Itajaí

Moisés apresenta a defesa na Assembleia

O secretário Douglas Borba, chefe da Casa Civil, entregará na tarde desta sexta, na Assembleia, a defesa do governador Carlos Moisés da Silva, da vice Daniela Reinehr e do secretário Jorge Eduardo Tasca (Administração) no processo que apura crime de responsabilidade pela equiparação dos servidores do Estado com os da Assembleia. A denúncia feita pelo defensor público Ralf Zimmer Júnior, que pede o impeachment do três, baseia-se no veto de Moisés, apresentado em fevereiro do ano passado à emenda que previa a equiparação, dentro da Reforma Administrativa, sob a alegação de falta de recursos, e, mais tarde, o ato ser revertido com pagamentos a partir de setembro do ano passado. O argumento do governo do Estado é o de que não há contradição entre o cumprimento de decisão judicial, em acórdão do Tribunal de Justiça, que obriga o pagamento isonômico e o veto, que ocorreu, ainda de acordo com a defesa, pela ausência de estimativa de impacto financeiro, exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, no parágrafo primeiro do artigo 17. MAIS UM NO SUL Vereador Júlio Kaminski antecipou o que só vai oficializar na janela partidária em março próximo e anunciou a filiação no DEM. Kaminski, um dos maiores críticos ao prefeito Clésio Salvaro (PSDB), quer disputar o cargo no Executivo e já se posiciona como pré-candidato. A foto mostra o vereador em meio à direção municipal do DEM em Criciúma, que é presidida por Lisiane Tuon, e os pré-candidatos à Câmara pela sigla. A vinda de Kaminski é comemorada pelo presidente estadual João Paulo Kleinübing. Interessante é que o Kaminski foi o coordenador da campanha a deputado federal do ex-vereador Daniel Freitas (PSL), ligado ao presidente Jair Bolsonaro e de malas prontas para seguir com a Aliança Pelo Brasil. Outros interesses As peça de defesa do governador, ao contrário de comentários que circulavam nos bastidores do governo, não avança no pano de fundo da denúncia de Zimmer Júnior, uma ação política que atenderia aos interesses corporativistas da categoria, que por ora não chega a representar, as cobranças de reajuste salarial e o grande embate que virá com a discussão da Minirreforma da Previdência. O conteúdo da argumentação é técnico e dá a noção de que o governo ficou embretado e não teria para onde correr, caso não cumprisse a decisão do TJ. Meios Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido confirmado o horário da entrega do documento na Assembleia. Tampouco se o vice-presidente Mauro De Nadal (MDB), já que o presidente Julio Garcia (PSD) está em viagem ao Sul do Estado, estaria presente ou a peça seria tão somente entregue no protocolo do Legislativo ou ao chefe de Gabinete da presidência do Legislativo, Eron Giordani . Moro está sob ataque Apoiadores catarinenses do ex-juiz federal e hoje ministro Sérgio Moro estão como o mesmo sentimento de muitos parlamentares que, há tempos, são fãs de carteirinha do integrante do governo de Jair Bolsonaro, que parece estar sob ataque com a possibilidade real de perder a Segurança Pública da pasta que ocupa. Ficar somente com a Justiça, caso Bolsonaro desvincule a Segurança e crie um novo ministério, desidratada Moro e vai de encontro aos resultados positivos de diminuição da criminalidade, muito pela ação de Moro, que promove uma grande integração de inteligência entre os vários setores de combate à violência, ao crime organizado e à corrupção. O porquê Alçado à condição de estrela pelas duras sentenças que proferiu na Operação Lava Jato, Moro só aceitou ir para a Esplanada e dar um basta na carreira de magistrado porque Justiça e Segurança estariam juntas sob suas ordens. No âmbito da especulação, como integrante do governo teria, no futuro, a possibilidade de virar ministro do Supremo Tribunal Federal ou candidato à Presidência da República, fato que provoca ciumeira em diversos segmentos do poder que gravitam em torno de Bolsonaro. Fato Moro, na maioria das vezes, é maior do que o governo, o que incomoda os conservadores mais ligados a Bolsonaro, embora o assunto durma longe de qualquer vazamento. Na prática, o ministro da Justiça e ainda da Segurança Pública, que tem milhares de seguidores fiéis em Santa Catarina, é aquele indivíduo que você convida para fazer parte de sua equipe e não consegue dispensar depois, no popular mandar para casa, demitir, exonerar. Quem está por trás Dividir a Segurança Pública da Justiça tira os superpoderes de Moro e interessa há muitos. Um deles, sabidamente, é o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e “dono” da pauta do Congresso, sob a alegação de que a segurança precisa de mais autonomia e recursos para aumentar o combate à criminalidade, notoriamente em estados como o Rio de Janeiro, base do parlamentar, sem esquecer o que o ministro pode representar em 2022 ou 2026. O time cresce Na expectativa é grande para saber quantos adversários o tucano Clésio Salvaro terá que enfrentar. Na pista já estão, além do neo-demista Kaminski, a advogada Julia Zanatta (PL) e o coronel PM Cosme Manique Barretto (Podemos) – que terão, juntos ou separados, o apoio incondicional dos bolsonaristas -, e uma eventual união da esquerda, que pode ter Chico Balthazar ou Doutor Juliano, pelo PT, e a já pré-anunciada intenção do vereador Douglas Mattos (PCdoB), em concorrer.






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