ITAJAÍ

Paróquia da Matriz proíbe cerimonialistas de participarem de casamentos na igreja

Especialistas em festas só podem trabalhar fora do templo; equipe paroquial deve assumir o serviço dentro da igreja

Empresas de cerimonial foram surpreendidas com normativa e questionam motivo da proibição
(Foto: Arquivo)
Empresas de cerimonial foram surpreendidas com normativa e questionam motivo da proibição (Foto: Arquivo)

Uma normativa da igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, em Itajaí, pegou de surpresa profissionais que fazem o cerimonial de casamentos. Em comunicado a noivos e empresas de eventos, a paróquia informou que a presença de cerimonialistas não será mais permitida dentro da igreja na hora da celebração. Os profissionais devem deixar os clientes na porta e, após a cerimônia, atendê-los também fora do templo.

A proibição, segundo o comunicado, passará a valer para celebrações de matrimônio agendadas a partir de março de 2022. Até lá, os casamentos já marcados continuarão sendo celebrados normalmente. A medida prevê, ainda, que o agendamento só poderá se feito pelos esposos, sendo proibido que alguém os represente. O aviso pede que as empresas de cerimonial alertem os noivos sobre a nova normativa.

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A justificativa para a proibição da entrada de cerimonialistas na igreja seria pra proteger o sacramento do matrimônio, evitando qualquer tipo de interferência. “Visando salvaguardar a sacralidade das celebrações matrimoniais, não será mais permitido o trabalho de empresas de cerimonial dentro de nossos templos. Estas, se contratadas pelos esposos, devem deixar seus clientes na porta da igreja e recolhê-los quando os noivos já estiverem fora do templo”, diz o comunicado.

Sem os cerimonialistas, a tarefa de reger a celebração será assumida pelo pároco e pela pastoral Familiar Paroquial, conforme a normativa. Mas não foi informado se esse serviço será cobrado dos noivos e quem seriam as pessoas que fariam o trabalho hoje realizado pelas empresas contratadas.

A cerimonialista Marlucy Tomio, que trabalha há mais de 15 anos com eventos sociais, destaca que a medida gerou preocupação entre as empresas e os clientes. Ela observa que a proibição recai só pro cerimonial e não atinge outros profissionais, como músicos e fotógrafos, o que deixou as empresas sem entender o motivo da normativa.

“Somos até mais importantes que música, fotografia, filmagem, pois, sem nossa organização e auxílio no dia, todos, inclusive os celebrantes, ficam perdidos”, comenta. “Eu, como cerimonialista e católica, estou muito triste com o tratamento dado ao nosso trabalho”, completou.

Representantes das empresas se mobilizam e esperam uma conversa com o pároco pra discutir a situação. “Eu concordo que cada templo tem direito de ter suas regras e cabe respeitar. Porém, essa atitude deixou a gente triste, pois nosso trabalho vai além de organizar entradas no casamento. Estamos com os 'esposos', como eles chamam, organizando um dos dias especiais na vida deles”, destaca.

Proibição vale pra eventos nas três igrejas

Se a regra não for revertida, a partir de março, as empresas de cerimonial não poderão mais fazer o serviço dentro das igrejas da paróquia. Além da matriz, a paróquia abrange as comunidades da “igrejinha” Nossa Senhora da Conceição, no centro, e a igreja da Nossa Senhora da Paz, no bairro Vila Operária.

Marlucy informa que a proibição deixa os noivos inseguros, considerando que a cerimônia é o momento mais importante no dia do casamento. “E ainda não sabemos quem serão as pessoas da igreja que irão fazer o nosso serviço”, adianta.

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Outra cerimonialista relatou ao DIARINHO que pretende questionar a proibição junto à arquidiocese, em Florianópolis, pra saber se a medida teve aprovação do bispo. Conforme a profissional, as empresas receberam o comunicado da paróquia sem que houvesse qualquer discussão prévia sobre o assunto pelo padre Eder Cláudio Celva, pároco da paróquia do Santíssimo Sacramento.

Outra queixa da cerimonialista é que a normativa vai contra apenas os profissionais de cerimonial, gerando dúvidas sobre o real motivo dessa proibição ser adotada. O DIARINHO pediu esclarecimentos à paroquia e à arquidiocese sobre a normativa, mas ainda não recebeu resposta.



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