Itajaí

Governo autoriza volta do Catarinense

FCF diz que houve “entendimento” com governo pra volta segura dos jogos. Protocolo prevê testes em jogadores e comissão técnica

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Após prorrogar por mais 14 dias a suspensão de eventos esportivos, o governador Carlos Moisés (PSL) voltou atrás e liberou a retomada do campeonato Catarinense de Futebol. Uma portaria regulamentando o retorno foi lançada na tarde de ontem. Pelo decreto de sexta-feira, a competição ficava suspensa até 7 de agosto em razão do avanço da covid-19 pelo estado. São cerca de 70 mil infectados e mais de 900 mortos pela doença em Santa Catarina, com 10 regiões em situação gravíssima.

Em nota no domingo à noite, a federação Catarinense de Futebol informou que a entidade, o governo estadual e a secretaria estadual de Saúde chegaram a um “entendimento” para o retorno do campeonato, com liberação a partir dessa segunda-feira. A confirmação saiu de conversa entre o presidente da federação, Rubens Angelotti, e o governador Carlos Moisés.

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“Solícito, o governador escutou os apelos da entidade e se mostrou compreensivo com a situação, entendendo a importância da continuidade da competição e a garantia das medidas adotadas para garantir toda a segurança possível na realização das partidas”, diz a nota da federação.

Conforme a entidade, foi considerado na decisão o risco “extremamente reduzido” no gramado em razão da testagem de atletas e funcionários, que dariam “condições sólidas” pra retomada acontecer. “Além disso, a transmissão das partidas pela TV, web e rádio são atrativos para ajudar a manter as pessoas em casa, conforme recomendado pelas autoridades sanitárias,” justifica a federação.

Os jogos que já estavam anteriormente marcados para a semana acontecerão na quarta e quinta-feira. O jogo entre Concórdia e Tubarão, contra o rebaixamento, ficou para sábado. Pelas quartas-de-final, quatro jogos estão pendentes: Figueirense x Juventus (quarta-feira), Avaí x Chapecoense, Marcílio Dias x Criciúma e Brusque x Joinville (quinta-feira).

Retorno polêmico

O campeonato havia sido retomado em 8 de julho, depois de quase quatro meses de paralisação desde o início da pandemia, mas foi novamente suspenso em 13 de julho, por descumprimento de medidas preventivas. No começo do mês, atletas e funcionários da Chapecoense, Criciúma, Marcílio Dias, Joinville e Figueirense tiveram casos confirmados de covid-19.

Desde então, foi criada uma comissão de médicos dos clubes que, junto com representantes da federação e de infectologistas da secretaria Estadual de Saúde, avaliaram a adoção de um protocolo mais rígido pra garantir a segurança dos jogadores e funcionários dos clubes.

Testagem de todos os atletas e membros das comissões técnicas em até 72 horas antes dos jogos e afastamento de pessoas infectadas foram as principais mudanças. A partir das medidas, o campeonato seria retomado esta semana. Na sexta-feira, porém, o governo lançou decreto prorrogando a suspensão de competições até 7 de agosto, barrando os jogos finais do Catarinense.

Na semana passada, o clube Atlético Tubarão entrou na justiça Desportiva pedindo o fim do campeonato sem a declaração de campeão e de rebaixado. A diretoria alegou que as restrições da pandemia prejudicam os treinamentos e já geraram prejuízos financeiros, citando que outras federações tomaram a mesma medida.

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Último colocado na tabela, o Tubarão luta pra não cair no estadual. O clube jogaria ontem à tarde, contra o Concórdia, na primeira disputa contra o rebaixamento. O jogo será remarcado. “Estamos aguardando uma definição por parte da FCF sobre a remarcação dos jogos e o novo protocolo a ser adotado, sendo o mesmo para as quartas de final e o playoff do rebaixamento, que era uma das nossas reivindicações”, informou em nota ao DIARINHO.

Marcílio mira na vaga em cima do Tigre

Mesmo com a paralisação do Catarinense e cenário de incerteza, o Marcílio Dias seguiu se preparando para encarar o Criciúma. Os times se enfrentam na quinta-feira, às 16h, no Gigantão das Avenidas, em Itajaí. Vale vaga na semifinal do estadual.

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O técnico Moisés Egert garante estar ciente do que sua equipe tem pela frente. Do outro lado, Egert enxerga um adversário forte. Mas o treinador confia na preparação do elenco rubro-anil.

A receita do comandante do Marinheiro foi “deixar a chama acesa” durante o tempo em que a competição ficou parada. Eles ganharam dois dias a mais para treinar pro duelo diante do Tigre.

Seguindo o protocolo do governo divulgado na segunda-feira, elenco, comissão técnica, direção e demais envolvidos no dia a dia do clube farão novos testes de covid-19 na manhã desta terça-feira.

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Especialista alerta pra “efeito cascata”

O professor da Univali, Raphael Nunes Bueno, especialista em Saúde Pública, alerta para o “efeito cascata” da liberação. “Se eu tenho uma outra atividade que está paralisada eu penso o seguinte: o futebol foi liberado e a minha atividade não foi. Isso estimula, de forma indireta, as pessoas a uma desobediência civil aos decretos”, avalia.

Ele destaca que, com a retomada dos jogos, não só o jogador tem chance de estar se contaminando, como também as pessoas se aglomeram em casa ou em bares pra ver o jogo. De acordo com o Raphael, é preciso entender que o sistema de saúde está colapsado, porque já está no limite e não consegue mais dar uma resposta rápida e eficaz à população.

“Se é pra fazer decreto pra paralisar, que se faça na maior quantidade possível de setores pra realmente conter o avanço, entendendo que a nossa curva está ascendente e que a população que precisa de hospitais já tá superando a capacidade de resposta da rede hospitalar do estado”, completa.



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