Caso dos respiradores
Procuradoria quer liberação imediata de dinheiro de compra fraudulenta
Dinheiro está bloqueado e procuradores do Estado defendem que seja transferido ao Fundo Estadual de Saúde
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A Procuradoria-Geral do Estado pediu que a Justiça autorize a liberação dos recursos depositados em juízo, referentes à primeira fase das ações de ressarcimento dos respiradores. Na petição, enviada à 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital nesta terça-feira, os procuradores do Estado defendem que R$ 13,7 milhões sejam transferidos ao Fundo Estadual de Saúde, a fim de que o dinheiro possa, desde logo, ser utilizado em serviços públicos nesta área.
De acordo com o documento, após mais de um ano do início da ação judicial – protocolada pela PGE/SC, por determinação de Carlos Moisés, em 30 de abril de 2020 – “o trâmite do feito já evoluiu sobremaneira”. O texto também destaca que, como a entrega dos respiradores não ocorreu nos termos contratados, a restituição dos recursos aos cofres públicos e sua disponibilização para ações e serviços de saúde é uma medida inevitável, não havendo razão para que a sociedade catarinense seja penalizada pela demora processual.
Recentemente a procuradoria compartilhou com a polícia Civil provas e documentos obtidos em diligências conduzidas pelo órgão, que apontam que a importação foi conduzida por empresa não regularizada junto à Anvisa e que não detinha condições técnicas, operacionais ou comerciais de concluir a nacionalização dos equipamentos.
O procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, afirma que a obtenção de autorização judicial para o emprego dos recursos na área da saúde é um passo importante: "É natural que a sociedade espere dos órgãos de Estado uma resposta adequada e rápida. É nesse sentido que estamos trabalhando."
Há cerca de um mês, o governo do Estado publicou uma página na internet com todas as informações referentes às ações para recuperação dos valores pagos à empresa Veigamed e para a responsabilização dos envolvidos na compra dos 200 respiradores que não foram entregues pelo fornecedor. Até agora, 96,6% do montante (o que corresponde a R$ 31,8 milhões) está bloqueado em dinheiro e imóveis ou em fase avançada de cobrança judicial.