Federação dos municípios faz parceria com instituto Butantan pra compra da coronavac aos catarinenses

A federação Catarinense de Municípios (Fecam) assina nesta quinta-feira um protocolo de intenções com o instituto Butantan para a compra da Coronavac. A vacina contra a covid-19 está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, com parceria no Brasil com o instituto paulista, e ainda aguarda aprovação da agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a Fecam, o protocolo de intenções formaliza o interesse dos municípios catarinenses em adquirir a vacina, tão logo ela seja aprovada. As primeiras doses da Coronavac fabricadas na China já chegaram a São Paulo, onde o governo estadual anunciou o plano de vacinação a partir de 25 de janeiro. O governo paulista ainda espera a conclusão dos testes no Brasil, prevista pra semana que vem, para pedir o registro da vacina à Anvisa. O acordo do instituto Butantan com a empresa chinesa prevê a compra de 46 milhões de doses da Coronavac e a transferência de tecnologia pra que o órgão possa produzir a vacina no país. A vacina já está sendo aplicada na China de forma emergencial. Outros dois países também anunciaram a compra do produto, Indonésia e Turquia, prevendo começar a imunização ainda nesse mês. Em Santa Catarina, a Fecam estima que a vacinação possa estar disponível no estado ainda no primeiro semestre de 2021. "Em cenário de incerteza sobre o Plano Nacional de Imunização, em meados de novembro nós agilizamos e tratamos de sinalizar que os municípios desejam o acesso a vacina", disse o presidente da Fecam e prefeito de Rodeio, Paulo Roberto Weiss (PT). Uma comitiva da federação, com diretores da entidade, prefeitos e deputados, também vai conhecer o complexo do Butantan nesta quinta-feira. A programação ainda prevê visita ao comitê de enfrentamento da covid de São Paulo, na sede do governo paulista. A parceria da Fecam com o instituto foi negociada pelo secretário de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz, que é de Santa Catarina. "Nós só temos que aplaudir a agilidade da Fecam para a obtenção da vacina por meio do Instituto Butantan, sem se deter, em momento algum, a questões que saiam do âmbito da ciência. Isto permitirá aos municípios uma opção a mais, com o intuito de salvar vidas e minimizar a letalidade da covid", comentou o secretário. Profissionais de saúde deverão ter prioridade Após a assinatura do protocolo de intenção de compra, a Fecam vai discutir questões de prazos, preços e quantidade de doses. A previsão é que as prefeituras comprem diretamente a vacina do instituto ou que o estado possa assumir a compra e distribuir aos municípios. Segundo o presidente da Fecam, a vacina pode chegar até antes do segundo semestre, atendendo inicialmente grupos prioritários. Nessa primeira etapa, a negociação é que eu ao menos 50 mil doses sejam fornecidas pro pessoal da saúde do estado. Em São Paulo, o cronograma prevê começar a imunização pelos profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas. A imunização com a Coronavac deverá ser em duas doses, com intervalo de 21 dias entre as aplicações. Cada dose tem valor estimado em R$ 60. Para vacinar toda a população catarinense, o custo ficaria em torno de R$ 860 milhões. O governo do estado tem ao menos R$ 200 milhões já reservados para bancar vacinas contra a covid-19. A secretaria estadual de Saúde ainda não se manifestou se apoia a iniciativa da Fecam pra aquisição da vacina pelo instituto Butantan. No fim de novembro, o governador Carlos Moises (PSL) deu a entender que deve esperar pela vacina inglesa negociada pelo governo federal, em testes pela universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, e que será preciso o aval do governo federal pra compra de outra vacina. O entendimento do presidente da Fecam é que o ministério da Saúde não tem um plano de imunização contra a covid definido e que a vacina federal “vai demorar um bom tempo para acontecer”, sendo necessário estudar outras parcerias pra vacina chegar antes no estado catarinense.



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