Itajaí

DIC indicia PMs envolvidos em prisão de guarda municipal

Eles se passaram por outra pessoa para denunciar jornada dupla de guarda municipal

Dois policiais militares envolvidos na prisão do guarda municipal Erivelto Pacheco, no mês de agosto, foram indiciados pela divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú. Eles vão responder pelo crime de falsa identidade. Os policiais militares fizeram ligações ao 190, se fazendo passar por pessoas da comunidade, para denunciar que havia um homem armado dentro do supermercado Angeloni da Quarta avenida, em Balneário Camboriú. O guarda Eivelto, que não poderia portar arma fora do horário de serviço da guarda municipal, fazia um bico como segurança naquele supermercado. O guarda acabou preso. A investigação apontou que os telefonemas foram feitos de telefones públicos pelos próprios PMs, que estavam em serviço, no dia 14 de agosto. Uma ligação foi feita na rua Estados Unidos e a outra na avenida do Estados Dalmo Vieira. A DIC conseguiu imagens das câmeras de segurança que flagraram as ligações. Erivelto foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Ele estava usando uma pistola 380. Só que os guardas só podem usar armas enquanto dura a jornada de trabalho. Fora do serviço é proibido. O guarda foi liberado na mesma noite da prisão, após pagar a fiança de R$ 350. Ele responde em liberdade. A secretaria Municipal de Segurança afirma que está apurando se ele realmente fazia bico como segurança no mercado. Brigaçada Segundo o delegado Osnei Valdir de Oliveira, a investigação foi finalizada e encaminhada à justiça sem ouvir os suspeitos, pois eles não se apresentaram à delegacia.“Houve um indiciamento indireto”, explicou. Segundo a investigação policial, a denúncia contra o guarda seria uma retaliação dos PMs. Eles estariam revoltados com a prisão de seis policiais militares em maio. Os PMs foram acusados de torturar Pedro Paulo Silva, 19, para obter a confissão do assassinato de Kelvim do Smaral Chiele, 18 anos, o Cebolinha. O delegado Osnei diz que toda a situação é lamentável. “Espera-se daqueles que trabalham no serviço público, uma conduta diferenciada, justamente para que se possa usufruir da boa fé que é conferida a todo funcionário público. Qual a garantia que o delegado tem para autuar alguém em flagrante com as informações que os policiais militares nos passam?! O MP ao fazer a denúncia, o juiz ao julgar e condenar uma pessoa, se valem por vezes das informações dos funcionários públicos e por isso se espera que tenham uma conduta ilibada”, discursou. O delegado encaminhou cópia do procedimento à promotoria de Controle Externo para verificar uma possível prática de improbidade administrativa. “Eles se utilizaram de todo o aparato estatal para fazer uma vingança. Isso está bem caracterizado no inquérito policial e foi dado ciência ao MP, para que apure se houve a prática de improbidade”, concluiu o delegado. Sindicância interna A PM abriu uma sindicância para apurar a conduta e as responsabilidades dos policiais acusados de falsidade. O procedimento está quase finalizado, mas aguarda informações da DIC, que teria se recusado a passar dados ao comando da polícia Militar. O comandante José Evaldo Hoffmann disse que ainda não recebeu o relatório da investigação da DIC. Ele informou que a corporação vai se manifestar através de nota oficial do comando geral da PM de Santa Catarina na próxima segunda-feira. Os policiais investigados continuam trabalhando normalmente. jb/fm n



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