a eleição. O senhor está sendo perseguido? Por que essa história não veio a público ainda?

Thiago – No dia 5 de agosto, era uma sexta-feira, nós descobrimos um rastreador colocado no meu veículo particular. Eu não levei essa história a público por duas razões. A primeira porque eu queria que houvesse uma investigação e chegasse a um autor. E a segunda porque eu não queria me vitimizar. Está aqui, boletim de ocorrência registrado no dia 5 de agosto. Está aqui, uma notícia-crime protocolada no dia 8 de agosto. Esse processo está em segredo de justiça. Eu não tenho mais informações sobre ele. Eu tenho alguns dados. Sei que o rastreador que foi colocado no meu carro particular tem um número de série, que eu tenho. E o número de telefone que cadastrou esse equipamento, ele tem o final 8793. [Vocês chegaram ao autor?] Não temos nem noção de quem possa ser. Agora, qual é a razão de se colocar um rastreador no meu carro particular? No carro que eu ando com a minha filha, no carro que eu ando com a minha esposa? Será que isso daí tem fundamento político ou é um ato preparatório para um assalto? Um sequestro? Não se sabe. Isso tudo foi algo que me consumiu muito durante aquele período. Porque eu tive que fazer de conta que eu não sabia. E a minha filha dentro do carro. Com que tranquilidade eu tava na rua fazendo campanha sabendo que tem gente me rastreando? Isso é muito sujo, é muito sujo. E eu fiz tudo em silêncio, porque quem colocou um rastreador no meu carro não imaginou que eu descobri. Eu não tenho a menor dúvida de que, dentro de muito pouco tempo, vai se chegar à autoria desse fato, que foi um atentado contra a minha liberdade, contra a minha segurança. E eu vou trabalhar até o final para chegar a essa autoria e punir ao rigor máximo da lei. [Você lembra de alguma discussão ou divergência política que pudesse motivar uma medida tão drástica?] Acho que nada justifica isso. Muito pelo contrário. Eu sempre tive, sempre exerci a boa política. Eu sempre fui do diálogo, eu sempre fui da composição. Inclusive com a oposição. A gente segurou as pessoas sempre para não irem para conflito. Durante a minha vida pregressa à eleição, nunca teve nenhum conflito. Isso daí é maldade, é sujeira. Por que alguém fez isso? Eu não consigo entender.[...] Eu rodei, depois de descobrir, por mais 20 dias com o rastreador no meu carro. [Quantos dias rastreado?] Eu não consigo ter esse dado sem ter acesso à quebra de sigilo que a Apple vai trazer. Mas eu descobri esse rastreador numa sexta-feira, dia 5 de agosto de 2022. E tive que continuar andando com ele durante 20 dias sob orientação da própria polícia. [Esse equipamento foi apreendido pela polícia?] Exato.

 

“Hoje [ o prefeito Volnei]  está passando por um momento de ter que se recuperar de um burnout, uma estafa absoluta, física, mental, para poder retomar às atividades”

 

DIARINHO – O senhor pretende voltar para a Câmara de Vereadores ou seguirá como secretário de Desenvolvimento Econômico?


Thiago – Eu devo voltar às minhas atividades como secretário de Desenvolvimento Econômico, que vinha cumprindo até abril, quando eu me descompatibilizei para ser candidato. É um trabalho do qual eu tenho um orgulho muito grande. A gente conseguiu implementar políticas públicas muito importantes. Trabalhamos na questão econômica da cidade. Itajaí é a segunda maior economia do estado de Santa Catarina. Nós tivemos papel preponderante para diminuir tempo de abertura de empresa, para melhorar o ambiente de negócios da cidade e atrair investimentos. Tudo isso é algo que eu tenho um orgulho muito grande de ter capitaneado com uma equipe maravilhosa ao meu lado. E dentro dos próximos dias eu devo retomar as atividades na Secretaria.

DIARINHO - O seu pai, o prefeito Volnei Morastoni, está afastado do governo para tratamento de saúde. A população está preocupada que ele não volte e que esteja acometido de alguma doença grave. Como está a saúde do prefeito Volnei?

Thiago – Não, não é nada grave. Mas é um estado de estresse absoluto, fadiga mental, física. Ele passou e viveu momentos muito complicados ao longo dos últimos anos, que se impôs responsabilidades muito grandes. Te dou alguns exemplos. A própria covid, os anos de covid, a imposição dele como médico de cuidar das pessoas. O processo eleitoral de 2020, que foi muito complicado. A composição com a Câmara de Vereadores, que até hoje não flui bem. Todas as questões do Porto de Itajaí. Além do dia a dia da cidade, meu pai nunca tirou um dia de férias durante esse tempo todo. Isso sempre foi razão inclusive de discussões minhas e dele, porque eu sempre disse: tu não és uma máquina, para um pouco. E ele sempre colocou o trabalho, a cidade, a responsabilidade de prefeito à frente de qualquer outra coisa. Inclusive da saúde. Hoje ele está passando por um momento de ter que se recuperar de um burnout, uma estafa absoluta, física, mental, para poder retomar às atividades. Isso tudo afastou ele do governo, durante alguns dias vai ficar afastado.

DIARINHO – Analisando os dois candidatos que concorrem no segundo turno ao governo de Santa Catarina, Jorginho Mello é do oeste, e Décio Lima, de Itajaí. Qual o melhor representante para o estado, partindo do ponto de vista da Amfri?

Thiago – Sob minha análise, eu entendo que o senador Jorginho é a melhor alternativa, porque tem um grupo já bastante coeso. Tem uma eleição praticamente garantida. Já demonstrou isso em números. E há uma predominância, por tudo que nós vemos, da eleição dele. Eu entendo que o senador Jorginho tende a ser a melhor opção para o estado de Santa Catarina, e é minha posição pessoal.

 

“Existe toda uma sinergia para que The Ocean Race aconteça da melhor maneira e que seja uma grande edição novamente”

 

DIARINHO – O senhor vai declarar voto à presidência da República?

Thiago – Eu não fiz isso no primeiro turno porque eu tive apoio de várias pessoas com visões políticas diferentes. Eu tive apoio de pessoas que se identificam com Bolsonaro, de pessoas que se identificam com Lula, de pessoas que se identificam com o Ciro, com a Simone e com outros candidatos. Eu não me posicionei no primeiro turno. Agora no segundo turno, sim. No segundo turno, eu, Thiago, pessoalmente, declaro meu voto no 22. No atual presidente e no Jorginho.

DIARINHO – Itajaí está próxima de receber mais uma etapa da The Ocean Race. Como estão os preparativos para a etapa da maior regata do mundo? A mudança no governo estadual pode comprometer a passagem da regata por Itajaí?

Thiago – Não, de maneira alguma. Eu tenho certeza de que a The Ocean vai ser um grande evento, maravilhoso. É um evento de execução do governo municipal com o governo do estado. Existem compromissos, contratos. Tudo isso está em pleno desenvolvimento. Não existe razão nenhuma, seja o próximo governador quem for, para se retroagir. Agora, inclusive, a deputada Júlia Zanatta, que foi eleita deputada federal, foi, através da Embratur, o elo entre a composição do evento com o próprio governo federal. Ou seja, existe toda uma sinergia para que o evento aconteça da melhor maneira e que seja uma grande edição novamente.

 

 

Raio X

Nome: Thiago da Silva Morastoni

Idade: 40 anos

Natural: Itajaí

Estado civil: casado

Filhos: uma

Formação: formado em Direito pela Univali, especialista em Direito Constitucional e Direito Tributário e MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades. Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela Univali e mestre em Gestão Ambiental pela Universidade de Alicante (Espanha).

Trajetória política: vereador por três mandatos consecutivos e secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Itajaí. Foi candidato pela primeira vez em 2012, quando foi eleito pelo PT com 2448 votos, sendo o vereador mais votado da oposição. Em 2016 foi reeleito como o mais votado, já pelo MDB, e presidiu a sessão de posse do prefeito Volnei Morastoni, seu pai. Em 2020 foi reeleito pelo MDB. Atualmente, ele está filiado ao Podemos. Antes disso atuou no movimento estudantil e foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa. Foi candidato a vice-governador em 2014. Thiago concorreu a deputado estadual pela primeira vez em 2018, quando fez 21.458 votos; agora em 2022 totalizou 19.914 votos.




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