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Itajaí

Entrevistão com os candidatos à prefeitura de Porto Belo

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]



Porto Belo, com apenas 19 mil habitantes fixos, é considerado um dos balneários mais concorridos da Costa Esmeralda durante a temporada, quando recebe milhares de visitantes e veranistas. Cidade rodeada de belezas naturais e com forte vocação turística, é também vizinha de Bombinhas, e por isso, recebe todo o fluxo de veículos que se desloca ao balneário vizinho. Além de prejudicar o deslocamento dos moradores na temporada, o trânsito pesado cobra um preço alto na manutenção das ruas. A cidade ainda enfrenta problema crônico de falta de balneabilidade das praias, já que o município não tem tratamento de esgoto.


O prefeito Emerson Stein (MDB) tenta a reeleição em uma coligação de 12 partidos. Ele concorre apenas com o comerciante Romário Tancredo, o Romário da Farmácia, que está em chapa pura de oposição.

Pra ajudar o eleitor a escolher o próximo prefeito, o DIARINHO sabatinou os dois candidatos. A entrevista é de Franciele Marcon com imagens de Fabrício Pitella. O material em texto você confere no jornal impresso ou no portal www.diarinho.com.br. Já o vídeo completo pode ser acessado em nossas redes sociais @diarinho e no site do DIARINHO.

DIARINHO – Porto Belo fica entre Bombinhas e o acesso à BR 101. Consequentemente, a cidade enfrenta o tráfego pesado da sua cidade e também precisa dar conta de garantir o acesso de todos os visitantes de Bombinhas. O trânsito, as ruas, calçadas, vias de acesso, acabam pagando um preço alto por isso. Bombinhas cobra um pedágio urbano para amenizar impactos ambientais. Como Porto Belo encara o custo dessa alta demanda de visitas?

Emerson: É um custo muito caro. Nós, que cuidamos da avenida principal, a avenida Governador Celso Ramos, que sofre muito com esse trânsito intenso. Nós estamos revitalizando as principais avenidas do município de Porto Belo. Investimos agora na avenida Colombo Salles, na avenida João Manuel, na avenida Erenildo Conceição dos Santos, pra que esse fluxo de veículos se torne mais acessível, com calçadas, com ciclovias. Mas a avenida Governador Celso Ramos é a principal entrada no município de Porto Belo e ela serve de ida também ao município de Bombinhas. É uma luta constante. Eu acho que um novo acesso pra Bombinhas é o ideal. Nós temos que buscar junto às lideranças estaduais. Nós temos a deputada Paulinha, que é da região. Nós conseguimos agora um importante investimento que é a pavimentação e revitalização do Morro de Zimbros, é um morro que já existe há muitos anos, que liga Porto Belo e Bombinhas, no centro da cidade. Nós realmente estamos muito felizes com essa obra que vai acontecer, mas ela não resolve o problema. Ela nos ajuda no fluxo de veículos de Canto Grande, Mariscal, Zimbros para o centro de Porto Belo, inclusive pro comércio local vai ser muito importante. Nós teremos duas avenidas no centro revitalizadas com recursos do governo do Estado. Mas, para realmente eliminar isso, esse grande volume de veículos, principalmente na temporada, na alta temporada, o ideal seria um novo acesso ao município de Bombinhas. E isso tem que ser uma bandeira a ser levantada, não pode ser esquecida. E a gente vai trabalhar muito forte pra que isso aconteça também nos próximos anos.

Romário: Fica uma pergunta voltada integralmente à mobilização urbana. Pavimentação e mobilização urbana. Quanto à mobilização urbana, primeiro nós temos que entender que a BR-101, que é a artéria de acesso para Bombinhas vindo de Florianópolis e vindo de Curitiba, todo mundo entra pela BR 101, que é duplicada, hoje ela já não suporta mais o turismo de massa. Isso coloca o trânsito em colapso. Nós temos proposta de governo para o Sertão do Valongo, que é um bairro nosso. Na divisa, ali termina o município de Tijucas e começa Porto Belo, que nós chamamos de quilômetro zero. A nossa proposta de governo é justamente facilitar, pavimentar uma avenida que seria o quilômetro zero lá, no trevo do Sertão do Valongo, vindo até a BR-101, naquele viaduto que liga Governador Celso Ramos. A gente tiraria da BR-101 um público muito grande. Nós interligaríamos o Sertão, o Sertão do Valongo, teria a mobilidade pra esses bairros ter mais acessibilidade mesmo no verão e inverno. E também teríamos o acesso pra quem vai pra Tijucas, Canelinhas, São João Batista, que liga Blumenau até a BR 470, inclusive. A 281 também seria beneficiada.

DIARINHO - Porto Belo não tem saneamento básico. Isso impacta diretamente na qualidade da água das praias e na saúde da população. Qual o seu plano para reverter essa realidade? Pensa em concessionar o serviço a uma empresa privada ou está satisfeito com o serviço prestado pela Casan?

Emerson: Esse é um tema muito importante e é o principal debate da campanha desse ano. Porto Belo não tem um metro de saneamento básico. E isso já vem de gestões anteriores pela ineficiência daquilo que foi implantado e não deram continuidade. Porque nós temos um saneamento que se iniciou lá em 2007. A gestão anterior não deu continuidade, trouxe de volta a Casan que tinha saído do município de Porto Belo. Durante esse período foi assinado um novo contrato, lá em 2013, posteriormente em 2016 também renovado com a Casan. Porto Belo ficou sem o seu plano de saneamento. A gestão anterior não fez o plano de saneamento, nós entregamos agora em 2019. A partir desse plano de saneamento teremos as diretrizes para os próximos anos de implantação do sistema de esgoto. A Casan encerra seu contrato agora em 2021. Nós vamos lançar uma nova concessão no próximo governo. Uma nova concessão, aonde buscaremos uma empresa com novo marco regulatório do saneamento básico, que nos dê essa prerrogativa, que nós vamos sim realizar a obra mais importante da cidade de Porto Belo. Várias obras são importantes, mas o saneamento básico é uma obra importantíssima. A gestão anterior não realizou, outras gestões também não realizaram, mas a Casan já está há 30 anos no município e não implantou um metro de saneamento básico na cidade.

Romário: O novo marco regulatório do saneamento básico contempla o processo licitatório de empresas que queiram participar do processo de saneamento básico do nosso município. Hoje em Porto Belo não é feito um metro de cano para que possa fazer o tratamento do esgotamento, que todo mundo sabe que é o esgoto, efetivamente, o esgoto. Também não é só esgoto, é o problema da água potável. O saneamento básico contempla cuidar do lixo orgânico e do lixo reciclável. E águas pluviais também, pros alagamentos que também são comuns na nossa cidade. Essa é nossa proposta de governo, pra no primeiro dia, nós chegarmos junto a Casan e exigir o projeto. Porque já existe um encaminhamento que foi abandonado ao longo dos anos, de uma empresa privada, que começou e não terminou. Teve alguns problemas de ordem financeira que não cabem aqui a gente relatar. A gente tem a intenção de 2021, o primeiro quesito, ser o saneamento básico. A minha proposta de governo é o saneamento básico.

DIARINHO - O molhe do rio Perequê é uma solicitação antiga dos moradores da cidade que tradicionalmente vivem da pesca. A prefeitura chegou a buscar recursos em Brasília quando manchas negras surgiram na praia do Perequê. Por que essa obra não saiu do papel?

Emerson: Na verdade, nós não buscamos o recurso, nós buscamos um título junto ao ministério do Turismo para que a gente conseguisse um financiamento. A gente deu entrada num pré-projeto do molhe do Rio Perequê lá no BRDE, mas a gente viu que os juros daquele processo de financiamento se tornariam muito caros para Porto Belo. A gente retirou esse projeto e nós estamos recebendo um novo projeto finalizado, aí sim, com licença ambiental da associação de construtores, que vão nos entregar ainda esse ano. Para nós implantarmos esse molhe com dinheiro próprio do município de outorgas onerosas que vão vir da construção civil e a gente estará direcionando para essa obra que também é de suma importância e que a gente vai realizá-la. Esse projeto está sendo finalizado já com licença ambiental para execução.

Romário: Eu não saberia dizer porque que não saiu do papel, porque eu não estou na administração. Mas eu sei dizer que em função dessa mancha que foi vista por imagens aéreas, uma mancha de esgoto... Aquilo levou um caos em plena temporada, que fique bem claro, em janeiro. Os turistas, veranistas, os banhistas, foram todos embora. Deixaram o comércio, a população que vive do quesito turismo, aluguéis de casa, apartamentos, comércios de uma forma geral. O povo foi embora e deixou essa nossa população totalmente desamparada financeiramente. Foi um caos. E daquela época, fazem mais ou menos cinco anos que aconteceu isso, porque na campanha anterior já tinham comentado sobre isso. Não foi colocado uma mangueira e um cano sequer para amenizar esse problema. Hoje a nossa praia de Porto Belo, a nossa praia do Perequê, toda a nossa orla, está com a placa: imprópria pra banho. Você pense bem, se está imprópria pra banho nesse período, imagina quando tiver o turismo de massa. Como é que nós vamos suportar e como é que a população vai ver? O que que vai acontecer? Pode acontecer novamente a mancha e novamente o pessoal vai se debandar da nossa cidade, deixando a nossa população praticamente ao relento, vamos dizer assim, financeiramente.

DIARINHO - Porto Belo ficou abaixo da média nacional do Ideb até o 5º ano, mas nas séries finais (até 9º ano), Porto Belo surpreendeu e foi a única cidade da região a atingir o objetivo do índice nacional de educação. Além de ter ficado abaixo da média nos anos iniciais, as reclamações na educação são a falta de vagas em creches e a necessidade de melhorias e ampliação das escolas. O que o senhor pretende para a educação de Porto Belo?

Emerson: Nos últimos anos criamos 600 vagas nas creches e construímos mais de seis salas de aulas nas creches. Então, quer dizer, essa notícia nos pega um pouco surpresa, mas, nós criamos várias vagas. A ideia é continuar criando vagas. Nós lançamos uma licitação nesse momento. Já temos uma licitação, assinamos o convênio com a empresa, a ordem de serviço, para a construção de mais quatro salas de aulas em mais uma creche de Porto Belo. As séries iniciais estão sendo assistidas. Nós reformamos todas as nossas unidades de ensino. As séries finais nós temos realmente um trabalho muito forte também. As séries iniciais a gente está trabalhando para criar mais vagas nas creches. Principalmente na temporada de verão que tem muita gente que trabalha. Vamos entregar agora mais quatro salas de aula.

Romário: Nós vivemos num município pequeno ainda. Vai crescer no futuro, mas hoje nós temos que fazer o que é básico. Básico na saúde, básico na educação, básico no transporte, básico na mobilização. Fazendo o básico nós conseguiríamos suprir a nossa necessidade. Nessa nossa caminhada, como eu falo, eu não estou administrando a prefeitura ainda, eu serei o futuro prefeito. Eu estou ouvindo as necessidades da população. Por incrível que pareça, hoje, a maior necessidade da população, o pedido das mães é a ampliação e a criação de novas creches. Porque uma mãe que trabalha fora e deixa os seus filhos na creche, ela pode engordar o seu orçamento familiar fazendo a sua sustentabilidade financeira. Então é um quesito que nós não podemos jamais deixar de atender. Ou seja, dar amparo para nossas crianças. Isso é fundamental na educação.

DIARINHO - Falta de atendimento médico nos postos, demora nas consultas com especialistas, dependência das cidades vizinhas para os serviços de emergências são alguns dos problemas na saúde. O senhor e sua família são usuários do sistema SUS? O que pretende fazer de melhorias pela saúde de Porto Belo?

Emerson: Nós somos usuários porque nós pagamos o sistema SUS. É descontado na nossa folha de pagamento e a gente com certeza usa o nosso sistema, que realmente é muito bom. Nós investimos muito em exames de alta e média complexidade. Demora muito pouco tempo, é uma semana, 10 dias, 15 dias pra isso, pra esses exames saírem. Não depende de convênio da Amfri, mas de recursos próprios do município que foram investidos. Exames laboratoriais, tomografia, ressonância, ultrassom, vários tipos de exames que nós temos investido. Não tem demorado tanto assim as consultas, nós temos ortopedista na cidade, nós temos cardiologista. Foi feito concurso e nós chamamos esses profissionais efetivos. Nós temos três fisioterapeutas também na cidade, atendendo nossa comunidade. Os nossos postos de saúde, o pronto atendimento de urgência e emergência trabalha das 7h da manhã à meia noite, todos os dias. Anteriormente, ele trabalhava das 8h até meia-noite fora os feriados e finais de semana. Ou seja, final de semana era até 6h da tarde e feriados também até 6h da tarde. Agora trabalha até meia noite. Nós já temos recursos garantidos na nossa administração, terreno garantido, para a construção do pronto atendimento 24 horas. Deve-se iniciar o processo da permuta do terreno, e da implantação dessa unidade 24h já após o período eleitoral. E iniciando no próximo ano a construção desse pronto atendimento. Nós não temos hospital, isso é realidade. Itapema está construindo seu hospital, e a gente deve vocacionar também para Itapema esse atendimento. Mas nós tendo nosso pronto atendimento 24h, com certeza será bem melhor o atendimento da nossa comunidade. Assim como tem atendido, e também em alguns postos de saúde com horário estendido, até às 19h, são dois postos de saúde. Nós temos a construção de uma unidade nova agora no Jardim Dourado. Um investimento de R$ 1,2 milhão, que a gente deve entregar também até o final do ano, que também terá horário estendido e mais uma equipe. Serão duas equipes de saúde da família, no bairro Jardim Dourado.

Romário: Sim, eu sou usuário do SUS. Eu vou falar o seguinte, eu passei agora por uma situação muito difícil. Minha esposa está sendo tratada lá no hospital Universitário, HU, que é SUS, é um hospital federal em Florianópolis. Todos nós, de uma forma ou de outra, qualquer tratamento mais abrangente cai no SUS. Eu sou bem sincero em falar que nós temos um posto de atendimento, uma UPA, unidade de pronto atendimento, que atende até à meia-noite. Já existe uma estrutura que está preparada para atender 24h. É aquilo que eu falo, se nós temos um posto que hoje já atende a população até meia-noite, não custaria nada nós estendermos esse atendimento 24h. Depois, logicamente, sabe que a demanda é grande, e a gente vai ampliando o posto conforme a necessidade vai aparecendo. Eu creio que a saúde ela não espera, é tudo muito súbito. Na madrugada precisa de um médico, então vai no posto, por mais simples que seja, que tenha um médico pra atender e dar um direcionamento para aquele paciente. Isso é fundamental. Na madrugada fica à mercê, na madrugada o povo não tem pra onde correr. Tem que ir pra Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí ou até mesmo Florianópolis. Nós não podemos esquecer também do tratamento odontológico, que a UPA também pode atender o tratamento odontológico. O que é muito comum, emergencial também, o caso de dentista. As pessoas trabalham o dia todo, sentem uma dor de dente à noite, vai lá no posto, vê o que tá acontecendo e não perde aquela noite de sono e de descanso, porque no dia seguinte tem que trabalhar.

DIARINHO – A “ilha dos Schurmamn” é um atrativo turístico da cidade. A atracação de navios de turismo representou um incremento econômico importante. Também é famosa a praia do Caixa d’Aço que atrai centenas de embarcações para a cidade. Esses atrativos turísticos proporcionam retorno econômico? Quais as novidades na gestão do turismo se o senhor for eleito?

Emerson: Não é mais Ilha dos Schurmamn, é a Ilha João da Cunha, que é a Ilha de Porto Belo. Nós temos também os navios que nós conseguimos resgatar. Quando entramos na administração nós tínhamos sete paradas de navios. Nós chegamos a 14, 15 na última temporada. E esse ano, pena que a pandemia nos atrapalhou muito, esse ano estavam previstos mais de 15, quase 20 paradas de navios só no município. É um incremento pra economia que a gente vai perder devido a pandemia. Nós investimos em nosso píer com fechamento para conseguir, finalmente, o alfandegamento, que é tão falado. Apoio turístico pra ilha de Porto Belo também. O Caixa d´Aço precisa sim de organização. O Caixa d’Aço é muito visitado e tem um trânsito muito forte de lanchas. E elas ficam até tarde. A gente precisa limitar esses horários. A pessoa fica fazendo festa a bordo. Mas tem que ter um limite, porque nós somos uma comunidade também. Porque ali junto ao Caixa d’Aço que é a comunidade do Araçá. Nós também estamos revitalizando os nossos pontos turísticos e avenidas da cidade, com iluminação. A praia do Perequê receberá nova iluminação. A passarela do centro até a praia pelo costão, nós já temos recursos garantidos de R$ 1,2 milhão, através de emenda no deputado Peninha, da obra que nós vamos fazer em duas etapas. Também do molhe, como você falou, também não deixa de ser turisticamente muito importante pra Porto Belo. O engordamento da praia do Perequê também vem junto desse projeto. E também do calçadão na praia do Perequê, entregue ao município de Porto Belo pela associação de construtores de Porto Belo. A gente tem feito essa parceria público-privada pra tirar do papel essas importantes obras.

Romário: Quando se fala em turismo, o nosso maior patrimônio, que Porto Belo tem hoje, é a nossa água. Água do mar, a mata Atlântica. E a nossa água do mar, como eu falei, sem o saneamento básico, estampa que é imprópria pra banho. Que é o cartão de visita, em vez de estar “volte sempre” ou “chegue e aproveita”, as nossas praias avisam “imprópria pra banho”. Nós precisamos primeiro olhar isso responsabilidade. Quanto a ilha, é uma obra que Deus deu e está sendo explorada pelo turismo. Isso já tá lá uma empresa privada e está fazendo o seu trabalho muito bem. Quanto ao Caixa D’aço nós temos hoje um turismo de massa, mesmo no inverno, aquelas embarcações de turismo, lanchas, etc. Inclusive está dando problema na nossa cidade, com o barulho, a bagunça... Eu penso que nós temos que ter turismo com qualidade. Então aquela população ali, a comunidade do Araçá, é uma comunidade simples, humilde. Os pescadores são pessoas muito humildes e acolhedoras. Nós temos que ter essa responsabilidade de dar essa sustentabilidade para viver com harmonia. Pra aqueles que vão aproveitar o Caixa D’aço, aquela beleza natural, aquilo tem que ser compartilhado com os turistas, mas não podemos esquecer que lá existe uma comunidade que está lá.

DIARINHO – O senhor vai tentar à reeleição com o apoio de 12 partidos e contra apenas um candidato na oposição, que vem de chapa pura. O que aconteceu para que as forças de oposição ficassem tão enfraquecidas no seu governo? O senhor gosta de governar com unanimidade? Não será um governo acomodado, caso seja reeleito?

Emerson: Acomodação não é o nosso forte. Eu e o professor Elias, que está aqui comigo, do PL, há quatro anos. A gente iniciou a gestão com sete vereadores apoiando. Estamos saindo com oito vereadores. E, com certeza, com o trabalho da nossa coligação a gente quer eleger também dessa vez a maioria absoluta dos vereadores na câmara. É uma parceria. O município não se governa sozinho, se você não tiver força política para governar, dificilmente você vai governar e administrar o município. E nós temos feito isso. A gente tem trabalhado em conjunto, ouvido, conversado e esse tem sido o diferencial. Nós temos as portas abertas da prefeitura pros vereadores, pra comunidade, pras pessoas que querem investir. O apoio do PP, que era um partido ligado à oposição, foi por ver o crescimento da cidade. A abertura que a gente deu pras pessoas participarem. E, praticamente, as mesmas pessoas que estavam nesta gestão são as pessoas que vão governar Porto Belo nos próximos anos. Como a oposição fala, que tem vários partidos, está tudo loteado, não existe isso. As pessoas vieram mesmo por acreditarem no projeto, por verem que Porto Belo se desenvolveu.

 

DIARINHO - O senhor é farmacêutico, sem experiência em política partidária ou em administração pública. O seu vice é comerciante, também sem experiência na área. Vocês estão em chapa pura para disputar a eleição contra o atual prefeito, que montou uma coligação com 12 partidos. Como convencer o eleitorado a votar no senhor numa eleição em que aparenta ser tão fácil a reeleição do atual prefeito?

Romário: Primeiro pela credibilidade que nós temos perante a sociedade. Romário e o Vilson Jacques, popularmente conhecido como Cueca. Nós dois temos a mesma idade: 62 anos. Pessoas vividas, experientes, com família. Ele tem três filhos e eu também. Ele tem quatro netos, eu também, por coincidência. Famílias maravilhosas, graças a Deus. Muita coragem nós tivemos também para encarar esse pleito eleitoral diante das dificuldades de hoje, com a pandemia da covid-19. Nós somos candidatos por gratidão à nossa cidade. Nós queremos levar a nossa experiência na administração privada para a pública. Atender a população com harmonia, respeito e carinho. Como a gente atende no balcão da farmácia, atende com carinho, respeito, toda a população. E a gente vê que hoje a população entende que essa nossa experiência vai ser fundamental para que nós possamos humanizar a nossa prefeitura. Nós temos que ter uma prefeitura enxuta, não pode ser a maior empresa em número de empregados no nosso município. Nós queremos que essa experiência seja envolvida para dentro da nossa prefeitura municipal.

Emerson Luciano Stein (MDB)

https://vimeo.com/474883913

Raio X

NOME: Emerson Luciano Stein (MDB)

NATURAL: Blumenau

IDADE: 45 anos

ESTADO CIVIL: divorciado

FILHOS: sem

FORMAÇÃO: Gestão Pública

TRAJETÓRIA POLÍTICA: vereador de 2009/2012 e prefeito eleito em 2017/2020, concorrendo à eleição

 

Nós vamos lançar uma nova concessão para água e esgoto no próximo governo” - Emerson Stein (MDB)

 

Romário Luiz Tancredo (Republicano) https://vimeo.com/474885354

Raio X

NOME: Romário Luiz Tancredo (Republicano)

NATURAL: Lauro Müller

IDADE: 62 anos

ESTADO CIVIL: casado

FILHOS: três

FORMAÇÃO: prático de farmácia, estudando ciências políticas

TRAJETÓRIA POLÍTICA: candidato a prefeito de Porto Belo derrotado em 2016

 


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