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Itajaí

Entrevistão com os candidatos à prefeitura de Navegantes (Parte 1)

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]



Navegantes é uma das promessas  de crescimento e desenvolvimento econômico da nossa região. A cidade dispõe de porto, aeroporto, acessos às rodovias federais e uma orla preservada com 12 quilômetros de extensão.

Mas também enfrenta problemas com saúde, educação, mobilidade e baixa qualidade de vida ofertada aos cidadãos.

Para administrar essa complexa cidade, nove candidatos a prefeito se habilitaram para o pleito 2020 e os eleitores terão que escolher o mais capacitado para a tarefa. Para facilitar a escolha, o DIARINHO entrevistou os candidatos Cirino Cabral (Cidadania), George Pinho (PSOL), Liba Fronza (DEM), Lino Bento (MDB), Mirna Bublitz (Republicanos), Murilo Cordeiro (PSC), Professor Elvis Bucior (PRTB), Roberto Carlos de Souza (PSD) e Valentim Nardelli (Avante). Hoje saem as entrevistas com Cirino, George, Liba e Lino. Na edição de sábado será publicada a sabatina com os outros cinco concorrentes. As fotos são de Fabrício Pitella e as entrevistas de Franciele Marcon. Confira os textos e vídeos, também, no site www.diarinho.com.br e nas nossas redes sociais.



DIARINHO – Navegantes é a única cidade de SC que dispõe de um porto, aeroporto e de um acesso direto a BR 101, mas que por falta de representatividade política, carece de investimentos do estado e da União. O caso do aeroporto é emblemático, pois houve expectativa sobre uma ampla reforma que seria promovida pela Infraero e depois a notícia de concessão do terminal à iniciativa privada. Só que o edital que prevê a privatização tem falhas crassas, sequer prevê nova pista. Se for eleito prefeito, o que o senhor pretende fazer para reparar isso? 

Cirino: A gente verifica no meio político essa falta de representatividade. A gente vê que tem o problema do aeroporto, tem a questão da bacia de evolução, tem a BR 470. Nos falta realmente a representatividade necessária pra brigar por isso. Se tu verificares, das 10 principais obras públicas, seja federal, estadual, que está acontecendo no estado, tu vê que Navegantes comporta várias delas. Nós temos a questão do aeroporto, nós temos a questão da bacia de evolução, nós temos a questão da 470, tem a questão da marginal da 101. Navegantes está no centro de todo esse debate e precisa de um prefeito atuante, precisa também de uma representatividade no poder executivo pra que chegue junto ao governador, chegue junto ao governo federal, através dos deputados federais e senadores.

George: Eu acredito que o nosso aeroporto, até por ser internacional, tem uma grande função dentro de Navegantes para promover o turismo. E não está sendo aproveitado. A cidade reestrutura-se para que aquela parte em volta do aeroporto tenha melhor visibilidade pelo turista e a gente consiga fazer a cidade crescer, exatamente porque nós temos algo que muitas cidades de Santa Catarina não têm. Em relação ao porto, eu acredito que nós precisamos vender e não apenas comprar. Porque daí arrecada-se recurso. Nós poderíamos conciliar, em parceria com o município, para atender os navios de cruzeiros.


Liba: Eu como presidente da última gestão da ACIN lutei muito por essa causa do aeroporto. Trazer o aeroporto pra Navegantes, a concessão da forma original, como foi proposta lá no princípio, com uma nova pista de pouso e decolagem. Se conseguir ser prefeito, a gente vai trabalhar para que isso aconteça efetivamente. Não usando somente as forças políticas, mas a força empresarial da nossa região. Navegantes precisa resgatar a credibilidade política primeiro, junto a nossa população, aos governantes do nosso estado. Mas tem que demonstrar a força empresarial. Deixar de ser somente uma cidade coadjuvante pra ser uma cidade protagonista. Não apenas do aeroporto, mas do desenvolvimento da cidade.

Lino:  Nós vamos nos associar aos deputados federais. Nossa preocupação não é somente com o aeroporto, é a conclusão do molhe norte, do rio Itajaí-açu, que ficou pela metade. É um equipamento extraordinário de turismo, precisamos explorar e, infelizmente, a prefeitura municipal não conseguiu viabilizar a conclusão do molhe. E, com certeza, não se mobilizou no momento em que o edital vinha prejudicando Navegantes, a região e Santa Catarina. Nós vamos questionar junto ao governo federal, junto ao presidente Bolsonaro, para que esse edital tenha uma modificação e possa atender aquilo que nós mais precisamos.

DIARINHO – Navegantes é uma cidade que se descobriu turística depois do parque Beto Carrero. Até então, era um balneário de veraneio com famílias que investiam em casas na orla da cidade. Além da facilidade de ser vizinha do parque temático, o que a cidade oferece de opção turística aos visitantes?

Cirino: Navegantes pode ser, e eu acredito que vá ser nos próximos anos, o grande boom, vai sofrer o grande boom da questão turística. Por que? Nós temos 12 km de praia. Nós temos o rio, em que pode ser explorada a questão do turismo náutico. Nós temos o santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, pro turismo religioso. Quantas pessoas vão até Nova Trento ver a Santa Paulina ou vão a Iguape? Navegantes tem essa possibilidade tendo um santuário para entrar no roteiro. Nós temos a parte rural para trabalhar. E também tem o turismo de aventura. A gente pode explorar o cicloturismo na cidade. Nós podemos também trabalhar a questão do turismo de eventos, com congressos, workshops, trazendo esse tipo de atração aqui pro nosso município de Navegantes.

George: Se a gente pegasse os urbanistas para trabalhar essa questão. Nós poderíamos revitalizar todos aqueles 12 km de praia. Além do mais, pegar engenheiros da área ambiental para que se pudesse valorizar aquela parte dos 12 km, assim a gente conseguiria atrair o turismo. E melhorar o serviço de hotelaria, o serviço dos restaurantes. O candidato que for eleito tem que fazer exatamente isso: melhorar a estrutura de Navegantes para que se possa atrair mais investimento e o comércio possa crescer.


Liba: Navegantes, embora tenha um potencial turístico enorme, ele não está sendo usado, potencializado pelo poder público. Além dos 12 km de orla, nós temos toda a questão dos dois molhes, molhe norte, molhe sul da praia de Navegantes, um potencial. O rio Itajaí-açu Navegantes hoje está de costas pra esse rio. Ela precisa virar ao rio Itajaí-açu, explorar esse potencial turístico que existe. Ter todo cuidado com o interior, a região de Escalvados, o Morro da Pedra, é um grande atrativo turístico. Precisa ser trabalhado, tem como a gente melhorar. E o nosso parque natural, que é um parque onde pode ser explorado o turismo de aventura, o turismo de observação. Nós temos vários pontos turísticos em Navegantes. Podemos tratar do turismo religioso, do turismo de tradição cultural. Navegantes tem potencial turístico que não está sendo explorado.

Lino: Praticamente nada. Nós temos uma matriz econômica que é o turismo natural, que a própria natureza nos deu. E, infelizmente, não se trata o turismo na nossa cidade com profissionalismo. O turismo abre um leque de oportunidades. Nós temos lá o turismo de experiência, o turismo gastronômico, o turismo cultural, o turismo de eventos, o turismo rural, o turismo religioso. Nós temos festa de Nossa Senhora de Navegantes em todo o litoral do país, mas santuário só em Navegantes. Note que nós temos dois milhões e meio de pessoas desembarcando no Beto Carrero todos os anos e nem 1% dessas pessoas atravessam a ponte do rio Gravatá pra consumir em nossos restaurantes ou nas nossas pousadas. Nós temos apenas 400 leitos de hotéis na cidade enquanto que Penha tem quase seis mil. Nós estamos muito aquém. Não podemos mais ficar nesse marasmo, achando que turismo é somente banda no final do ano ou Navegay no momento do carnaval.

DIARINHO – Historicamente as administrações públicas de Navegantes têm sido marcadas por  ações do Gaeco, polícia Civil, ministério Público, inclusive com agentes públicos e políticos envolvidos em escândalos de corrupção. O que o senhor pretende fazer, caso eleito, para evitar casos de corrupção no governo? 

Cirino: Infelizmente, isso mancha o nome e o histórico da cidade. Inclusive eu, como vereador, fiz várias denúncias para o ministério Público. A gente fica orgulhoso do nosso efetivo trabalho enquanto legislador e fiscalizador do dinheiro público. Mas não deixa de ficar triste enquanto navegantino de ver o nome da tua cidade aí na página policial. O nosso dever enquanto administrador público é manter o mesmo tratamento de quando trabalhava na câmara, de fiscalizador. Ser um agente fiscalizador para que a gente consiga trabalhar com recurso público da melhor forma possível. E sem apadrinhamento político, sem conchavos.


George: Eu sempre digo que a corrupção se combate antes mesmo de ser eleito, nas urnas. O povo deveria ser o principal agente para combater a corrupção. Mas digamos que seja eleito, como que eu tenho que fazer para combater a corrupção no governo? Primeiro, eu não posso estar filiado a uma pessoa, exemplo, sou candidato a prefeito e trazer um vice que tenha um passado sujo. Ou que o candidato fosse prefeito e tem o passado sujo... A nossa intenção é a seguinte: primeiro não vamos pegar indicação, todos serão selecionados por um processo bem democrático, com um processo seletivo. Nenhuma pessoa deve ter qualquer vínculo com corrupção.

Liba: Primeiro que nós vamos trabalhar de forma totalmente transparente. Teremos um portal de transparência onde todas as ações do governo municipal serão vistas pela população. E teremos um trabalho de auditoria constante dentro do nosso município. É importante essa questão da transparência, a credibilidade, do resgate da credibilidade do poder público. Pra isso nós temos que ter pessoas qualificadas e não cargos políticos nas funções de secretários, diretores. Nossa proposta é exatamente essa, nós não temos nenhum envolvimento político com nenhum partido, com nenhum outro tipo de político da nossa região. Nós temos autonomia total para poder fazer gestão de maneira clara.

Lino: Corrupção não se acaba, mas tem que ser combatida todos os dias. Todas essas ações que o Gaeco vem colocando em prática são fruto de investigações e denúncias que eu fiz enquanto vereador. Eu não vou permitir que qualquer setor da prefeitura possa sequer pensar em fazer qualquer coisa que não venha ao encontro dos princípios administrativos do setor público. Nós vamos combater todos os dias e ceifar assim que identificar qualquer margem de corrupção no nosso governo.

DIARINHO – Navegantes depende de Itajaí pro abastecimento de água. Desde o dia 13 de outubro, o Semasa tem vendido água com altos índices de salinidade. No final de semana, o rompimento de uma adutora em Itajaí deixou Navegantes sem água. O problema ainda se agrava na temporada de verão, quando a cidade recebe turistas e não recebe água suficiente para suprir a demanda. Qual o seu plano para a questão de abastecimento e saneamento, caso seja eleito?

Cirino: Vamos transformar a Sesan numa autarquia. Hoje todo o dinheiro que o contribuinte paga entra no cofre geral da prefeitura. O prefeito aplica na água se quiser e da forma como quiser. A nossa ideia é criar uma autarquia para a Sesan de Navegantes. Criando essa autarquia e o dinheiro ficando lá, nós vamos trabalhar em algumas frentes como água, esgoto, coleta de lixo - vai vencer a licitação, a concessão da Recicle, em 2022. E também a questão do lixo reciclável. A gente precisa fazer com que a Sesan trate daquilo que realmente é sua responsabilidade, que é água. E pra isso o dinheiro deve ser destinado exclusivamente pra esse setor.

George: Eu já visitei várias cidades do Brasil, inclusive que não chegam nem perto das cidades aqui do sul, e elas usam um sistema, que eu acredito que é eficiente, porque eu nunca tive problema com água lá. Tem os poços artesianos. Outro projeto interessante que eu coloquei em parceria com os urbanistas foi o seguinte, a gente faz a captação da água da chuva. A partir de 1º de janeiro, todas as residências têm por obrigação construir as cisternas. Eles que vão pagar? Não! Eu como gestor faria o que: eu tiraria os impostos do município sobre a pessoa que vai construir e esse dinheiro seria utilizado para essas cisternas que farão a captação da água.


Liba: Nós precisamos cortar essa dependência de Itajaí. Nós vamos planejar. O principal ponto, nós pretendemos fazer uma autarquia na questão de saneamento básico e água em Navegantes. Para que seja um trabalho de maneira muito profissional. Tem condições de nós melhorarmos essa qualidade de água em Navegantes, fazendo captação nas próprias terras de Navegantes, junto ao rio, divisa de Luiz Alves ou no próprio rio Itajaí-açu , perto de ilhota. Ou então nós acertamos com uma concessionária que já tem estrutura pra isso e tem know-how pra poder tratar esse abastecimento de água. Com relação ao saneamento básico, a gente precisa tratar com mais seriedade ainda. Nós não temos nem um metro de saneamento básico na nossa cidade. E se a gente quer potencial turístico, quer o desenvolvimento turístico, nós temos que tratar esse assunto. A princípio, imediatamente, a gente vai ter que rever a questão de reservação de água em Navegantes, porque tem poucos reservatórios para atender a demanda e ver a questão das tubulações existentes.

Lino: Nós não temos nenhum lugar em Navegantes, pelo menos pelo rio Itajaí-açu, livre de salinidade para fazer a captação, o tratamento e, posteriormente, a distribuição. Nós temos uma opção, nós temos uma outorga no rio Luiz Alves, nos fundos do Morro do Leiteiro, onde a gente pode captar volume suficiente para fazer o tratamento. Porém, nós não temos capacidade de endividamento e nem capacidade de investimento pra uma obra tão vultuosa como essa. Nós temos que partir para as PPPs. Nós vamos fazer um edital de credenciamento das empresas interessadas. Vamos discutir com a sociedade a tarifa, vamos discutir com a sociedade o modelo ideal de edital para ofertarmos uma água de qualidade, uma tarifa socialmente justa e que possa trazer equilíbrio pra empresa fazer os reinvestimentos de acordo com a evolução da cidade.

DIARINHO – Navegantes enfrenta problemas crônicos na questão de mobilidade urbana. O primeiro dificultador é o ferry boat, instalado no centro da cidade. O projeto de um túnel ou de uma ponte nunca saiu do discurso político. A cidade cresceu sem planejamento, isso implica em ruas estreitas, becos e servidões, calçadas sem qualquer tipo de padrão ou acessibilidade, ruas esburacadas e um acesso vergonhoso ao aeroporto de Navegantes. Como melhorar a mobilidade para pedestres e ciclistas e resolver a questão dos arredores do ferry? 

Cirino: O que falta é realmente a prefeitura trabalhar bem a questão das ruas e a calçada, fazer a padronização que eu acho que é muito importante. Para padronizar as calçadas nós vamos dar incentivo fiscais para as pessoas adotarem o padrão da prefeitura. Eu creio que hoje muito não é feito sobre essa questão da calçada padronizada porque os munícipes não tem qualquer incentivo. E nós vamos incentivar. Com relação a ponte (...), ali no bairro Machados, em Navegantes, na rua Carlos Meyer, após a Naveship, tem uma saída que dá acesso ao rio numa distância a Itajaí de 100, 150 metros. Sairia talvez ali na Murta, a ligação com Itajaí.  Segundo momento é a gente ir a Brasília, juntamente com o prefeito de Itajaí, e nós conversamos lá com o ministério da Infraestrutura e com o DNIT para eles autorizarem a Autopista Litoral a fazer a obra da marginal, ali da BR 101. O projeto já existe, já tem essa marginal vindo lá de Barra Velha  até Itapema. A gente poderia fazer assim como já foi feito aqui no Itajaí-Mirim, a gente tentar fazer uma marginal entre Itajaí e Navegantes. O nosso grande problema de mobilidade é que quando fecha a ponte do rio Itajaí, trava todo o centro de Navegantes.

George: Todas essas questões que você colocou, eu presencio todos os dias. Primeiro usar corretamente o recurso para o fim  ao qual ele se destina. Se é asfalto é asfalto. Segundo, calçadas. Nós não temos calçadas em Navegantes. Se tiver, talvez não chega a 10%. Calçada, ciclovia, a gente precisa disso. Paradas de ônibus, porque ou você pega sol ou você pega chuva. E com relação ao ferry boat, uma das estratégias é a seguinte. A ponte realmente não vai sair do papel tão cedo porque ela está avaliada em R$ 350 milhões, R$ 400 milhões. As empresas que estão prestando o serviço têm que resolver essa questão em parceria com o município. Melhorando o tamanho das balsas, para que não houvesse esse congestionamento.

Liba: A questão do ferry boat é crônica em Navegantes e não é de hoje. Nossa proposta é rever a questão do trajeto, das filas de estacionamento do ferry boat. Essa forma das pessoas estacionarem nas filas. Já temos pessoas trabalhando em cima desse estudo. Nós iremos botar a mão nessa ferida, iremos trazer uma solução. Seja usando o ferry boat aqui no centro como também trazendo condições para usar a balsa que existe no bairro São Domingos ou Machados, naquela divisa. A gente sabe que o túnel ou a ponte é algo que tem que ter uma pressão política, não depende do município. Mas depende de verbas estaduais ou verba federal a qual nós vamos tentar buscar esse recurso. Com relação a mobilidade dentro da cidade, a gente sabe que ela é uma cidade que embora tenha sido planejada quando da sua fundação há 58 anos, mas pelas várias gestões políticas houve uma perda desse planejamento. E nós temos hoje ruas e servidões, como você mesma colocou, de péssima qualidade, estreitas.

Lino: Nos 58 anos de emancipação da cidade, a única intervenção que houve em mobilidade urbana foi com a via portuária. Houve indenizações e o alargamento de toda aquela entrada da cidade para chegar ao acesso ao aeroporto. Foi só isso. Nós vamos partir para os investimentos nas desapropriações necessárias para fazermos interligações, binários e também bolsões para que o transporte público possa ter a possibilidade de embarque e desembarque com segurança. Ao mesmo tempo deixar a pista de rolamento livre para que não traga nenhum tipo de congestionamento. A ciclovia, ela tem que ter uma malha que possa fluir e interligar a cidade toda. Não tenha dúvida que nós precisamos fazer essas intervenções para que a mobilidade urbana se dê com segurança. Com relação a ligação física entre Itajaí e Navegantes, o fato é que os dois prefeitos têm que assumir essa condição política para buscar junto ao governo do estado o protagonismo dessa grande obra, que não é mais uma obra que vai ligar Itajaí e Navegantes, e sim para o desenvolvimento dessa região.

DIARINHO – Navegantes nunca conseguiu lançar o edital para o transporte público da cidade. Em 2019 chegaram a ser feitas audiências para discutir a concessão, mas até hoje a concorrência pública não saiu do papel. Isso implica em outros problemas como falta de abrigos de ônibus, itinerários falhos, falta de mobilidade para a população. Qual a sua proposta pra que a cidade tenha transporte público garantido?

Cirino: Eu participei da comissão que tratou do transporte público em Navegantes. O projeto está pronto, edital pronto, foi aprovado pelo Tribunal de Contas, foram feitas as audiências públicas, e, estranhamente, eu não sei porque que esse edital não foi pra praça ainda. Sinceramente eu não consegui entender. Tenho conversado com nossa equipe de governo, justamente pra que a gente, em seis meses, refaça essa consulta pública, para que as pessoas possam participar novamente nesse governo. Refaça também consulta junto ao Tribunal de Contas e dentro de seis meses a gente coloque esse edital na praça. Nós estamos desde 2012 sem o edital de transporte público municipal. A gente precisa fazer com que o navegantino tenha esse respaldo.

George: O próprio sistema incentivou as pessoas a usarem mais o carro individual do que o coletivo. Tanto que algumas empresas reduziram o número de rotas e até mesmo o número de ônibus. Isso é um problema gravíssimo. Navegantes não tá fora disso. Tanto que antes se pegava o ônibus em uma hora, agora, provavelmente, o trajeto tá em duas horas. A opção seriam os transportes alternativos. Provavelmente o transporte por meio de aplicativo ou talvez um outro transporte, igual eu vi no Maranhão, que é eficiente, que são os micro-ônibus. Já que eu não tenho ônibus, tenho uma outra empresa de micro-ônibus que passa num curto período de tempo, entre 20 a 30 minutos. É um projeto eficiente, que lá no nordeste funciona, e eu acho que Navegantes não seria diferente.

Liba: Esse é um problema que já vem se arrastando há anos. Se eu não me engano, há 12 anos dentro de Navegantes. Os editais lançados não condizem com a realidade do nosso município. E 40% da população, o máximo disso, pega transporte coletivo. A gente não sabe se é pela péssima qualidade desse transporte ou porque realmente o modal de transporte mudou com a questão de Uber, motos e essas coisas. A nossa proposta é criar um sistema integrado, circular de ônibus, mudar esses trajetos. Navegantes há 12 anos era uma realidade, hoje ela tem uma população totalmente diferente. Nós temos que criar esse modal no sentido circular na cidade de Navegantes. Mais ou menos um sistema de bondindinho como existe ali em Balneário Camboriú. Pequenos ônibus circulando em toda cidade sem paradas em pontos distintos, mas em qualquer lugar da cidade recolhendo essa população.

Lino: Desde 2012 nós estamos sem transporte público municipal. Com o consórcio multifinalitário, constituído pela Amfri, nós vamos poder juntar as três cidades: Piçarras, Penha e Navegantes. Então consegues promover um edital mais atrativo, onde possa ter mais linhas, onde possa ter mais horários, atender toda a cidade, consequentemente, fazer a ligação entre os três municípios, que não tem mais fronteiras verdes. Nós estamos totalmente conurbados entre os três municípios e, com certeza, nós vamos optar por esse edital. Não tenho dúvida de que nós fizermos isoladamente, a tarifa pode ficar muito cara. Os itinerários podem ser muito pouco ofertados e não teremos horário suficiente para atender a demanda da população.

DIARINHO - Navegantes ficou abaixo da média nacional, nos anos iniciais,  quando observados os índices do Ideb na educação. Já nos anos finais e no ensino médio, a cidade ficou acima da média. Por que há dificuldade em prestar uma boa educação nos anos iniciais,  justamente os que permitem a alfabetização das crianças? Falta de vagas em creche é outra reclamação. Quais as suas propostas à educação?

Cirino: Nós não temos concurso público. É muito processo seletivo só pra contratação de ACTs, isso gera uma insatisfação, insegurança geral. As nossas formações são bastante precárias. Esse governo dos últimos quatro anos passou, se eu não me engano, cinco secretários de educação, ou seja, não tem um planejamento pra curto, médio e longo prazo pensando em educação. Não se trabalha a parte pedagógica, não foi desenvolvido o edital que contrata a questão das apostilas, que era uma grande reinvindicação dos nossos educadores, que tivesse apostila para ter um material didático pros nossos alunos. Nós precisamos avançar nesse tema, nós precisamos fazer concurso, nós precisamos fazer uma reforma administrativa na educação. Nós precisamos fazer um piso municipal do salário de professores que seja superior ao nacional. Nós precisamos criar seis super creches, justamente pra atender essa grande demanda que nós temos.

George: Eu coloquei no plano de governo exatamente isso, porque eu acho que é uma das coisas mais importantes, a questão da educação. Nós precisamos ter professores, vejo eu, que teriam que ter entre um mestrado e um doutorado. Então o que o poder público poderia fazer, em parcerias com ONGs, gerenciar parcerias também com universidades e dar essas bolsas. Porque quanto mais qualificado for o profissional, melhor. Eu preciso melhorar, facilitar a entrada desse profissional nas universidades pro mestrado e doutorado. Com relação a creche, claro que o poder público não vai conseguir reduzir as filas em 100%, mas tem medidas pra fazer.

Liba: Primeiro fazer uma reforma administrativa com relação a todo o quadro da educação. Uma das grandes dificuldades de Navegantes é a lotação de cargos, de diretores, por indicação política. Nós temos que tratar isso de forma técnica. Não podemos ficar colocando as pessoas por indicação de vereadores, de agentes políticos. Isso já vai trazer uma qualidade melhor ao ensino de Navegantes. Tratar a qualidade das salas de aula também, o ambiente dos alunos estudarem. Criar laboratórios, criar bibliotecas. Dar estrutura para que os alunos e os professores possam exercer a sua função dentro da educação de Navegantes. A população de Navegantes cresce na faixa de 7% ao ano. Esse planejamento tem que ser feito pelo poder público. E diante disso, preparar escolas para o futuro, não somente alugar salas, mas construir escolas com estruturas para atender essa demanda.

Lino: Isso é fruto de uma gerência totalmente desgovernada. Mesmo porque em três anos e meio tivemos cinco secretários de educação. Nós não temos diretrizes na educação. São 2300 professores, desses 900 são ACTs. Em alguns casos, principalmente nas séries iniciais e até também na educação infantil, virou bico ser professor em Navegantes. Nós queremos dar um plano de carreira ao professor, abrir novos concursos e zerar as demandas de creches, criando novas vagas. Não tenho dúvida de que nós temos que fazer um investimento muito forte na questão física das unidades. Por exemplo, no bairro Machados, nós não temos uma escola municipal de educação infantil e de ensino fundamental, o Adelaide Konder faz esse papel. No bairro São Pedro, a mesma coisa. A escola Irene Romão faz esse papel. Nós precisamos construir escola de educação infantil e de ensino fundamental nesses dois bairros.

DIARINHO – A saúde de Navegantes sempre foi objeto de queixas da comunidade, mas o quadro piorou muito após a pandemia de covid. Há relatos de espera de mais de seis meses para uma simples consulta com especialista. Falta de equipamentos e negligências custaram a vida de bebês e adultos no hospital de Navegantes. A UPA do Gravatá nunca foi entregue, estruturas de postos de saúde, como a policlínica de Machados, necessitam de reformas. Como mudar o quadro caótico da saúde na cidade?

Cirino: Eu sinto na pele a dor que o navegantino sente com relação a saúde. O meu irmão, em dezembro, teve um acidente de trânsito, cortaram a frente dele, ele ficou três horas no nosso hospital, sem um ultrassom, raio-x, com hemorragia interna. E ficou três horas parado lá, sem qualquer tipo de exame. Se tivéssemos um raio-x, ultrassom, quem sabe a história dele poderia ter sido outra. Eu não tenho plano de saúde, sou usuário do SUS. Eu uso nosso hospital, uso o posto de saúde. E eu vejo que realmente os nossos governos pecaram bastante. A gente precisa terminar o nosso hospital, precisa equipá-lo com ultrassom e raio-x, minimamente. Primeiro de tudo: nós vamos tirar os 11 subprefeitos, nós vamos acabar com as subprefeituras, que é uma estrutura de mais de R$ 2 milhões, e nós vamos contratar médicos no lugar desses subprefeitos. Depois nós vamos fazer contratos, convênios com clínicas, pra que a gente possa ter esse atendimento especializado. Vamos ter atendimento do oftalmo, do ortopedista. Não só de exames, mas também de consultas, de especialistas, que é um grande problema que Navegantes tem.

George: Quando eu entrei na área da saúde a minha preocupação era exatamente essa. Eu preferi que todo o meu estágio fosse na área da saúde para poder trabalhar a realidade de Navegantes. E eu vi uma coisa bem simples, com a orientação de bons doutores da área. Traga uma clínica escola, um hospital escola e faça com que tenha o que a gente chama de mutirão nos bairros com 30 novos médicos, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde. A gente consegue fazer os mutirões, que é um dos meus projetos, reduzir essa fila, de seis meses, que realmente acontece, pra 72 horas. E com relação aos laboratórios e exames, o que dá pra ser feito, dá pra construir de imediato? Não. Mas com pelo menos 15%, que dá R$ 150 mil por dia, o que que a gente faria, parceria com as instituições da área de saúde que prestam esse serviço.

Liba: Você foi até gentil em falar em seis meses só de espera de consulta ou de exames de especialidades. Constatamos junto à população que são esperas de mais de três, quatro ou cinco anos. Uma forma da gente mudar, primeiro, um mutirão para acabar toda essa fila de exames. Existem 18 mil inscritos no exame de ultrassom em Navegantes. Essa fila monstruosa que já não condiz com a realidade. Muitas pessoas já morreram, tem duplicidade de exames, isso tem que ser mudado. Nós precisamos contratar mais médicos, melhorar o sistema, humanizar o sistema de saúde de Navegantes. Usar tecnologia em favor, não existe informação sobre o paciente que está sendo consultado em Navegantes. Essa falta de informação faz com que a gente não tenha o sistema primário de atendimento ao nosso cidadão navegantino, gerando uma pressão no sistema de saúde. Estudos têm mostrado, nós temos feito isso, que 80% do atendimento da população navegantina com relação a saúde, a gente já mata no sistema primário. Nós também iremos criar sistemas preventivos, conhecendo a necessidade da população junto à questão de saúde. São rotinas com relação a diabetes, com relação à pressão alta, problemas crônicos que existem, a gente vai fazendo esse tratamento em casa.

Lino: Investimento. Hoje nós temos R$ 360 milhões em arrecadação. Somos a 13ª cidade em arrecadação no estado. Penso que sem a gestão e a capacidade de investimento as coisas não acontecem. Hoje nós temos capacidade de investimento, porém a gestão é pífia. Nós vamos dar prioridade, nós vamos parar tudo, para num prazo máximo de seis a 10 meses, entregar a obra do hospital. Isso é prioridade zero. A UPA do Gravatá nós temos que reavaliar a finalidade, para poder também entregar aquela importante obra à comunidade do Gravatá, Meia Praia e Pedreiras. Eu não tenho dúvida de que se nós tivermos um enxugamento da máquina pública, nós teremos maior capacidade de investimento, principalmente na área da saúde. Nós não podemos permitir que a policlínica de Machados fique sem um raio-x como está hoje. Que não tenha um ultrassom, que é um exame de média complexidade. O cidadão espera mais de dois anos para um exame de alta complexidade. Na saúde não existe fórmula mágica: é gestão e investimento.

DIARINHO - O senhor foi um combativo vereador de oposição.  Saiu do MDB após divergências com o também candidato Lino. Tem apoio do seu tio, o ex-prefeito Deba, que pediu desfiliação do MDB e declarou apoio à sua candidatura. O senhor traz como vice o PT e  fala em uma nova forma de administrar, mas faz parte de uma família tradicional que sempre esteve ligada ao poder. Por que acha que os navegantinos vão entender que o senhor é a melhor opção?

Cirino: A gente sempre foi bastante combativo na administração. O PT foi o meu parceiro na câmara de vereadores durante esses quatro anos. A gente sempre manteve o contato com eles, sempre propusemos ações conjuntas. Eu vislumbrava sempre a figura do Luizinho como  uma ótima pessoa, uma excelente pessoa pra estar junto conosco. A nova política, ou a política boa que a gente pretende pra Navegantes independe de questão de família, independe da questão partidária. Ela, sim, é trabalhada  com ações. Eu posso crer que eu e o Luizinho, candidato a prefeito e candidato a vice, somos dois advogados. Ele, quando foi vereador, foi referência na sua legislatura. Eu vejo como uma dupla excelente pra Navegantes.

DIARINHO - O senhor é Formado em Psicologia, pós Graduando em Gestão Pública e Gestão de Recursos Humanos. Trabalha na indústria da pesca, fundou o PSOL de Navegantes há dois e quase não concorreu a eleição municipal porque a justiça indeferiu a sua candidatura, por falta de documentos no pedido de registro. O senhor  se acha preparado para governar uma cidade tão complexa como Navegantes?

George: Eu acredito que sim. Eu tive acompanhando uma gestão em 2002. Eu acompanhei por dois anos e meio para ver como é trabalhar uma cidade como Navegantes. Apesar de que se você for ver as gestões em cidades do nordeste são bem mais difíceis. Você aprende a lidar com pouco e resolver grandes problemas. Eu vejo que Navegantes não é um grande problema nesse aspecto, porque o recurso é suficiente. Nós tínhamos R$ 1 milhão por ano, aqui são 365 milhões por ano. Dá pra fazer muita coisa. Eu acredito o seguinte, tanto que a minha área de gestão pública é exatamente para aperfeiçoar aquela indecisão que eu ainda tinha, se eu realmente seria apto. Acabei optando por isso. Eu vejo que Navegantes não chega nem perto de onde eu trabalhei com relação a uma gestão pública.

DIARINHO - A coligação PSL, Solidariedade e DEM anuncia nomes que não têm passado na vida pública. Isso significa que não há ligação com supostos esquemas de corrupção denunciados nos últimos anos. Por outro lado, o senhor acha que a experiência  como  ex-presidente da Associação Empresarial de Navegantes e como empresário basta para dar credibilidade ao eleitor de que o senhor conseguirá, caso eleito, administrar uma cidade complexa como Navegantes?

Liba: A minha experiência, no ramo empresarial, e quem está junto comigo nesse projeto, os empresários, as pessoas do bem, com vasto conhecimento da cidade, vasto conhecimento em gestão, trarão toda segurança possível para gente fazer uma gestão diferenciada. Eu mesmo tenho todo esse conhecimento: há 27 anos empresário. Todos com uma conduta ilibada. Não quero fazer de quatro anos de gestão uma tragédia, mas sim uma marca positiva em Navegantes. Eu tenho plena convicção de que isso é possível através do meu conhecimento. Essa questão de fazer administração pública não vai ser diferente do que a gente já vem conduzindo nas nossas empresas durante todos esses anos e com êxito.

DIARINHO - O senhor tenta há anos chegar ao comando do executivo, mas sem sucesso. Teve uma disputa interna com o candidato Cirino. Depois destituiu da executiva do MDB, o Joãozinho e o João Matos. O senhor ficou isolado no partido e se aproximou do atual governo. Apesar de não ser oficial, sabe-se que o atual prefeito e os cargos comissionados estão pedindo votos ao senhor. Porque esse apoio do prefeito acontece de forma velada? O senhor vai acomodar o PP num eventual governo seu? 

Lino: Eu não tenho desavença interna com o Cirino e também não destituí o João Matos e o Joãozinho. Eu destituí o meu próprio irmão da presidência e toda a executiva! Pois não admitia a forma que estavam tratando a instituição MDB. O MDB é propriedade dos filiados e não de meia dúzia. Destituí o meu próprio irmão e toda a executiva! Eu sou um político, eu sou um homem que sustento o que eu falo e o que eu faço. Com relação a minha aproximação com o prefeito Emílio, não houve aproximação. Ele que se aproximou, ele me ofertou ser vice, ele me ofertou mais dois candidatos a vereadores para vice. Eu não aceitei e simplesmente coloquei pra ele a verdade. O fato é que ele não reunia as condições para concorrer as eleições.

Cirino Cabral 

https://vimeo.com/473619909

Raio X

NOME: Cirino Adolfo Cabral Neto NATURAL: Navegantes IDADE: 38 anos ESTADO CIVIL: casado FILHOS: duas   FORMAÇÃO: Direito e Mestre em Gestão de Políticas Públicas e Doutor em Direito TRAJETÓRIA POLÍTICA: Vereador eleito em 2016; candidato a deputado em 2018

 

Vamos transformar a Sesan em autarquia” - Cirino Cabral

 

George Pinho

https://vimeo.com/473622323

Raio X

NOME: George Pinho NATURAL: Pedreiras [MA] IDADE:  42 anos ESTADO CIVIL: Solteiro FILHOS:  Não FORMAÇÃO: Psicólogo, pós graduando em Neurociência, Cinesiologia, Física, e Gestão Pública. TRAJETÓRIA POLÍTICA: primeira vez que disputa uma eleição

 

Nós não temos calçadas em Navegantes” - George Pinho

 

Liba Fronza

https://vimeo.com/473624128

Raio X

NOME: Libardoni Fronza

NATURAL: Pouso Redondo [SC] IDADE: 49 anos ESTADO CIVIL: casado FILHOS: duas FORMAÇÃO: administração de Empresas, Pós-Graduação em Gestão de Supermercados TRAJETÓRIA POLÍTICA: disputa sua primeira eleição

 

Não temos um metro de saneamento básico” - Liba Fronza

 

Lino  Bento

https://vimeo.com/473617774

Raio X

NOME: Fredolino Alfredo Bento

NATURAL: Navegantes

IDADE: 52 anos

ESTADO CIVIL: casado

FILHOS: dois 

FORMAÇÃO: ensino médio

TRAJETÓRIA POLÍTICA: vereador por três mandatos 2005 a 2016; secretário de Obras em 2001 a 2004 e 2004 a 2008; secretário Regional de Itajaí em 2018; secretário de Planejamento de Penha em 2019

 

Turismo não é banda no final do ano ou Navegay” - Lino Bento (MDB)

 




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