Mil casos de apreensões de drogas em cinco meses

Moradores denunciam que o uso e a venda de drogas acontecem na orla de BC

Balneário Camboriú registrou mais de mil ocorrências de posse de drogas só nos últimos cinco meses. De julho a dezembro também foram registrados 183 boletins de ocorrência relacionados ao tráfico de entorpecente. Os números são da secretaria Municipal de Segurança Pública.

A secretaria não tem informações sobre os endereços com maior incidência de uso de drogas, mas concorda que grande parte das ocorrências acontece no calçadão da avenida Atlântica, o que confirma as queixas que  leitores têm feito ao DIARINHO.

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A moradora C.C. conta que foi em um restaurante da orla na semana passada e flagrou a correria, principalmente na altura das ruas 1300 e 1400. De lá, ela flagrou traficantes, a maioria adolescentes, sentados nos bancos da praia. “Tinha uns 15 menores, dividindo dois ou três bancos e vendendo drogas. Eles ficam sempre onde a luz do poste está apagada ou não bate diretamente em cima deles”, conta.

C. conta que chegou a ligar para a guarda Municipal e no período que ficou no restaurante, por quase três horas, nenhuma viatura apareceu no local.

A guarda Municipal confirma que recebe queixas diariamente sobre o consumo e venda de drogas na praia.

O comandante da GM, Douglas Jesus Ferraz Rocha, explica que o patrulhamento ostensivo faz abordagens e os suspeitos são levados à delegacia.

Só que, segundo ele, a comunidade não percebe a diminuição no tráfico porque logo os suspeitos são colocados em liberdade pela justiça e voltam a traficar.

Douglas Ferraz diz que só um dos envolvidos no tráfico na orla já têm mais de 60 passagens nos registros da GM. “A polícia já fez o seu trabalho umas 60 vezes, contando somente as vezes que o indivíduo foi efetivamente flagrado, e ele segue solto e cometendo delitos”, afirma.

O comandante ainda alega que os traficantes vendem as drogas em pequenas porções e, quando são presos, acabam sendo indiciados por consumo ou posse de drogas. Com isso, eles acabam não ficando presos muito tempo.

O fato ocorre, segundo o comandante da GM, porque com a pandemia de covid-19, o Conselho Nacional de Justiça orientou os tribunais de justiça a só manterem presos os envolvidos em crimes graves.

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Mesmo assim, segundo Ferraz a guarda segue atuando na orla. As denúncias sobre o tráfico devem ser feitas pelo telefone 153.

DIC está de olho

O delegado Vicente Soares, da DIC de Balneário, confirma que muitas ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas ocorreram na orla. “A maioria dos casos é de pequenos traficantes, muitos adolescentes. Também há traficantes que são usuários,  e que realizam a venda para sustentar o vício,” argumenta.

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Para combater o tráfico de drogas na orla, o delegado recomenda reforçar as ações contra os grandes traficantes que distribuem drogas que que são revendidas no calçadão. “Assim como com um trabalho preventivo de fiscalização ininterrupta coibindo o tráfico”, sugere.



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