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Sonho realizado

Psicóloga paulista encontra a família biológica em Camboriú

Carolina Hoffmann, que foi adotada, ficou nove meses em busca da mãe e dos irmãos; caso virou notícia no DIARINHO

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Os irmãos Jean Carlos, Carolina e Jonas puderam se reunir Foto: Arquivo pessoal


O dia 4 de setembro vai ficar marcado pra sempre na história da psicóloga Carolina Baca Hoffmann, de 45 anos, natural de Itajaí, que foi adotada e criada no interior de São Paulo. Depois de nove meses de procura, ela finalmente encontrou a família biológica que mora em Camboriú, conhecendo os dois irmãos, filhos da sua falecida mãe biológica, Célia Silva, além de muitos tios e primos. Agora a família promete não desatar mais os laços que o destino separou por quase quatro décadas.

O próximo encontro com os irmãos de Carolina, Jean Carlos da Silva, 43 anos, e Jonas Roberto da Silva, 39, já está marcado. Será no dia 31 de dezembro, data que marca o falecimento de Célia, e que passará a ter um novo significado para a família a partir de agora.

“Está sendo tudo maravilhoso, minha mãe biológica já faleceu, mas adorei conhecer meus dois irmãos. Inclusive nos falamos todos os dias. De quebra ganhei muitos tios e primos, uma família enorme. Agora vou em busca do meu pai biológico e de mais irmãos”, comemora.



A história da psicóloga começou a ser contada pelo DIARINHO em janeiro, quando ela procurou o jornal para dizer que estava à procura de suas origens.

“Através da reportagem em janeiro, muitas pessoas me ligaram achando que pudessem ter algum parentesco comigo. Em Itajaí e região a busca por parentes é muito grande. Espero que esse relato ajude a incentivar as pessoas a não desistirem. Que traga esperança para aqueles que passam por uma situação parecida”, destaca Carolina.

História com desfecho surpreendente


Carolina já marcou novo encontro com os irmãos

Com a morte dos pais adotivos, que a levaram da maternidade Marieta Konder Bornhausen em fevereiro de 1976, Carolina embarcou em uma jornada em busca do seu passado, já que sua família acabou se resumindo a apenas ela e o filho.

O primeiro passo foi realizar um exame de DNA, quando descobriu que tinha uma prima que morava em Itajaí chamada Priscila. Por coincidência, a prima também era adotada e estava à procura da mãe. As duas se conhecerem pessoalmente em janeiro, em Itajaí, quando Carolina aproveitou para contar sua história ao DIARINHO e distribuir panfletos, principalmente nas igrejas.

Acessando aos livros de registro da época no hospital, a psicóloga descobriu o nome da própria mãe, Célia Silva, e o da mãe da Priscila, Maria Helena Silva, graças ao auxílio da dona Nilta, responsável pelo setor de arquivos do Marieta. Com esses dados, foi possível descobrir a mãe da Priscila através da ajuda de um militar.

Carolina voltou para sua casa em São Paulo e começou então uma procura por pessoas chamadas Célia Silva na região. “Nos meses subsequentes entrei em contato com umas 20 pessoas chamadas Célia Silva, a maioria por telefone. Cada uma reagia de uma forma, afinal não é todo dia que alguém entra em contato para saber se a pessoa deixou uma criança no hospital. Cheguei até a fazer amizade com uma delas”, lembra.


Sem saber que a sua mãe já havia falecido, Carolina não teve sucesso. Foi então que resolveu voltar em agosto para Itajaí e tentar reiniciar a busca através dos parentes de Priscila. “Nesse meio tempo a Priscila já tinha comprovado o DNA com a mãe dela e já tinha estabelecido contato com os irmãos e irmãs. No dia 4 de setembro me encontrei com ela e fomos até o irmão que estava proposto a me ajudar”, comenta a psicóloga.

Pelo sobrenome Silva, as primas chegaram à conclusão que o parentesco vinha do avô já falecido. A busca então foi pelos irmãos do avô ainda vivos. A primeira tia-avó de Priscila não tinha muitas informações, mas o segundo irmão, o conhecido Ademar da Celesc, de Camboriú, era a peça que faltava no quebra-cabeça.

“Chegamos até ele, um senhor muito gentil, e algo totalmente inesperado aconteceu. Primeiro, ele ficou encantado em conhecer a Priscila, pois sabia da história e na época viu a mãe dela grávida. E por fim contei a minha história para pedir que ele fizesse o DNA e falei que o nome da minha mãe era Célia Silva. Ele simplesmente respondeu: ‘Eu sei quem é, ela já faleceu, você é muito parecida com ela e com a irmã dela. Inclusive a outra irmã mora logo ali!’”.

O logo ali era uma casa a 200 metros. Quem atendeu foi um sobrinho de Célia, que disse que ela havia falecido em 2008. O sobrinho era filho de Regina, irmã da Célia, que estava em casa. Ela titubeou em admitir que a irmã havia deixado uma filha recém-nascida no hospital para adoção, mas depois admitiu e os filhos da Célia foram chamados para conhecer a irmã mais velha.


“Eles foram o real motivo da minha busca, pois fui filha única na minha família adotiva. A minha mãe e a minha avó também não tinham irmãos. Como meus pais adotivos faleceram, fiquei praticamente sozinha com o meu filho, mas sempre senti que tinha irmãos, eu tinha certeza”, reforça Carolina.

A partir daquela noite mágica, Carolina ficou mais alguns dias na região para conhecer todos os parentes e deve voltar no final do ano para se reunir novamente pessoalmente com a família, inclusive com Priscila, cujo avô biológico da psicóloga era irmão da bisavó dela.

“Só uma curiosidade, hoje eles moram em Camboriú, mas a minha mãe e o meu irmão mais novo moraram em Itajaí, onde hoje foi construído o hotel no qual me hospedei nas duas vezes”, cita Carolina, ainda encantada com a coincidências que a levaram a conhecer uma nova família depois de 45 anos.




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